Índices da Poesia de Jorge de Sena – 15: Sequências

Finalizando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de Sequências, volume publicado postumamente, em 1980.

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 Título —– “Primeiro Verso” —– Data

 

I —INVENÇÕES «AU GOÛT DU JOUR»
Uma estrofe de Camões — “Alma minha gentil” — 18/1/70
Outra estrofe de Camões — “Erros meus má fortuna amor ardente” — 1970
Sobre um verso de Sophia de Mello Breyner — “Nunca mais servirei senhor que possa morrer” — 8/1/70
Sobre uma estrofe de Jorge de Sena — “Em Creta” — 18/1/70
Sá Soares de Miranda de Passos — “O sol é grande caem co’a alma as aves” — 18/1/70
Um verso de Bocage — “Saiba morrer o que viver não soube” — 18/1/70
Poema tirado de um poema de Ruy Cinatti — “Gritam todos venham” — 18/1/70
Poema concreto com uma estrofe de Echevarria — “Mão Deus fluvial” — 18/1/70
Poema sobre o começo do poema de J. C. de Melo Neto, chamado poema — “A tinta e a lápis escrevem-se todos os versos do mundo” — 18/1/70
Poema desentranhado de um poema de Manuel Bandeira — “Um gatinho faz pipi” — 18/1/70
Glosa de dois versos de C. D. de Andrade e mais um — “Preso vou” — 18/1/70
Glosa de um verso de Melo e Castro — “A força fere a face” — 18/1/70
Sobre uma estrofe de Maria Teresa Horta — “O grito que em tristeza” — 18/1/70
Glosa de um verso de Cristóvão Pavia — “Levanta-se da rocha a flor esmagada” — 18/1/70
Sobre um poema de M. S. Lourenço e uma espígrafe de Luciano — “Vamos…” — 18/1/70
Fuga sobre uma estrofe de Gastão Cruz — “Que farei no Outono quando ardem” — 18/1/70
Poema sobre um poema de Eugénio de Andrade — “No teu rosto começa a madrugada” — 18/1/70
Envoi — “Cucu” — 19/1/70
Sobre quatro versos de Álvaro de Brito Pestana, no Cancioneiro Geral — “Sem amizade” — 1/70
Vilancete sobre o poema «Ensina a cair» de Luísa Neto Jorge — “Ensina a cair” — 4/2/70
Écloga Lusitana — “Cabra” — 6/2/70
Breve história sócio-cultural da nação, incluindo um anglicanismo — “D. Tareja fundou” — 6/2/70
Invenção sobre a 4.” série das «Líricas Portuguesas» — “Belo belo poema” — 2/70
Ó-papa-o-pipo-apupo — “PAPA” — 14/7/70
«Contestários…» — “Contestatários” — 2/12/71

 

II —LOUVAÇÕES DAS LÍNGUAS E DAS NAÇÕES
Em louvor do Brasil — “Tal pai tal filho” — 7/12/70
Em louvor da boa linguagem — “Lendo asnos do seu tempo” — 7/12/70
Em louvor da Irlanda — “Embebedados pela Inglaterra, capados” — 7/12/70
Em louvor da língua portuguesa — “Tão forte e tão hipócrita que até” — 7/12/70
Em louvor da Itália — “Roma, Veneza, Florença, Nápoles, Spaghetti” — 7/12/70
Em louvor da França — “A maior glória de países como a França” — 7/12/70
Em louvor da Inglaterra — “Escota, céltica, saxona, e escandinávea” — 7/12/70
Em louvor da Alemanha — “Imperiais, burgueses, grosseria” — 7/12/70
Em louvor da Espanha … — “Há ou não há? E o vício solitário” — 7/12/70

 

III —TRÊS EPITÁFIOS IBÉRICOS
Epitáfio de Idanha-a-Velha — “Ainda jovem eu, Anceito, filho” — 30/8/74
Epitáfio de Arellano, Navarra — “Ó Apenino Júpiter, que sempre” — 30/8/74
Epitáfio de Beja — “Quem quer que sejas, caminhante, quando” — 30/8/74

 

IV — CICLO DA BRETANHA
Calvários — “Calvários de Bretanha são cruzeiros” — 9/10/74
Nantes — “Cidade de Setecentos fria e recta” — 9/10/74
De Quimper a Bénodet — “De Quimper, com suas pontes” — 9/10/74
Vannes — “Desta cidade — velho porto” — 5/10/74
Mont Saint-Michel — “Piramidal e pétrea, cor de aurora” — 9/10/74
St. Malo — “Reconstituída toda em compromisso” — 1/10/74
Auray, com St. Goustan na outra margem — “Sant’Ana d’Auray, Santana” — 9/10/74

 

V — CICLO «CLÁSSICOS»
Hecatombe — “Como o nome indica não era senão o sacrifício” — 1/12/74
Efebos — “Eram na Grécia todos os jovens entre” — 1/12/74
Firmino Materno — “Há dois, e para mais contemporâneos” — 1/12/74
Polidoro — “Há vários. Um foi bisavô de Édipo.” — 1/12/74
Ovação — “Hoje é muito corrente quando as pessoas” — 2/12/74
Hieroscopia — “Não era medicina, nem coisa de raio X” — 1/12/74
Apoteose — “Não era o final do acto das revistas” –1/12/74
Aracne — “O nome quer dizer aranha como toda a gente” — 1/12/74
Aqualício — “Quando ainda hoje se fazem preces” — 1/12/74
Sótades, poeta grego — “Sótades, poeta grego, era de origem trácia” — 1/12/74
Styx — “A filha mais velha de Oceano e Téthis” — 2/12/74
Alcmena — “Esposa de Anfitrião cuja imagem Zeus” — 2/12/74
Laodâmia — “Filha de Acasto, esposa” — 2/12/74
Festa dos tolos — “Havia em Roma uma stultorum feria” — 2/12/74
Anquises — “Membro da família real de Tróia” — 2/12/74

 

VI — AMÉRICA, AMÉRICA, I LOVE YOU
A valsa da democracia — “Instalada a justiça, distribuída equitativamente a liberdade” — 1961
Ray Charles — “Cego e negro, quem mais americano?” 15/3/64
Os germes — “Foram à lua desinfectados” — 12/8/69
Capote anglaise: french letter — “Neste Estado os contraceptivos são todos proibidos” — 12/8/69
Hino dos cocos — “Nós os Cocos” — 12/8/69
Cidadão — “O emigrante chegou” — 12/8/69
Inocência — “No pórtico da casa, entre os lilases” — 12/8/69
Sabedoria — “Tarde da noite, o “party” terminava — 12/8/69
Pavloviana ou os reflexos condicionais — “Parqueavam o carro à porta dela” — 12/8/69
Doença urgente — “Sentes uma dor?” — 12/8/69
Marido e mulher — “Sofriam terrivelmente. Porque” — 13/10/69
Cadastrado — “Uma vez, aos sete anos” — 12/8/69
“Um enterro…” — “Um enterro é das coisas mais caras” — 12/8/69
“É impossível discutir…” — “É impossível discutir seja o que for” — 13/10/69
Do it your self — “Não há quem faça um pequeno serviço” — 13/10/69
Obsolescência — “Nada é feito para durar. Um automóvel” — 13/10/69
“Ser tratado pelo nome…” — “Ser tratado pelo nome, com calor de afecto” — 13/10/69
Os prazeres da juventude — “Ao fim de 24 jogos perdidos” — 13/10/69
O culto da virgindade — “Aquela já fodeu com os rapazes todos.” — 13/10/69
As peúgas — “Depois que o party acabara e foram saindo todos” — 13/10/69
Mens sana in corpore sano — “Discretamente, os companheiros de quarto” — 13/10/69
O correio — “O correio, com um carrinho, transporta dezenas de cartas” — 13/10/69
“Pelo buraco aberto pacientemente…” — “Pelo buraco aberto pacientemente por antecessores curiosos” — 13/10/69
A torre e a metralhadora ou Freud na prática — “Era um bom menino” — 1/70
“Uma vez numa festa…” — “Uma vez numa festa convinha sair” — 1/70
A vida e a morte como investimento segundo as áreas geográficas — “O menino ia de bicicleta pela rua” — 1/70
O velho que não gostava de gatos — “O velho meu vizinho odeia gatos” — 28/5/70
O direito sagrado — “Com a barriga a sair das calças descaídas” — 20/5/70

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 14: Quarenta Anos de Servidão (partes IV, V e VI)

Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas escritos entre 1951 e 1972, que compõem as partes IV, V e VI de Quarenta Anos de Servidão, publicado em 1979.

 
 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data

 

IV – Tempo de Fidelidade (1951-1958)
“Tudo é tão caro!” — “Tudo é tão caro!” — 27/5/1951
“Interrogarei as almas infernais” — “Nas devassadas horas do silêncio” — 4/8/1951
Ode a Alberto de Lacerda — “Ao longe, entre palmares e brumas” — 2/9/1951
Natal de 1951 — “No silêncio da noite que ruídos cortam” — 24/12/1951
“Quisera adormecer” — “Quisera adormecer” — 8/4/1953
“Drummond fazendeiro…” — “Drummond, fazendeiro” — 8/2/1955
Duas cantigas de Camões na mesa pé de galo — “De penas do perdigão” — 13/3/1956

 

V – Tempo de Peregrinatio ad loca infecta (1959-1969)
Nas terras de além do mar” — “Nas terras de além do mar” — 22/8/1959
No casto promontório…” — “No casto promontório dos teus seios” — 2/2/1960
“Esta missão de coroar” — “Esta missão de coroar” — 21/2/1960
Nudez — “Coisas do mundo, que, por tão tranquilo” — 24/3/1960
A Portugal — “Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.” — 6/12/1961
Por este anoitecer…” — “Por este anoitecer, o ano acaba.” — 31/12/1961
Nel mezzo del camin…” — “Quarenta e dois… Provavelmente já” — 30/1/1962
Requiem para o mundo perdido — “É noite, eu sei. Mas como é tanta a noite” — 10/11/1962
Dedicatória — “Amigos meus: de que metamorfoses” — 11/1/1963
Lamento de um pai de família — “Como pode um homem carregado de filhos…” — 15/6/1964
Elogio da vida monástica — “Outrora, uma pessoa retirava-se do mundo” — 26/9/1965
Não posso desesperar da humanidade” — “Não posso desesperar da humanidade. E como” — 30/10/1965
Se — “É como se sentisse que a vida me foge. É como se” — 2/1/1966
“Rimam e desrimam” — “Rimam e desrimam” — 13/4/1968
“Nada do mundo…” — “Nada do mundo me é segredo ainda” — 6/9/1969
Sobre uma antologia lírica do natal — “Dos céus à Terra desce a mor Beleza” — 12/1969

 

VI – Tempo de Exorcismos (1970-1972)
Veneza — “Triste. Uma ruína de fachadas ocas” — 20/1/1970
Hino de 1o. de abril — “Os milicos milicazes” — 1/4/1970
“Aos cinquenta anos…” — “Aos cinquenta anos sou um ser perplexo” — 15/6/1970
“A humanidade é sempre a mesma…” — “A humanidade é sempre a mesma, sim.” — 2/2/1971
“Tão complicados…” — “Tão complicados reformais linguagens” — 27/5/1971
Dístico — “De uma palavra sei que tem sentido” — 13/6/1971
Roma no verão — “Como é que os papas, os cardeais, toda essa tropa” — 23/6/1971
Exorcismos — “Ó cães da morte, que me uivais, mordeis!” — 16/12/1971
Envoi — “Depois de morto, o quê? Queimado, não.” — 18/12/1971
Afrodite? Não — “Aderga de agastura atabafada” — 1971
Paráfrase de Melina Mercouri — “Nasci português e morrerei português” — 24/9/1971
Nota a uma paráfrase — “Esclareça-se: uma coisa é literatura” — 20/1/1972
“Deixem-se de fingir…” — “Deixem-se de fingir de heróis da esquerda” — 15/1/1972
“Estava a Silvana, coitada” — “Estava a Silvana, coitada” — 26/5/1972
A Drummond quando fizer setenta anos — “Mistral (Gabriela) Asturias (Miguel Ângelo)” — 30/10/1972

Pronunciamentos: textos políticos e discursos solenes

Com o título “Pronunciamentos” pretendemos abarcar duas dimensões da atuação pública de Jorge de Sena, que, segundo entendemos, se complementam. De um lado, os seus textos explicitamente políticos, publicados principalmente no jornal anti-salazarista Portugal Democrático (1956-1975), criado por exilados portugueses em São Paulo, no qual passou a colaborar tão logo se fixou no Brasil; de outro, os dois discursos solenes proferidos em 1977, ano anterior a sua morte, que registram com nitidez uma trajetória de vida e de obra onde as opções políticas nunca foram escamoteadas.

 

Discursos solenes:

* Discurso do Prêmio Etna-Taormina Discurso de agradecimento do 15º Prémio Internacional de Poesia Etna-Taormina, atribuído a Jorge de Sena em 1977. A solenidade de entrega deste prestigioso prêmio transcorreu em Catânia, na Sicília, no dia 25 de abril, onde o texto foi lido, com incrível êxito, na tradução italiana de Carlo Vittorio Cattaneo. Até então, apenas outro premiado agradecera em italiano: Murilo Mendes. O dactiloscrito registra “Taormina, 23 de abril de 1977”. Está integralmente reproduzido em Jorge de Sena, Poesia e Cultura (Porto: Caixotim, 2005, p. 203-207).

* Discurso da Guarda Discurso proferido na cidade da Guarda, durante as comemorações do “Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas”, no dia 10 de junho. O convite partiu do próprio Presidente da República, General Ramalho Eanes. O dactiloscrito registra “Paris, 3 de junho de 1977”. Está integralmente reproduzido em várias publicações — inclusive em brochura da Secretaria de Estado da Comunicação Social –, mas, desde 1980, encerra o vol.II de Jorge de Sena, Trinta Anos de Camões (Lisboa: Ed. 70, p. 253-262).

 

Textos políticos no jornal “Portugal Democrático”:

1. “Um 5 de outubro”: editorial anônimo – Ano III, n. 30, Nov. 1959.
2. “Some-te rato”: nota anônima – Ano III, n. 30, Nov. 1959
3. “Salazar processa o New Stateman”: editorial anônimo – Ano III, n. 31, Dez. 1959
4. “Eleições em Portugal”: assinado Candido Alves – Ano III, n. 31, Dez. 1959
5. “Uma vitória da Democracia”: editorial anônimo – Ano IV, n. 33, Fev. 1960
6. “O General Delgado presidiu às comemorações do 31 de Janeiro”: nota anônima – Ano IV, n. 33, Fev. 1960
7. “Fugas em Portugal”: nota anônima – Ano IV, n. 33, Fev. 1960
8. “Uma ditadura de juristas”: Ano IV, n. 35, Abr. 1960
9. “Os dois cadáveres”: editorial anônimo – Ano IV, n. 36, Maio de 1960
10. “O Cap. Almeida Santos assassinado pela PIDE” [carta-protesto]”: assinaturas do Comité dos Intelectuais e Artistas Portugueses Pró-Liberdade de Expressão – Ano IV, n. 36, Maio de 1960
11. “A palavra dos portugueses (Homenagem a Álvaro Lins)”: Ano IV, n. 37, Jun. 1960
12. “Uma visita presidencial”: editorial anônimo – Ano IV, n. 38, Jul. 1960
13. “Uma conspiração contra a democracia”: assinado “A Comissão Redactorial do Portugal Democrático” – Ano IV, n. 38, Jul. 1960
14. “Os correios do ditador”: anônimo – Ano IV, n. 38, Jul. 1960
15. “O Natal do preso político e o patriarcado”: Ano IV, n. 38, Jul. 1960
16. “Bevan”: anônimo – Ano IV, n. 39, Ago. 1960
17. “O infante D. Henrique, Salazar e o Brasil”: anônimo – Ano IV, n. 39, Ago. 1960
18. “Valores portugueses – o Infante D. Henrique”: anônimo – Ano IV, n. 39, Ago. 1960
19. “A comunidade de Estados Portugueses”: Ano IV, n. 39, Ago. 1960
20. “Um inédito de Fernando Pessoa [contra] Salazar”: Ano IV, n. 40, Set. 1960
21. “50 anos da República”: editorial anônimo – Ano IV, n. 41, Out. 1960
22. “Jaime Cortesão, o Historiador”: Ano IV, n. 41, Out. 1960
23. “Mensagem” [discurso do 50º aniversário da República]: Ano IV, n. 42, Nov. 1960
24. “Um novo ano”: editorial anônimo – Ano V, n. 44, Jan. 1961
25. “O rato e as bandeirinhas”: editorial anônimo – Ano V, n. 46, Mar. 1961
26. “A organização da Democracia portuguesa”: Ano V, n. 47, Abr. 1961
27. “Política externa portuguesa”: Ano V, n. 48, Mai. 1961
28. “A reforma inicial”: editorial anônimo – Ano V, n. 49, Jun. 1961
29. “As esquerdas”: Ano V, n. 49, Jun. 1961
30. “Pronunciamento de portugueses exilados no Brasil”: anônimo – Ano V, n. 51, Ago. 1961
31. “Uma denúncia! A política internacional de Salazar”: Ano VI, n. 58, Mar. 1962
32. “Comunicado do Comité dos Intelectuais”: [assinado por mais 10 pessoas] – Ano VI, n. 58, Mar. 1962
33. “O pânico”: Ano VI, n. 62, Jul. 1962
34. “Dois Mestres”: Ano VII, n. 63, Ago. 1962
35. “Agostinho Neto”: Ano VII, n. 63, Ago. 1962
36. “Salazar e os Estados Unidos”: Ano VII, n. 63, Ago. 1962
37. “A unidade”: Ano VII, n. 65, Out. 1962

 

=> Depois de longa espera, finalmente veio à luz em 2011 o livro Rever Portugal, há muito organizado por Mécia de Sena e agora co-editado com Jorge Fazenda Lourenço, que reúne os “textos políticos e afins” de Jorge de Sena, talvez a faceta menos conhecida de sua obra. Entretanto, sobre sua atuação no jornal Portugal Democrático, e sobre o próprio jornal, indicamos a seguinte bibliografia sumária:

 

  • Douglas Mansur da Silva, A Oposição ao Estado Novo no Exílio Brasileiro, 1956-1974, Imprensa de Ciências Sociais, 2006
  • Gilda Santos, “O Jornal Portugal Democrático – Demandas do literário em meio à proposta política”. Légua & Meia– Revista de Literatura e Diversidade Cultural, nº 3, Feira de Santana, UEFS, 2005 p. 59-69
  • Gilda Santos, “Le journal Portugal Democrático: une sociabilité vouée à l’action politique”. Sociabilités Intellectuelles XVIe-XXe siècle. Arquivos do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, v. XLIX. Lisboa-Paris, 2005 p. 199-205
  • Miguel Urbano Rodrigues, “Portugal Democrático – um jornal revolucionário”. In: Lemos, Fernando & Leite, Rui M. A missão portuguesa – Rotas Entrecruzadas, SP, UNESP/EDUSC, 2003 p.183-188
  • Miguel Urbano Rodrigues, “A Luta na Imigração dos Antifascistas Portugueses contra a Ditadura e o Colonialismo” (palestra proferida em Grenoble, França, a 25 de Abril de 2009), reproduzida em: http://www.odiario.info/?p=1178
  • “[Recensão crítica a ‘Rever Portugal. Textos Políticos a afins’, de Jorge de Sena]” / Gilda Santos. In: Revista Colóquio/Letras n.º 179, Jan. 2012, p. 269-272.

 

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 13: Quarenta Anos de Servidão (partes I, II e III)

Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas escritos entre 1938 e 1950, que compõem as partes I, II e III de Quarenta Anos de Servidão, publicado em 1979.

 

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data

 

I – Tempo de Perseguição (1938-1942)
Variações sobre cantares de D. Dinis — “Ramo verde florido” — 17/05/1938
Dístico — “O viver que grita muito não diz nada” — 08/07/1938
Morte… — “Quando morrer” — 14/09/1938
Cegueira — “As pernas vão vergando de cansadas…” — 16/09/1938
Agonia — “Saber que a morte vem… preparar tudo” — 20/12/1938
Dissociação — “Aqueles olhos segredando de amor” — 17/01/1939
Nevoeiro — “O nevoeiro / rodeou o teu vulto negro” — 04/02/1939
Mastros — “Andou em ti o teu amor por mim” — 25/04/1939
Nau — “Ondeiam lanternins de marear” — 24/06/1939
Ciclo — “Tu crês no céu azul? No céu rasgado” — 03/08/1939
Contraponto — “Nós, aqueles poetas exigentes” — 27/02/1941
Hospício — “Ficar será malícia, cântico ou desprezo” — 02/01/1942
Jornal — “O arame farpado empresta-lhes penumbra” — 11/03/1942
Um Jogo — “Na brancura firme das plataformas tranquilas” — 26/04/1941-1942
Ode a Ricardo Reis — “Rosas raquitas te of’reço, poeta” — 08/04/1942-1947
Para eu murmurar à hora da morte — “Sempre que alguém morreu à minha beira” — 03/06/1942
Poema Apócrifo de Alberto Caeiro — “Não quero este menino que desce do céu…” — 17/07/1942

 

II – Tempo de Coroa da Terra (1943-1944)
Soneto Antigo — “Na linha branca o vento volteava” — 28/01/1940 – 06/02/1943
Dois Sonetos — “Ó meus amigos poetas portugueses!” — 23-25/12/1943
Soneto Incompleto — “Como foi, meu amor, que não nasceste” — 28/3/1944
Sacrifício da Imortalidade — “A minha voz, quando estiver tão longe” — 12/06/1944
“Sempre tão longe o apelo dos que sofrem” — 26/06/1944
Ode aos livros que não posso comprar — “Hoje, fiz uma lista de livros” — 27/06/1944
“Assim como o Sol não corre pelo céu” — 05/12/1944

 

III – Tempo de Pedra Filosofal (1945-1950)
Meditação junto a uma obra gigantesca — “Deste cansaço imenso…” — 04/12/1946
“Nunca ninguém ao certo nos conhece” — 06/02/1948
“Poeta: se teus anos contas” — 04/07/1948
Ode à Beira-Nada — “Eu leio estes poetas com imensa amargura” — 20/07/1948
O Véu Nada Inconsútil — “A vida… Sabeis como se perde o delicado véu” — 26/07/1948
À Memória de J. P. Jacobsen — “Levanto os olhos de Niels Lyhns…” — 14/08/1949
Auto-Epitáfio de Gomes Leal — “Nem nu, nem vestido” — 29/06/1944-1949
“Quando o mundo inteiro está em nossa alma” — 10/09/1950

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 12: Sobre esta praia… Oito Meditações à beira do Pacífico, 1977

Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Sobre esta praia… Oito Meditações à beira do Pacífico, publicado em 1977 e, desde 1978, incluído no volume Poesia III. O conjunto de poemas também já foi publicado na íntegra aqui no Ler Jorge de Sena, na seção de antologias poéticas.

 

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data

I – “Sobre esta praia me inclino” – 27/9/1972
II – “Pergunto-me a mim mesmo — tão curioso” – 4/10/1972
III – “Sobre estas águas a que luz de inverno” – 6/10/1972
IV – “Escurobscuro cendriplúmbeo e vento” – 7/10/1972
V – “Ansiosamente que o sol nasça espero” – 10/10/1972
VI – “Como de outrora deuses pelas praias” – 23/10/1972
VII – “Não sonharei da névoa cobre os montes” – 24/10/1972
VIII – “Um fósforo lançado ao chão do estio seco” – 6/12/1972

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 11: Conheço o Sal… e outros poemas, 1974

Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Conheço o Sal… e outros poemas, publicado em 1974 e, desde 1978, incluído no volume Poesia III. Os títulos assinalados em azul contêm links para os poemas já publicados nas antologias do site.

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data

Post-mortem – “Dos braços que não pousam sobre os ombros” – 30/01/1972
Narciso – “De n’água contemplar-se onde se vê Narciso” – 9/7/1970
“Da luz que se esvazia…” – “Da luz que se esvazia coisas vultos” – 2/8/1970
“Si Jeunesse Savait…” – “De um outro lar ou pátria ou céu ou nada” – 2/6/1971
Nocturno de Londres – “Não sei, amor, se dado nos será” – 11/6/71
“Intriga-me o teu corpo…” – “Intriga-me o teu corpo. Harmonioso” – 5/1/1972
“Essas pernas que marcham…” – “Essas pernas que marcham e se juntam” – 13/4/1972
Lendo uma referência à morte de Manuel de Castro, no “Diário” de Palma-Ferreira – “Por acaso descubro que este jovem poeta” – 17/6/1972
Ao Carlo Vittorio Cattaneo – “Poeta – invejo a tua juventude” – 24/6/1972
Aves na Baía de Luanda – “Cegonhas? São marinhas e se pousam” – 4/8/1972
Café cheio de militares em Luanda – “O jovem Don Juan de braço ao peito” – 4/8/1972
Foi há cem anos em Angola – “MInha avó subia de tipóia” – 5/8/1972
Senhora da Nazaré em Luanda – “Em 1664, o governador destes reinos” – 5/8/1972
Na Igreja dos Jesuítas em Luanda – “Conversa a negra no recanto em sombra” – 24/8/1972
Raízes – “Raízes? Nem mesmo todas as plantas têm” – 25/8/1972
À Memória de Adolfo Casais Monteiro – “Como se morre, Adolfo? Tu morreste” – 26/8/1972
Diálogo Místico – “S. João da Cruz a Santa Teresa” – 29/8/1972
Garcilaso em Toledo – “Doña Amelia Rodríguez em Toledo” – 3/9/1972
“Amor, saudades tenho…” – “Amor, saudades tenho desta vida” – 3/9/1972
Nocturno – “Na sombra em que se agitam da alameda” – 22/9/1972
Madrugada – “Há que deixar no mundo as ervas e a tristeza” – 4/9/1972
Crítica dos “topoi” – “Vozes que pousam, passam, se modulam” – 27/9/1972
Endechas – “Mudar que mude” – 4/10/1972
Filmes Pornográficos – “Estes que não actores se alugam para filmes” – 13/10/1972
Atenas – “Também na Grécia eu. Custou mas foi.” – 9/10/1972
O Dáimon – “Mandelstamm, Akhmatova e Rilke” – 7/11/1972
“Despir alguém…” – “Despir alguém peça por peça? Não.” – 8/11/1972
Mãos de Amor – “Que mãos de amor me queiram quero mais as minhas” – 2-5/12/1972
“Diz-me, silêncio…” – “Diz-me, silêncio, em ruídos permanentes” – 6/12/1972
“Deste sono mortal…” – “Deste sono mortal que me dilui a vida” – 8/12/1972
Memória de Granada – “Pairam repuxos gorgolejam estuques” – 8/12/1972
S’Hertogenbosch – “Cidade albina a catedral dourados” – 8/12/1972
Antuérpia – “Na catedral o Cristo faleceu atlético” – 9/12/1972
Anderlecht – “Nesta casa de um cónego hóspede peregrino” – 9/12/1972
Madrigal de Las Altas Torres – “Cresceu aqui católica Isabel” – 12/12/1972
“Quando penso…” – “Quando penso que há mais de trinta anos que publico poemas” – 24/12/1972
Do Maneirismo ao Barroco – “Faustus infaustus Don Quixote Pança” – 30/12/1972
“Estão podres as palavras…” – “Estão podres as palavras – de passarem” – 30/12/1972
Lira – “Que vida não me queixo deste mundo” – 16/1/1973
O Hermafrodito do Museu do Prado – “Do deus que as almas aos infernos leva” – 18/1/1973
A Dionísio Ridruejo – “Poetas disseram: escrever nas águas” – 23/1/1973
“Quando o poeta…” – “Quando o poeta se dizia perdido no meio do caminho” – 5/2/1973
Certos ratos do Ártico – “De dois em dois anos estes ratos do Ártico” – 15/3/1973
De Glasgow a Londres – “Britânicos carneiros se passeiam plácidos” – 23/2/1973
Terras de Escócia – “Estas gaivotas que da Escócia em terra” – 1/3/1973
Meditação linguística com Maria Stuart – “Passo o palácio de Holyrood e a roca” – 1/3/1973
Crepúsculo ao Sul de York – “Azul pardo e laranja tão de quietas nuvens” – 1/3/1973
No comboio de Edimburgo a Londres – “Que coisas se fariam – tão de seios” – 1/3/1973
Gregynog Hall – “Do parque por colinas a verdura desce” – 5/3/1973
“Tu és a terra…” – “Tu és a terra em que pouso.” – 15/3/1973
“Clareia o céu de chuva…” – “Clareia o céu de chuva, que anoitece” – 16/1/1973
“Conheço o Sal…” – “Conheço o sal da tua pele seca” – 16/1/1973

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 7: Metamorfoses, 1963

 

Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de um dos mais conhecidos livros de Jorge de Sena: Metamorfoses, publicado em 1963 e incluído em Poesia II desde 1978 (com o acréscimo do poema “Dançarino de Brunei”, escrito em 1974). Os títulos assinalados em azul são links para poemas já publicados nas antologias e estudos do site.

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data de escritura

Ante-Metamorfose:

Metamorfose – “Ao pé dos cardos sobre a areia fina” – 6/2/1958 [Do livro Fidelidade]

Metamorfoses:

  • Gazela da Ibéria – “Suspensa nas três patas, porque se perdeu” – 8/4/1961
  • Deméter – “É um monstro em pregas vastas, sem cabeça” – 8/1/1963
  • Cabecinha Romana de Milreu – “Esta cabeça evanescente e aguda” – 12/1/1963
  • Artemidoro – “A tua múmia está no Museu Britânico” – 28/4/1959
  • Mesquita de Córdova – “Haviam sido os fustes de pequenos bosques” – 8/1/1963
  • A Nave de Alcobaça – “Vazia, vertical, de pedra branca e fria” – 27/11/1962
  • Pietà de Avignon – “Como um dourado fulvo a dor dos tempos pousa” – 22/12/1960
  • Céfalo e Prócris – “Do deus da lira e dos ladrões, do psicopompos” – 9/3/1961
  • Retrato de um Desconhecido – “Fita-nos, como o pintor pensou” – 28/8/1958
  • Camões Dirige-se aos seus Contemporâneos – “Podereis roubar-me tudo” – 11/6/1961
  • “Eleonora di Toledo, Granduchessa di Toscana”, de Bronzino – “Pomposa e digna, oficialmente séria” – 6/6/1959
  • “A Morta”, de Rembrandt – “Morta. Apenas morta. Nada mais que morta.” – 12/5/1959
  • “O Balouço”, de Fragonard – “Como balouça pelos ares no espaço” – 8/4/1961
  • Turner – “No silêncio da névoa em que os ruídos passam” – 19-20/6/1959
  • A Cadeira Amarela”, de Van Gogh – “No chão de tijoleira uma cadeira rústica” – 21/5/59
  • “Ofélia”, de Fernando Azevedo – “Vermelha chama de amarelos laivos” – 20/6/1959
  • Carta a Meus Filhos Sobre os Fuzilamentos de Goya – “Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso” – 25/6/1959
  • A Máscara do Poeta – “Fechaste os olhos como para a morte” – 6/6/1959
  • Dançarino de Brunei – “Em fortes linhas de contorno suave” – 19/1/1974
  • A Morte, o Espaço, a Eternidade – “De morte natural nunca ninguém morreu” – 1/4/61

Post-Metamorfose:

  • Variação Primeira – “Ao sol ardente, ao mar azul, ao vento que” – 2/5/1959
  • Variação Segunda – “Cariátide retensa que o teu corpo é” – 7/3/1962

Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena:

  • I – Pandemos – “Dentífona apriuna a veste iguana” – 6/5/1961
  • II – Anósia – “Que marinais sob tão pora luva” – 6/5/1961
  • III – Urânia – “Purília amancivalva emergidanto” – 14/5/1961
  • IV – Amátia – “Timbórica, morfia, ó persefessa” – 20/6/1961

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 8: Arte de Música, 1968

Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Arte de Música, publicado em 1968 e incluído em Poesia II desde 1978 (com o acréscimo dos poemas “Pobre Brückner”, de 1971, “Boris Godunov”, “Erik Satie para Piano” e “Ouvindo o “Sócrates” de Satie”, escritos em 1972,”A Criação, de Haydn”, “Mozart: Andante do Trio K 496”, “A Última Música de Liszt para Piano” e “Final da ‘Valquíria'” escritos em 1973, e “Canções de Schubert sobre Textos de Wilhelm Müller” e “Marcha Fúnebre de Siegfried, do ‘Crepúsculo dos Deuses'”, escritos em 1974). Os títulos assinalados em azul são links para poemas já publicados nas antologias e estudos do site.

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data de escritura

  • “La Cathédrale Engloutie”, de Debussy – “Creio que nunca perdoarei o que me fez esta música”-31/12/64
  • Ouvindo Canções de Dowland – “Desta música não ouço mais do que a“ – 29/12/1960
  • Prelúdios e Fugas de J. S. Bach, para Órgão – “Esta conversa harmónica que inventa” – 19/12/1964
  • Concerto “Brandenburguês” No. 1, em Fá Menor, de J. S. Bach – 4/5/1963
  • Bach: Variações Goldberg – “A música é só música, eu sei. Não há” – 9/1/1966
  • Water Music, de Händel – “Sobre o rio descem” – 16/3/1964
  • Wanda Landowska Tocando Sonatas de Domenico Scarlatti – “Ouço-a tocar estas sonatas” – 7/4/64
  • Ainda as Sonatas de Doménico Scarlatti, para Cravo – “Nesta percussão tecladamente dedilhada como violas pensativas” – 10/5/1964
  • “Andante con Variazioni”, em Fá Menor, de Haydn – “Firmemente suave e docemente atenta vai seguindo em variações serenas” – 12/11/63
  • A Criação, de Haydn – “Felizes estes homens que podiam escrever da Criação” – 8/3/1973
  • Sonata No. 11, para Piano, K 331, de Mozart – “Sonata sim, mas variações que” – 26/9/1965
  • Concerto em Ré Menor, para Piano e Orquestra, de Mozart, K 466 – “Finíssima amargura recatada” – 24/2/1964
  • Mozart: Andante do Trio K 496 – “Esta frase emerge súbita no trio saltitado” – 23/1/73
    Fantasias de Mozart, para Tecla – “Entre Haydn e Chopin, aberto para o que um foi” – 18/9/1965
  • “Requiem” de Mozart – “Ouço-te, ó música, subir aguda” – 15/10/1967
  • Missa Solene, Op. 123, de Beethoven – “Não é solene esta música” – 2/11/1964
  • Ouvindo o Quarteto Op. 131, de Beethoven – “A música é, diz-se, o indizível” – 10/10/64
  • Canções de Schubert sobre Textos de Wilhelm Müller – “Eram poemas para o sentimentalismo vácuo” – 20/4/1974
  • Sinfonia Fantástica, de Berlioz – “Programas, poetas, sonhos de ópio” – 23/10/64
  • Chopin: um Inventário – “Quase sessenta mazurcas; cerca de trinta estudos” – 19/12/66
  • Ouvindo Poemas de Heine como “Lieder” de Schuman – “Nunca talvez tão grande poesia encontrou sua grande música” – 27/4/64
  • A Última Música de Liszt para Piano – “Debussy? Scriábine? Bartok?” – 17/3/73
  • A Morte de Isolda – “Nesta fluidez contínua de um tecido vivo” – 8/3/64
  • Final da “Valquíria” – “Deuses podiam de um Valhala em chamas” – 4/7/73
  • Marcha Fúnebre de Siegfried, do “Crepúsculo dos Deuses” – “Na tarde que de névoas se escurece” – 13/1/74
  • Pobre Brückner – “Monumental, informe, derivante” – 19/11/71
  • Oitavas, Ouvindo a Primeira Sinfonia de Brahms – “Da música ao sentido, que palavra” – 8/4/63
  • “Má Vlast”, de Smetana – “Para se amar uma pátria assim, com tal pompa e tal doçura” – 1/10/64
  • “Boris Godunov” – “O velho honestamente escreve a História” – 8-9/1/72
  • “Romeu e Julieta”, de Tchaikowsky – “Ele era muito jovem quando imaginou este poema” – 24/5/64
  • “La Bohème”, de Puccini – “É ‘romântica’, sentimental, mesmo piegas” – 26/7/64
  • “Principessa di Morte” – “Foi quando Liu se matou para não revelar o nome do príncipe” – 7/8/64
  • “Festas”, de Debussy – “É como se as ruas de Florença se abrissem no espaço” – 6/12/64
  • “Das Lied von der Erde”, de Mahler – “São versos de poeta chinês. Depois de sabermos” – 8/5/63
    Mahler: Sinfonia da Ressurreição – “Ante este ímpeto de sons e de silêncio” – 28/7/67
  • “Assim Falou Zaratustra”, de Richard Strauss – “Nem o Zaratustra de Zaratustra, nem” – 11/9/65
  • Final da Segunda Sinfonia de Sibelius – “Se alguma vez clamor pela grandeza” – 27/3/66
  • Erik Satie para Piano – “As notas vêm sós por harmonias” – 9/1/72
  • Ouvindo o “Sócrates” de Satie – “Tão sábio, sereno e calmo” – 8/1/72
  • Concerto para Orquestra, de Bela Bartok – “Como amargura leve brinca com a morte” – 29/5/64
  • “Noite Transfigurada”, de Schönberg – “Como tão tensas cordas” – 28/9/64
  • Concerto de Piano, Op. 42, de Schönberg – “Seria pouco dizer que é o desespero” – 21/10/63
  • A Piaf – “Esta voz que sabia fazer-se canalha e rouca” – 6/10/64
  • “Pot-Pourri” Final – “Chegou e disse: – Caríssimo!” – 29/2/62

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 5: Fidelidade, 1958

 

Dando prosseguimento à série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Fidelidade, publicado em 1958 e, desde 1978, incluído no volume Poesia II. Em azul os links para os poemas já editados no site.

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data de escritura

 Epígrafe para a Arte de Furtar – “Roubam-me Deus” – 3/6/1952
Dedicatória – “A noite desce sobre os membros altos” – 27/5/1951
A Cidade Feliz – “Não sei porque não falam disto” – 21/3/1950
Fidelidade – “Diz-me devagar coisa nenhuma, assim” – 26/8/1956
Solstício Breve – “Imersa e doce a sombra me prepara” – 12/7/1952
O Rei de Tule – “Como um anjo não falas, e o silêncio” – 11/9/1951
Do Vale das Sombras – “Soa a meu lado a música” – 13/7/1950
De Passarem Aves (II) – “De como e de quando” – 18/2/1956
A Túnica – “Como de poetas os cinzentos passam” – 26/8/1951
O Poema – “A névoa que repousa vagamente” – 24/12/1951
De Poesia Falemos – “Contemplo inutilmente a voz que surge” – 15/8/1952
“Quanto Eu Disser…” – “Quanto eu disser não ouças” – 8/4/1953
Sexta-Feira – “Chovem bandeiras” – 26/7/1951
Entre-Distância – “De mim a ti eu ouço-te e convivo” – 1/2/1953
Tríptico do Nada – “Não. Nem de saber nem de viver se vive” – 10 e 15/1/1953
Epitáfio – “De mim não buscareis, que em vão vivi” – 8/1/1953
As Crianças Cantavam – “Era um silêncio como de inocência” – 6/7/1953
Maresia – “Da maresia no ar quente passam barcos” – 25/7/1951
A Chuva Torna – “Chove. Este pingar que ouço” – 28-29/8/1958
As Mãos Dadas – “Um dia me falaste” – 10/1/1953
Apreender – “Passo a minha mão pela tua cabeça” – 12/2/1954
À Beira de Água – “Nas águas frígidas e plácidas” – 15/1/1953
Encontro – “Todos os dias” – 15/8/1950
A Sesta no Jardim – “De quanto vi, quanto passei, quanto perdi” – 25/7/1951
Segurança – “Contigo me deitarei vezes sem conta” – 27/5/1951
Glosa à Chegada do Outono – “O corpo não espera. Não. Por nós” – 28/8/1958
A Morte da Ternura – “No desejo acordado por um cruzar de olhos” –20/3/1956
Corpo Intacto – “Tu foges, mas circulas em vazios” – 23/6/1951
Metamorfose – “Ao pé dos cardos sobre a areia fina” – 6/2/1958
A Paz – “Não tem nem cor nem forma, que não sejam” – 10/4/1955
“Quem a Tem…” – “Não hei-de morrer sem saber” – 9/12/1956
À Memória de John Clare – “Como louco, no entanto, a tua flor” – 15/4/1956
Meditação em King’s Road – “Solícitas de mim, como de mim ou fora”- 30/09/57
Os Plátanos Revisitados – “Árvores minhas, que de vós direi” – 9/4/1958
De Docta Ignorantia – “Se não soubermos como é nosso o mundo” – 7/5/1958
Isto – “Não queiras, não perguntes, não esperes” – 14/7/1958
Mensagem de Finados – “Não desesperarei da Humanidade” – 5/1/1957
Uma Pequenina Luz – “Uma pequenina luz bruxuleante” – 25/9/1949
Como de vós… – “Como de Vós, meu Deus, me fio em tudo” – 11/10/1958

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 4: As Evidências, 1955

 

À época de seu lançamento, o ciclo de sonetos – ou grande poema em 21 partes – que compõe As Evidências foi chamado pela censura portuguesa de subversivo, pornográfico etc. Quarto livro de poesia publicado por Jorge de Sena, em 1955, o volume tem aqui seus poemas apresentados em sua ordem de publicação, com a listagem de primeiros versos e datas de composição.

 

 Título —– “Primeiro Verso” —– Data de escritura

 I …………………….. “Ao desconcerto humanamente aberto” ………………….. 12/2/1954
II ……………………. “Desta vergonha de existir ouvindo” ……………………….. 12/2/1954
III …………………… “Que coisas sois? – se sois como que gente”…………… 13/2/1954
IV ………………….. “Da solidão que o vosso mal povoa” ……………………….. 15/4/1954
V …………………… “Na antiga e fácil pátria da amargura” ……………………… 20/2/1954
VI ………………….. “Ambígua identidade, incauto amor” ……………………….. 21/2/1954
VII …………………. “Atentos sobre a terra ao que sem nós” …………………… 22/2/1954
VIII ………………… “Amo-te muito, meu amor, e tanto” ………………………….. 22/2/1954
IX ………………….. “Com a mão brincando sem virtude ou vício” ……………. 26/2/1954
X ………………….. “Rígidos seios de redondas, brancas” ………………………. 27/2/1954
XI …………………..“Marinha pousa a névoa iluminada” …………………………… 1/3/1954
XII ………………….“Uma outra vida espera em vosso peito” …………………….. 6/3/1954
XIII ……………….. “Quando me encontro sempre sem poesia” ………………… 9/3/1954
XIV ………………. “Nenhuma voz me atinge por destino” ………………………… 9/3/1954
XV ……………….. “Manhã de glória! – ó deuses, ó imagens” …………………… 9/3/1954
XVI ………………. “Livres de ser o que os acasos tecem” ……………………… 15/3/1954
XVII ……………… “Na noite funda em que das nuvens corre” ………………… 25/3/1954
XVIII …………….. “Deixai que a vida sobre vós repouse” ………………………. 26/3/1954
XIX ………………. “Perdidas uma a uma as coisas todas” ……………………… 16/4/1954
XX ……………….. “Erguem-se as tríades: são mais que deuses” ……………. 28/4/1954
XXI ………………. “Cendrada luz enegrecendo o dia” ……………………………. 16/4/1954

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 3: Pedra Filosofal, 1950

O terceiro livro de poemas de Jorge de Sena, Pedra Filosofal, foi publicado em 1950 e desde 1961 faz parte do volume Poesia I. Dividido em três partes – Circunstância, Poética e Amor -, tem aqui seus poemas apresentados em sua ordem de publicação, com títulos, primeiros versos e data de escrita. Os poemas assinalados com links são os que já se encontram publicados no site.

 

 

Título—“Primeiro Verso”—Data

I – Circunstância

Os Paraísos Artificiais ………….“Na minha terra, não há terra, há ruas” …………………… 3/5/47
Cinco Natais de Guerra seguido de um Fragmento em Louvor de J. S. Bach
1944 ……. “Possivelmente, meu Deus, a vossa existência não passa” ……….. 24/12/44
1945 …………….. “Toca a silêncio o clarim no silêncio já feito” ……………………….. 5/1/46
1946 …………………………… “É muito fria a minha mágoa …………………………… 25/12/46
1947 …………………………………………….. “Mécia:” ……………………………………… 31/12/47
1948 ………….. “Dentro do frio os coros cantam docemente” ……………………… 24/12/48
Fragmento ………………………. “Em ti está a alegria” ……………………………………… 5/5/47
Chuva, Crepúsculo e Arrabalde ….. “Desta chuva ainda sobre as folhas” ……………… 28/9/48
Eu, que passei… …………………………. “Eram gritos de uma dor humana” ………………. 23/4/48
Ode à Mentira ……………….. “Crueldades, prisões, perseguições, injustiças” ………….. 31/3/49
Se ……………………………… “Como podes nova aurora reencontrar-me” ……………….. 14/10/44
Domingo …………………………………………. “Na orla do mar azul” ……………………………. 25/4/48
… De Passarem Aves ………………… “Das aves passam as sombras” ……………………. 21/6/47
Primitivos
I – (Uma Anunciação) …. “Que música sabeis de mensageiros” …………………. 31/10/49
II – (O Patinir das Janelas Verdes) ..“Imenso o bosque verde, e o céu azul”…. 31/10/49
III – (Bonnard) …………….. “Montanhas de arvoredo na distância” …………………. 19/2/50
Ode para o Futuro …………………. “Falareis de nós como de um sonho” …………………. 7/10/49
Equinócio da Primavera …… “Da noite a aragem tépida refrescando vem” …………….. 15/3/47

II – Poética

Véspera de Canto …… “Eis-me contemplando ansioso o quadrado luminoso (…)” ……… 8/11/48
Ode ao Surrealismo por Conta Alheia … “Que levas ao colo” ………………………………….. 24/9/48
“Imensos de Searas” ……………… “Imensos de searas de centeio pobre” ………………….. 19/6/50
Alcance Eficaz..“Não falo para os consolados, os satisfeitos de si, os que nem riem ….14/11/42
Madrigal …………………………………………. “Se vieres, poesia”…………………………………….. 20/1/44
Poema sobre um Poema Antigo ….. “Um dia, meu amor, um verso veio” ………………….. 21/1/45
A Esperança Eterna .. “Não me arrependo de ter tido palavras de esperança eterna”.. 18/10/48
“Era Tão Doce uma Verdade…”… “Era tão doce uma verdade entressonhada!” ………… 16/8/48
Ode à Incompreensão ……… “De todas estas palavras não ficará, bem sei” ……………… 4/10/49
Arte Nova ……………….. “Em vão busco as flores, as luzes, as pequenas coisas” ………. 10/6/50
Balada de Coisas e Não …. “Há coisas na vida mais belas que a vida” ……………………. 16/9/48
“Eu Ouço a Minha Voz…” ……. “Eu ouço a minha voz com desencanto” …………………….. 2/7/50
“Da Vida… Não Fales Nela” …………. “Da vida… não fales nela” ………………………………. 12/9/46
Passagem da Musa ………………….. “Ó minha Musa, cuja nudez destrói” ………………….. 30/7/46
“Não Sei, Meus Versos…” ……….. “Não sei, meus versos, que dizeis de mim” …………… 17/3/48
A Última Palavra ……………. “Quisera de outra morte conhecer-me inteiro” …………………. 3/4/48
Cânticos da Alma Silenciosa … “Minha alma, como chegaste tão tarde” ………………. 26-28/5/50
Harpas Eólias ……………………….. “Severa inspiração, pausa infinita” ………………………… 9/12/49
Ode aos Plátanos ……………… “Queda das folhas com que a aragem soa” ………………… 6/12/49
Para o Aniversário do Poeta …. “Não passam, Poeta, os anos sobre ti” ……………………… 7/3/44

III – Amor

Glosa à Chegada do Inverno …. “Ao frio suave, obscuro e sossegado” ……………………. 15/11/46
“Densa Profunda Flor…” ……… “Densa profunda flor de informes pétalas” ……………….. 19/10/49
“Como de Areia…” ……………… “Como de areia as praias que circulam” …………………….. 10/7/50
Vilancete ……………………………………… “No instante da partida” ………………………………… 13/7/46
Cantar do Amigo Perfeito .. “Passado o mar, passado o mundo, em longes praias” ………. 6/6/49
Rondel ……………………………… “De amor quem amo nunca sei ao certo” ……………………. 30/9/48
Vilancete ……………………………….. “- Meu corpo, que mais receias?” ……………………….. 23/12/49
Licantropia …………………………………. “De manhãs e madrugadas” ……………………………. 12/5/48
“Ó Doce Perspicácia…” ……….. “Ó doce perspicácia dos sentidos!” …………………………… 30/1/47
Nocturno ……………………. “De ti como da noite a vaga essência” ……………………………… 27/2/49
“Não Sei de Ti Sombras…” …. “Não sei de ti sombras mais belas que” ……………………… 21/7/48
“És Como um Grande Silêncio…” ..“És como um grande silêncio” …………………………….. 19/9/48
Requiem ………………………………. “Serenamente será que eu morrerei” ……………………….. 9/4/47
Ode ao Amor ……… “Tão lentamente, como alheio, o excesso de desejo” ………………….. 17/7/49
Canção …………………………………….. “O sorriso amantíssimo que” …………………………….. 16/5/48
Maternidade ……………………………… “Placenta pútrida e viscosa” ……………………………. 28/12/48
Ara ………………………. “Quando sobre nós desce a cegueira dos tempos” ………………… 23/10/49
Ode ao Destino ……………… “Destino: desisti, regresso, aqui me tens” …………………….. 17/10/47

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 2: Coroa da Terra, 1946

 

Continuando a série dos Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os poemas de Coroa da Terra, publicado em 1946 e, desde 1961, incluído no volume Poesia I. Escrito quase inteiramente durante os anos vividos por Jorge de Sena como estudante universitário no Porto, o conjunto vem aqui listado em sua ordem de publicação, com título, primeiro verso e data de cada poema. Em azul, links para os textos já editados no site.

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data de escritura

Purgatório –—– “As dores do mundo não as sofre o mundo”–—– 24/9/43
Suma Teológica – “Não vim de longe, meu amor, nem sossobraram” –—– 14/4/44
Os Trabalhos e os Dias – “Sento-me à mesa como se a mesa fosse o mundo inteiro” – 27/10/42
Espiral –—– “Um só poema basta para atingir a terra” -–—– 21/3/42
Um Epílogo –—— “Quando estes poemas parecerem velhos” –————————- 5/6/42
Baptismo –——— “Os mais difíceis poemas onde falo de amor” ———————– 24/6/42
Exame –—— “Estendo as mãos” –———————————————— 11/2/42
Denúncia –————- “Sonharei, no teu seio calmo,” ————————————– 10/6/42
Pintura –———— “Um casal suspenso desta mão que se estende” –—————– 24/5/42
Conquista –——– “Tomei-me igual à morte sem descansar por ela” –————————– 20/5/42
Lamentação –———- “Erguem-se as nuvens e derivam logo” –——————————– 13/12/42
Núpcias –—————————— “Persegui-te” –—————————————————– 15/3/42
Cidade –———————- “Imensa, troglodita, ambiciosa” –————————————— 28/4/42
Esgoto –————— “Crianças pálidas brincam no esterco da rua” –————————— 25/5/42
Longitude –———————– “Entre os pinheirais” –——————————————– 12,13/6/42
“Tenção” do Amor Nocturno – “Hei-de vir, meu amor, depois de morto” –—————— 21,22/3/44
Dia de Sol –————- “Sob a teia de sombra dos galhos outonais” –————————— 20/2/44
Capilaridade –———- “Da minha fé no mundo sei o amor distante” –————————– 1/12/42
Exorcismo –————– “Amor que desce, amor que nem procura” –—————————-21/7/43
A Derradeira Visita –—- “Por toda a liberdade autêntica sumida” –—————————— 24/1/44
Estupro – —————“Da passagem da aurora vem uma noite dizendo” –——————- 28/12/42
Crisma –——————— “Apenas vingança este desejo de morte” –—————————- 21/6/42
Metamorfose –——- “Para a minha alma eu queria uma torre como esta” –—————— 25/10/42
Reconhecimento –– “Quero esperar e olhar para que nasça um destino” –——————– 7/10/42
Gesto –———————– “Nem a terra paralela ao meu cadáver” –—————————— 21/1/42
Contacto –———————- “Abriste à vida a catarata idêntica” –——————————– 10/10/41
Bulício –———— “Quarenta dias suspensos para concentração dos vermes” –————– 2/11/41
Travessia –————— “Distância materna prescrevendo enganos!” –————————– 16/3/42
Ocaso –—————– “É impossível que uma semelhança tão pura” –————————– 21/2/42
Ode a um Reformador do Mundo – “Outros, que não tu, puseram nos teus braços” –——– 8/2/42
Catecismo –——— “Oh Deus! Que um dia adormeceste nos meus braços” –—————— 7/4/42
O Amor não Amado –—- “Nem sei porque ainda falo em Deus” –——————————– 19/6/42
Enciclopédia –—————- “Criaremos uma pequena história” –———————————- 12/3/42
Descerrar –————————- “Cansado, consentir-me-ei” –————————————– 21/6/42
Apóstrofe à Loucura –—- “Ser-me-á negada a paz ameaçadora?” –—————————– 22/4/44
Causalidade –—————– “Repetir-se-á a angústia vezes mais” –—————————— 12/5/42
Panfleto –————– “Fere-me esta idolatria mais do que todos os crimes” –——————- 9/4/42
Ordenações –————- “Abram os olhos como para um crime perpétuo!” –——————- 26/3/42
Independência –————– “Recuso-me a aceitar o que me derem.” –————————– 30/6/42
Ideário para a Criação –—- “Quando, em ti próprio, ouvires algum combate” –————— 29/8/42
De onde não há Nada… – “De dentro da morte vem ao meu encontro uma voz” –——— 31/10/42
Zodíaco –————————- “Os deuses nascem quando a vida estreita” –——————- 29/5/42
Estalactite –——————– “Virá da glória um tempo e nele o dar as mãos” –—————- 24/1/43
Génesis –—————————- I: “Afirmo e esqueço a qual serenidade” –———————- 2/2/43
II: “Nenhum altar te resta que o não sejas” –—————— 18/2/43
III: “Quando, mais novo, noutro renasceres” –—————- 26/2/43
IV: “Assassinais, ó anjos, vosso amor;” –———————- 10/3/43
V: “Temor o tens de ti, meu Deus, eu não.” –—————– 17/3/43
VI: “De mim não falo mais: não quero nada.” –————— 14/5/44
Cantiga de Embalar –———— “Tão docemente se ouve um grito de criança” –———— 21/11/44
Soneto de Orfeu –——————- “Quando apenas fores música da vida” –——————– 15/7/44
Dólmen –—————————- “Como alegria espontânea aberta ao sonho” –————— 17/8/42
Êxodo –————————– “Viemos, como o primeiro homem, de um ventre” –————- 20/5/43
Natal-43 –—————————— “Nos aviões que o mar imenso cruzam” –—————– 27/12/43
Glória –————————- “Um dia se verá que o mundo não viveu um drama.” –———— 6/4/42
Cessação –—————————— “Quando a morte vier, ou procurada” –——————— 13/4/44
Humanidade –—————————- “Na tarde calma e fria que circula” –———————– 7/11/43

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 1: Perseguição, 1942

perseguicaoPrimeiro livro de poemas de Jorge de Sena, desde 1961 incluído em Poesia-I, Perseguição dá início a uma nova série de entradas no Ler Jorge de Sena: uma versão para o site dos Índices da Poesia de Jorge de Sena, organizado por Mécia de Sena (Lisboa, Cotovia, 1990). Os poemas assinalados com links em azul já estão disponíveis no site, seja em uma das antologias temáticas, seja nos textos críticos das seções de estudos.

 

Título —– “Primeiro verso” —– Data

Pré-história — “Sempre que ofereço a alguém o alimento imponderável” – 9/2/42

 

I
Arrecadação —————— “Relógio combalido…” ———————– 28/7/40
Deserto —————— “Recusarei aos velhos a braseira” ————– 2/1/41
Distância – “Aqueles para quem não resta sempre uma simplicidade a trair” – 29/9/41
Circunstancial —- “Nas dobras melancólicas da Terra” —————– 3/7/40
Nocturnos —– “Há um inverno cansado nas copas extáticas” ——– 20/2/41
Elegia ———————– “Estreito Nome e curto” ————————- 8 /3/41
Trecho de Infinito ——– “Desloca-se tão leve” —————————- 9/7/40
Vidros ———————– “Alinharam calmos” —————————— 9/6/39
Passeio ———- “Que tarde e gente as ruas do jardim” —————– 7/7/41
Poço ——————- “O poço da noite é inesgotável” ——————– 13/11/39
Cubículo —————— “Gente pára curiosa” —————————— 5/6/41
A Matilha ————– “As mãos perderam a força” ———————— 6,7/11/39
Valor ——————- “Tira de mim os anjos que souberes” ———– 15,16/11/40
Contrição ——— “Que importa que todos me esqueçam” ————- 23/3/41
Parcela ————- “O destino valia-se dos meus lábios” ————— 6/8/39
Manchas ———————— “Há no céu” ———————————- 7/12/38
Recortes ————- “Os meus recortes fugindo para o Sul!” ———- 25/8/39
Lepra ——————— “A poesia tão igual a uma lepra!” ——————— 3/7/39
O último dia ————- “Crianças riem na varanda, riem” ——————– 1/10/39
Despertador —– “Um dia acordarás do sonho em que te rodeaste” —— 16/8/41
Lâmina ———— “Não tentes resistir à queda das trombetas” ————– 6/6/41
Exercício ———- “Por que te andaste mais do que é Costume” ———– 11/3/40
Itinerário ———————- “Seguia-se as pedras” —————————— 11/5/41
Manifesto ——— “Desçamo-nos da morte ao vão progresso” ————– 7/12/41
Sem Data ————- “Esta voz com que gritei às vezes” ——————— 27/1/42

 

II
Infância ———— “Noite de infância, luminosa e pálida” ——————— 1/10/40
Cântico —- “MInha meditação calada e permitida quantas vezes(…)” —- 3/10/40
Comunhão —- “Violentamente um gesto, violentamente” —————– 18,19/10/40
Posse – “Passaram pelos meus ombros longínquos as gaivotas negras”- 16/11/40
Âmago ———— “Perpétua a juventude, se morrermos” ——————- 12,13/10/41
Silêncio —————– “Tu, espírito de veios negros” —————————- 8/5/41
Tomada ———– “Gládio morto: nem quisera ouvir” —————————- 22/12/41
Andante ——- “Soube-me sempre a destino a minha vida” ——————- 18/1/42
Seara —————- “E se ouço reformar a minha vida” ————————- 8/9/41
Felicidade –“A felicidade sentava-se todos os dias no peitoril da janela” – 13/4/41
Desdém —————- “Pura flor de orvalho” ———————————— 10,11/10/41

 

III
Mistério da Predestinação – “Entornando a vida sobre a morte inicial” —— 8/8/40
Náutica ——- “Já por amor de Deus era o navio alto” ————————— 6/8/41
Procissão ———– “Aproxima-se cantando em mim” ————————— 28/1/41
Sonetos a muitas Vozes — “Por quantos campos tenho na tristeza” ——— 2/6/40
Advertência ————- “Ah meu Deus! Se toda esta tristeza” —————- 30/7/40
Declaração ————- “Sinto que vou voltar-me para Ti” ———————- 16/9/39
Unidade —————– “Meu Deus… Como posso eu falar-Te” —————– 5/5/40
Purificação da Unidade — “Não procures o que é efémero…;” —————- 20/8/40
Caverna —— “Tanta coragem, meu Deus, em perguntar por dúvida” ——- 19/6/41
Elevação ————– “Eixo da verdade e presunção divina” ——————- 22/10/41
Transepto —————– “Volteei lugubremente pela nave” ——————— 14/9/39
Pentecostes ——————— “Estranha fidelidade!” —————————— 22/2/41
Ascensão —————– “Nunca estive tão perto da verdade” —————— 23/7/41
Eternidade —————————- “Vens a mim” ———————————— 22/9/41

A poesia de Jorge de Sena

40anos* 1942Perseguição
* 1946Coroa da Terra
* 1950Pedra Filosofal
* 1955As Evidências
* 1958Fidelidade
* 1963Metamorfoses
* 1968Arte de Música
* 1969Peregrinatio ad Loca Infecta
* 1972Exorcismos
* 1972Trinta Anos de Poesia (antologia)
* 1973Camões Dirige-se aos Seus Contemporâneos e Outros Textos
* 1974Conheço o Sal… e Outros Poemas
* 1977Sobre Esta Praia… Oito Meditações à beira do Pacífico
* 1961Poesia I (Perseguição, Coroa da Terra, Pedra Filosofal, As Evidências, e o inédito Post-Scriptum)
* 1978Poesia II (Fidelidade, Metamorfoses, Arte de Música)
* 1978Poesia III (Peregrinatio ad loca infecta, Exorcismos, Camões dirige-se aos seus contemporâneos, Conheço o Sal… e Outros Poemas, Sobre Esta Praia…)
* 197940 Anos de Servidão
* 1980Sequências
* 1982Visão Perpétua
* 1985Post-Scriptum II
* 1999Dedicácias

 

As “Obras Completas de Jorge de Sena”, da Ed. Guimarães/Babel:

*2013Poesia 1 (“reúne os livros que o poeta publicou em vida” e “por ele coligidos em Poesia I, II e III)

*2015Poesia 2 (“a poesia esparsa ou inédita à data da sua morte”)

 

Antologias poéticas organizadas por Jorge de Sena:

Líricas Portuguesas: 3a. Série. Selecção, prefácio e notas. Lisboa, 1958. 2a. ed., revista e aumentada, em 2 vols.: Vol. I, 1975; Vol. II, 1983. Vol. I, 3a. ed., 1984.

 

=> Para localização eficiente e rápida dos poemas de Jorge de Sena — por primeiros versos, títulos, datas e nomes citados — é precioso material de trabalho o pequeno volume Índices da Poesia de Jorge de Sena, organizado por Mécia de Sena (Lisboa, Cotovia, 1990).

=> Já é extensa a bibliografia crítica sobre a poesia seniana, dispersa em livros, periódicos e anais de congressos. Mas, dela, tendo em vista a amplitude das abordagens, torna-se indispensável a referência aos seguintes títulos em volume:

 

  • A Poesia de Jorge de Sena: Testemunho, Metamorfose, Peregrinação, de Jorge Fazenda Lourenço (Calouste Gulbenkian, 1998)
  • Fenomenologia do discurso poético – ensaio sobre Jorge de Sena, de Luís Adriano Carlos (Campo das Letras, 1999)
  • Poesia e o Diabo a Quatro: Jorge de Sena e a escrita do diálogo, de Luciana Salles (Livronovo, 2009)

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 6: Post-Scriptum, 1960

 

 

Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Post-Scriptum, concluído em 1960 mas mantido inédito até o ano seguinte, quando se torna o último livro incluído no volume Poesia I. Em azul os links para os poemas já editados no site.

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data de escritura

Lamento do Poeta Objectivo ——– “Anda-me o amor tomando a própria vida” ———— 4/12/44
A Noite que Será sem Lua ——- “Como a noite que chega, um cão teima ladrando” —– 30/7/44
Arrecadação (II) ———————- “Não sei a sorte que me espera quando o novo” ——- 14/1/45
O Regresso ———————- “Como este fósforo que acendo para subir as escadas” — 30/8/45
Os Soldados de Chumbo e a Eternidade – “Nunca entendi tão perfeitamente as coisas”- 6/1947(?)
Rendimento ——————————– “Estava sentado no degrau da porta” ————– 25/6/1946
Canção —————————————————- “Volúvel e doirada” ————————— 2/12/46
Origem da Poesia Épica ————— “Grande é a vida, quando a morte passa” ———- 12/12/47
Ceifa —————————————— “Tu foste o amor puríssimo de um dia” ———– 23/8/1947
Vilancete —————————————– “Teus olhos deste: não queiras” ——————- 23/8/47
Cântico de Despedida
I ———————————————- “Tenho pena, meu amor, do mundo” —————– 8-12/8/47
II —————————————- “Sempre que entrares, ao subir da escada” ————— 18/8/47
Duas Cantilenas
I ———————————————————— “Ansioso espero” —————————— 28/4/48
II ———————————————————— “Longe da vida” ——————————- 16/8/48
Solícitas as Flores ———————— “Tão junto a mim, roçando-se por mim” ————— 4/9/50
De Relance, o Alentejo —————– “Um céu abafadiço, um ar de ausência” ————– 30/5/50
Acção de Graças —————– “Às vezes, com minha filha no chão junto de mim” ——– 1/10/50
Natal – 1950 ———————————– “Nenhum Natal será possível: sei” ————— 25/12/50
Ser ———————————————- “Cansada expectativa tão ansiosa” —————– 28/2/51
Ver ——————————————– “Tu julgas que procuro, e não procuro” —————- 9/8/51
“Na sombra, que dizes?” ———————————————————————————– 21/6/51
Desencontro —————————— “Só quem procura sabe como há dias” —————— 1/9/51
Os Cinco Sentidos ————- “Da minha terra exala-se perfume a carne reprimida”——— 7/4/51
A Solidão Visitava-me —————————— “Quando imaginava” —————————– 5/4/51
Os Filhos Levam Muito Tempo a Crescer – “Precária a vida e consentida a morte” ——— 9/5/51
Tendo Lido uma Carta Acerca de um Livro que Oferecera – “Por que entristeço ao ler…” – 5/1/51
De um Grande Vento Levado ————– “Transporta-me um vento” ————————– 27/4/52
Exactidão ————————————— “Levam as frases sentido” ——————– 15 e 28/1/53
Passagem Cuidadosa ———— “No ténue perpassar de nuvens cuidadosas” ————- 30/1/54
Post-Scriptum ———————– “Não sou daqueles cujos ossos se guardam” ———— 27/5/54
O Fim que Não Acaba ————— “Na cinzenta luz que pardamente morre” ————— 26/8/56
Reconciliação ——————————— “Reconciliamo-nos sempre” ————————- 25/9/58
“Ceifadas breves por um sol rasante” —————————————————————- 11/10/58
Glosa à Chegada de Godot ——– “Do que não desespero é muito pouco” —————– 22/4/59
“Como queiras, Amor, como tu queiras” ————————————————————— 24/2/59

As correspondências editadas: Jorge de Sena dirige-se a seus contemporâneos

Listamos abaixo toda a correspondência de Jorge de Sena editada até o momento, partindo da listagem constante no livro que reúne o carteio de Sena e João Gaspar Simões. E prometemos atualização ​futura desses dados.

Escritório de Sena em Santa Barbara. Estes arquivos, e muitos outros idênticos, guardam a volumosa correspondência do poeta.
Escritório de Sena em Santa Barbara. Estes arquivos, e muitos outros idênticos, guardam a volumosa correspondência do poeta.

 

* Edições monográficas
* Outras edições
* Edições on line
* Estudos e resenhas

 

 

 

 

EDIÇÕES DAS CORRESPONDÊNCIAS DE JORGE DE SENA

MONOGRÁFICAS


*1981Jorge de Sena/Guilherme de Castilho, Correspondência, org. Mécia de Sena, apres. Mécia de Sena e Guilherme de Castilho, notas Guilherme de Castilho, Lisboa: INCM.

 

*1982 – Mécia de Sena/Jorge de Sena, Isto tudo que nos rodeia, Cartas de Amor, org., apres. e notas Mécia de Sena, Lisboa: INCM.

(1983) Carta (excerto) a Mécia de Sena, 18.02.1948, Nova Renascença 9 (out/inv.), 65.

(1987) Carta a sua noiva, Mécia Lopes, 11.05.1945, 31.07.1945, 26.09.1945, 15.12.1947 e 4/5.04.1948, José Ribeiro da FONTE, org., Cartas de Autores Portugueses, Lisboa: CTT, 39, 34, 17, 136-138, 35-36.

 

*1986 – Jorge de Sena/José Régio, org. Mécia de Sena, apres. Mécia de Sena e José Alberto Reis Pereira, Lisboa: INCM.

(1987) Carta a José Régio, 16.02.1947, José Ribeiro da FONTE, org., Cartas de Autores Portugueses, Lisboa: CTT, 133-135.

 

*1987Jorge de Sena/Vergílio Ferreira, org., notas Mécia de Sena, apres. Vergílio Ferreira, Lisboa: INCM.

(1987) A Correspondência entre Vergílio Ferreira e Jorge de Sena], JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 16.02, 8-10.

(1987) Carta de Jorge de Sena a Vergílio Ferreira, 11.06.1975 e de Vergílio Ferreira a Jorge de Sena, 11.08.1975, José Ribeiro da FONTE, org., Cartas de Autores Portugueses, Lisboa: CTT, 72-76.

 

*1991Eduardo Lourenço/Jorge de Sena, org. e notas Mécia de Sena, apres. Eduardo Lourenço e Mécia de Sena, Lisboa: INCM.

Duas cartas inéditas a Eduardo Lourenço, Lisboa, 03.05.1953 e Lisboa, 15.06.1953. (ver)

Três cartas inéditas de Jorge de Sena (ver)

 

*1996 – Dante (e Miriam) Moreira Leite/Jorge (e Mécia) de Sena, Correspondência: Registros de uma convivência intelectual, org., notas Mécia de Sena, apres. Mécia de Sena e Rui Moreira Leite, Campinas, SP: UNICAMP.

 

*2006 – Sophia de Melo Breyner/Jorge de Sena, Correspondência 1959-1978, org. (ver) Mécia de Sena, apres. Mécia de Sena e Maria Andresen Sousa Tavares, notas Maria Andresen Sousa Tavares e do editor, advertência dos editores, Lisboa: Guerra & Paz [2.ª ed. 2006, 3.ª ed. 2010].

 

*2007 – Jorge de Sena/José-Augusto França, org (ver). e notas Mécia de Sena, apres. José-Augusto França, Lisboa: INCM.

 

*2010 – Jorge de Sena/Raul Leal, Correspondência 1957-1960, org., apres. e notas Mécia de Sena, prefácio de José Augusto Seabra, nota do editor, Lisboa: Guerra & Paz.

 

*2012a – Jorge de Sena / Delfim Santos, Correspondência 1943-1959, org. (ver), estudo introdutório e notas Filipe Delfim Santos, apres. Mécia de Sena, nota compl. José-Augusto França, Lisboa: Guerra & Paz.

 

*2012bJorge de Sena/António Ramos Rosa, Correspondência 1952-1978, org., apres. e notas Mécia de Sena, nota edit. de Jorge Fazenda Lourenço, Lisboa: Guimarães.

Correspondência Jorge de Sena/António Ramos Rosa, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 12.12, 14-15.

 

*2013aCorrespondência Jorge de Sena e Mécia de Sena ‘Vita Nuova’, Brasil (ver), 1959-1965, apres. e notas Maria Otília Pereira Lage, pref. Gilda Santos e Maria do Carmo Castelo Branco, Porto: Afrontamento & CITCEM.

O re-descobrimento do Brasil: Três cartas inéditas a Mécia de Sena.

1 – Recife, PE, 07.08.1959.

2 – Salvador, BA, 13.08.1959.

3 – Salvador, BA, 19.08.1959.

 

*2013bJorge de Sena/João Gaspar Simões, Correspondência 1943-1977, incluindo o carteio com Mécia de Sena, org., estudo introdutório e notas Filipe Delfim Santos, Lisboa: Guerra & Paz.

 

OUTRAS EDIÇÕES


*1940 – Cartas à Redação da presença, Lisboa, 08.01 e 06.04.

A propósito dos poemas inéditos de Álvaro de Campos, apres. Adolfo Casais Monteiro, presença 2, 2 série, Coimbra, 138-139.

Apres. Redação de Sema (1979) Sema 3, Lisboa, 48-49.

Jorge de SENA ([1982, 1984] 2000) Fernando Pessoa & C.ª Heterónima, Lisboa: Ed. 70, 17-20; 23-24.

 

*1943 – Carta a Adolfo Casais Monteiro, s/d.

Extrato, apres. Adolfo Casais Monteiro, «Sensibilidade Poética!…», Diário Popular, Lisboa, 07.10, 4,9.

 

*1944 – Carta a Fernando Pessoa, s/d.

O Primeiro de Janeiro, Porto, 09.08, 8.

Jorge de SENA (1959) Da poesia Portuguesa, 165-170.

Jorge de SENA ([1982, 1984] 2000) Fernando Pessoa & C.ª Heterónima, 27-30.

 

*1952a – Carta a Guilherme de Castilho, 01.01.1951 e carta de Guilherme de Castilho, 15.02.1951.

Sobre o António Nobre de Guilherme de Castilho, Portvcale, Porto, 1/2, 3ª s., 82-84.

Jorge de SENA/Guilherme de CASTILHO (1981) Correspondência, org. Mécia de Sena, Lisboa: INCM, 80-88.

 

*1952b – Carta à Redação de Seara Nova.

Uma carta e um comentário a propósito de uma crítica [de João Pedro de Andrade a O Indesejado], Seara Nova, 1252/1253, (mai.), 77-78.

 

*1953 – Carta à Redação de Ler.

Cadernos de Poesia, Ler, 12, Lisboa, (mar.), 2.

 

*1954 – Carta à Redação de Seara Nova.

Uma carta [sobre José Régio], Seara Nova, 1287/1288, (mar.), 38.

 

*1957 – Carta a António de Navarro.

Meu caro António de Navarro [Carta-prefácio], António de NAVARRO, Poema do Mar, Lisboa: Portugália, 11-12.

Jorge de SENA (1977) Carta-prefácio a Poema do Mar, Régio, Casais, a ‘presença’ e outros afins, Porto: Brasília, 203-206.

 

*1958a – Carta à Redação de República.

Uma carta de Jorge de Sena, República, Lisboa, 27.10, 2.

 

*1958b – Carta à Redação de Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Ainda e sempre o poema ‘Loira’, Carta, Gazeta Musical e de Todas as Artes 93, 2ª série, Lisboa, (dez.), 186.

 

*1959 – Carta a Mário Dias Ramos.

Uma carta de Jorge de Sena, Notícias de Guimarães, 14.06, 9-10.

[reproduzido como ensaio em diversas instâncias].

 

*1961a – Carta a Luís Martins, Assis, SP, s/d.

O Estado de São Paulo, São Paulo, 19.04, 8.

 

*1961b – Carta a Henrique Barrilaro Ruas.

Uma carta de Jorge de Sena, Rumo 51, Lisboa, (mai.), 432-435.

 

*1962 – Carta à Redação de Invenção, Araraquara, SP, 05.06.

Jorge de Sena sobre os ‘Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena’, Invenção 2, São Paulo, 73-74.

 

*1964 – Carta a Natércia Freire, Araraquara, SP, 09.03.

Diário de Notícias, Lisboa, 19.03.

Jorge de SENA (2001) Estudos de Literatura Portuguesa I, 2ª ed., 283-284.

 

*1965a – Carta ao Director de O Tempo e o Modo, Araraquara, SP.

Em resposta a António José Saraiva, O Tempo e o Modo 32, Lisboa, (nov.), 1133.

 

*1965b – Carta à Redação de O Tempo e o Modo, Araraquara, SP, 18.05.

Católicos e Não-Católicos: um debate. Uma carta de Jorge de Sena, O Tempo e o Modo 27, Lisboa, (mai.), 564-567.

 

*1967 – Carta à Redação de O Tempo e o Modo.

Sobre Irene Lisboa e a crítica: a propósito de uma nota de José Bento, O Tempo e o Modo 50/53, Lisboa, (jun./out.), 681-683.

 

*1968 – Carta a Helena Vaz da Silva (O Tempo e o Modo), Madison, WI, 07.05.

Deus o Que É?, Inquérito, Cadernos o Tempo e o Modo 3, Lisboa: Moraes, 87-89.

 

*1970 – Carta à Redação de O Tempo e o Modo, Madison. WI, 15.01.

Conteste s. f. f., O Tempo e o Modo 76, Lisboa, (fev.), 58.

 

*1971 – Carta à Redação do Jornal do Fundão, 29.11.

Jorge de Sena (catedrático da Universidade da Califórnia e não da de Wisconsin) responde a uma crítica de F. Luso Soares, Jornal do Fundão, Fundão, 12.12, 1,13.

Jorge de Sena ao Ataque, Diário de Lisboa, Lisboa, 19.12, Suplemento Literário, 7.

 

*1975 – Carta a Alexandre O’Neill e João Palma-Ferreira, Santa Barbara, CA, 12.10.

Uma carta, Critério 2, 3-7.

 

*1978a – Carta a Artur Portela, Santa Barbara, CA, 12.04.

Longa experiência de liberdade que é ainda breve e inquieta, Opção 105, 27.04, V-VII.

 

*1978b – Carta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Secretário da Emigração, Santa Barbara, CA, 26.03.

Carta aberta de Jorge de Sena ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Secretário da Emigração, Diário Popular, Destacável, 03.05, IV-V.

Jornal Português, Oakland, Califórnia, 11.05, 12.

Artur Tomás Lopes da SILVA, [Resposta] A carta aberta de Jorge de Sena, Diário Popular, 19.05, 2.

 

*1978c –Carta a Luís de Miranda Rocha, Santa Barbara, CA, 25.02.1977.

Uma carta de Jorge de Sena, Jornal do Fundão, Fundão, 16.06, 3.

 

*1978d – Carta a A. de Araújo Dantas, 10.05.1975.

Uma carta de Jorge de Sena sobre a posição da colónia portuguesa nos E.U.A depois do 25 de abril, apres. Redação do Port. Soc., Portugal Socialista 135, Lisboa, (ago.), 28-29.

 

*1978e  – Carta à Redação de O Jornal – Fall River, Santa Barbara, CA, 26.05.

Carta a O Jornal – Fall River, com um esclarecimento, O Jornal – Fall River, Fall River, 09.08, 11.

 

*1978f – Cartas a João Sarmento Pimentel.

Duas cartas de Jorge de Sena a João Sarmento Pimentel, acompanhadas de umas ‘Regras’ do velho Capitão, Diário Popular, Lisboa, Supl. Letras e Artes, 12.10, VI.

 

*1978g – Cartas a Gerald Moser.

Três cartas de Jorge de Sena, apres. Geral Moser, O Jornal – Fall River, Fall River, 08.11.

 

*1979 – Cartas a José Rodrigues Miguéis.

Excertos de cartas de Jorge de Sena a José Rodrigues Miguéis a respeito das obras deste, Diário Popular, Lisboa, Suplemento Letras e Artes, 08.11, VI, VII.

 

*1980 – Carta a Agostinho Almeida, 18.04.1978.

Revista Crítica de Ciências Sociais 4/5, Coimbra, 243-246.

 

*1981a – Carta a Ruben A., Santa Barbara, CA, 12.07.1976.

Carta, AAVV. Ruben A. – In Memoriam Ruben Andresen Leitão 1, Lisboa: INCM, 323.

 

*1981b – Carta a Walmir Ayala, 29.08.1966. (ver)

Um inédito de Jorge de Sena: Carta ao jovem poeta, apres. Redação do JL, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 10.11, 5.

 

*1983a – Carta a José Régio e carta a Vergílio Ferreira, Lisboa 22.05.1952 e Lisboa, 02.02.1950.

Cartas inéditas a Régio e Vergílio Ferreira, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 15.02.

Jorge de Sena/José Régio (1986) org. Mécia de Sena, apres. Mécia de Sena e José Alberto Reis Pereira, Lisboa: INCM.

Jorge de Sena/Vergílio Ferreira (1987) org., notas Mécia de Sena, apres. Vergílio Ferreira, Lisboa: INCM.

 

*1983b – Carta a Camila Miguéis, Santa Barbara, CA, 06.04.1978.

Uma carta inédita de Sena: «um inoperável cancro do pulmão…», apres. Redação do ‘JL’, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 24.05, 26.

 

*1984 – Carta a Ruy Cinatti, Porto, 12.05.1942.

Uma carta de Jorge de Sena a Ruy Cinatti, apres. Mécia de Sena, Colóquio/Letras 80, Lisboa, (jul.), 67-70.

 

*1985a – Carta a Vergílio Ferreira, Araraquara, SP, 20.10.1964.

De Sena a Vergílio Ferreira, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 23.04, 18-19.

Jorge de Sena/Vergílio Ferreira (1987)  org., notas Mécia de Sena, apres. Vergílio Ferreira, Lisboa: INCM. 97-101.

 

*1985b – Carta de Raul Leal, Lisboa, abr.-mai 1959.

Uma carta de Raul Leal a Jorge de Sena, Nova Renascença 18, Porto (abr.-jun.), 148-160.

(2010) Jorge de Sena /Raul Leal, Correspondência 1957-1960, Lisboa: Guerra & Paz, 90-116.

 

*1985c – Cartas a Alberto de Serpa, Santa Barbara, CA, 22.12.1976 e 19.12.1977.

Duas cartas de Jorge de Sena, O Primeiro de Janeiro, Porto, 23.10, 18.

 

*1986 – Cartas a Alberto de Serpa, Lisboa, 05.05.1948, 19.05.1948, 12.01.1956.

Duas cartas a um amigo de Jorge de Sena, O Primeiro de Janeiro, Porto, 14.05, 17.

Uma carta a um amigo de Jorge de Sena, O Primeiro de Janeiro, Porto, 21.05, 16.

 

*1987a – Correspondência com Taborda de Vasconcelos 1957/1978.

Taborda de VASCONCELOS, Correspondência Arquivada, apres. e notas Taborda de Vasconcelos [inclui cartas de Mécia de Sena], Porto: Imprensa Portuguesa, 83-143.

 

*1987b – Carta a Arquimedes da Silva Santos, Santa Barbara, CA, 16.02.1976.

Uma carta de Jorge de Sena para Arquimedes da Silva Santos, apres. Mécia de Sena, Colóquio/Letras 97, Lisboa, (mai.), 68-70.

 

*1987c – Carta a João de Freitas Branco, Santa Barbara, CA, 07.09.1973.

Carta a João de Freitas Branco, São Carlos, Revista 4, Lisboa, (mar./jun.), 19.

João de Freitas Branco revela carta inédita de Jorge de Sena, Diário de Lisboa, Lisboa, 11.06, Supl. Ler Escrever, 1.

 

*1988a – Carta à Mãe [Maria da Luz Telles Grilo], Dakar 12.02.1938. (ver)

Carta Inédita: fala o cadete Jorge Cândido de Sena, Letras & Letras 7, Porto, 01.06, 18.

 

*1988b – Carta a Julio/Saúl Dias, Lisboa, 14.12.1952.

Carta inédita de Jorge de Sena, apres. B. P. A., O Primeiro de Janeiro, Porto, 08.06.

 

*1988c – Correspondência com José Osório de Oliveira e Rachel Bastos.

1 – a Rachel Bastos, Ramalhal, 28.09.1955.

2 – a José Osório de Oliveira, Lisboa 13.06.1957.

3 – a José Osório de Oliveira, Lisboa, 09.02.1958.

4 – de José Osório de Oliveira, 12.02.1958.

Homenagem a Jorge de Sena, três cartas inéditas de Jorge de Sena, apres. Mécia de Sena, notas Mécia de Sena e Luís Amaro, Colóquio/Letras 104/105, Lisboa, (jul.), 19-25.

 

*1988d – Carta a Maria Amélia de Azevedo Pinto, 24.01.1963.

Jorge de SENA (1988) Estudos de Cultura e Literatura Brasileira, Lisboa: Ed. 70, 439-440.

 

*1989 – Correspondência com Érico Veríssimo, 1965.

1 – de Érico Veríssimo, Porto Alegre, RS, 15.02.1965.

2 – a Érico Veríssimo, Araraquara, SP, 09.07.1965.

3 – de Érico Veríssimo, Porto Alegre, RS, 20.07.1965.

Correspondência de Jorge de Sena com Erico Veríssimo durante o exílio brasileiro, Nova Renascença 8: 32/33, Porto, 335-340.

 

*1990 – Carta a José Blanc de Portugal, Lisboa, 11.04.1959.

Uma carta inédita de Jorge de Sena, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 01.05, 9.

 

*1993 – Carta a Ruy Cinatti, Porto, 31.05.1942.

O Eugénio, Lisboa, 8.

 

*1994a – Correspondência com Edith Sitwell, de 20.06.1953 a 25.12.1960.

Jorge de Sena/Edith Sitwell: Correspondence, apres. George Monteiro, Santa Barbara Portuguese Studies I/94, Santa Barbara, CA, 5-28.

 

*1994b – Correspondência com José Blanc de Portugal, 1942.

1 – de José Blanc de Portugal, Benf. 01.05.1942.

2 – a José Blanc de Portugal, Porto, 24.10.1942.

3 – de José Blanc de Portugal, Benf. 06.11.1942.

4 – a José Blanc de Portugal, Porto, 08.11.1942.

Nos 80 anos de José Blanc de Portugal, acerca de uma grande amizade, apres. e notas Mécia de Sena, Colóquio/Letras 132/133, Lisboa, (abr.-set.), 214-222.

 

*1994c – Correspondência com Alberto de Serpa, 1942-1947.

1 – a Alberto de Serpa, Lisboa 02.01.1942.

2 – a Alberto de Serpa, Lisboa 11.02.1943.

3 – a Alberto de Serpa, Lisboa 31.07.1945.

4 – de Alberto de Serpa, Leça 24.06.1947.

5 – de Alberto de Serpa, Leça 28.09.1947.

Jorge de Sena – Alberto de Serpa, uma longa amizade, apres. e notas Mécia de Sena, Bibliotheca Portucalensis 2.ª s., 8/10 (1993-1995), Porto, 11-28.

 

*1997a – Rodrigues LAPA, Correspondência de… Selecção (1929-1985), org. Maria Alegria Marques & alii, Coimbra: Minerva, 308-312, 314-316, 322-323.

 

*1997b – Carta a Mário Cláudio, Santa Barbara, CA, 01.02.1976.

Carta Inédita, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 30.07, 19.

 

*1999a – Correspondência com Eduardo Mayone Dias, de 15.04.1971 a 03.02.1978.

Eduardo Mayone Dias e Jorge de Sena: correspondência, org. notas Mécia de Sena e Francisco Cota Fagundes, Ecos de uma Viagem: Em Honra de Eduardo Mayone Dias, Providence, RI: Gávea-Brown, 254-302.

 

*1999b – Carta de K. David Jackson, Yale, 1998-1999.

Carta a Jorge de Sena, Jorge de Sena em Rotas Entrecruzadas, org. Gilda Santos, Lisboa: Cosmos, 201-202.

 

*2000 – Cartas a familiares e a Ruy Cinatti.

1 – Bilhetes e carta ao Pai, Lisboa 1923, Lisboa s/d, Santos (SP), 25.11.1937, 26 e 78;

2 – Excertos de cartas à Mãe, Figueira da Foz, 14.09.1935; Coimbra, 28.09.1935, Navio-Escola Sagres, 10.10.1937 e sequência em São Vicente de Cabo Verde, 11.10.1937, 47, 49, 72;

3 – Bilhete-postal ilustrado a Mécia de Sena, Sintra, 25.12.1968, 310;

4 – Bilhete-postal ilustrado a Vasco de Sena, Navio United States (excerto), 11.09.1968, 305;

5 – Bilhete-postal ilustrado a Nuno Afonso de Sena, Lisboa 20.08.1974, 60-61;

6 – Cartas a Ruy Cinatti, Porto 15.07.1944, Porto 12.12.1949, Fotografia-postal, Santa Barbara, 07.05.1971, 118-119, 166, 334-335.

Mécia de SENA, org. (2000) Jorge de Sena, A Voz e as Imagens, Lisboa: Instituto das Estradas de Portugal.

 

*2001 – Carta a Joaquim-Francisco Coelho, s/d.

Carta de Jorge de Sena a Joaquim-Francisco Coelho (extracto), Jorge de Sena: Vinte Anos Depois, Lisboa: Cosmos, 171-174.

 

*2003 – Correspondência com Manuel Bandeira, 1951/1961.

Seniana – Inéditos: correspondência Jorge de Sena/Manuel Bandeira, apres. e notas Gilda Santos & Eduardo dos Santos Coelho, Metamorfoses 4, Alfragide, 243-265.

 

*2006 – Carta a Luís Amaro, Santa Barbara, CA, 25.05.1975.

Luís AMARO, Diário Íntimo, 2ª ed., Lisboa: & etc, 147-148.

 

*2007a – Quatro cartas a Gastão Cruz, 1971-1972.

1 – Santa Barbara, CA, 09.11.1971.

2 – Santa Barbara, CA, 12.12.1971.

3 – Santa Barbara, CA, 24.02.1972

4 – Santa Barbara, CA, 09.06.1972.

Jorge de Sena, Quatro cartas, apres. Gastão Cruz, Relâmpago 21, Lisboa, 105-115.

 

*2007b – Carta a Luís Amaro, Tancos 25.10.1943 (ver)

A primeira carta de Jorge de Sena a um jovem poeta (memórias a propósito), apres. Luís Amaro, Relâmpago 21, Lisboa, 167-172.

 

*2007c – Cartas de Mécia de Sena, Tua – Carrazeda de Ansiães, 03.09.1945; Bragança, 10.09.1945.

Maria Otília Pereira LAGE, Correspondência(s) Mécia/Jorge de Sena (Evocação de Carrazeda, anos 40), Guimarães: Universidade do Minho / ICS-NEPS, 87-90.

 

*2010 – Correspondência com P.e Manuel Antunes, de 29.06.1952 a 24.01.1984.

Correspondência com Jorge e Mécia de Sena, Padre Manuel Antunes, Obra Completa VI, Lisboa: Gulbenkian, 101-143.

 

*2011a – Carta a Eugénio Lisboa, Santa Barbara, CA, 07.06.1972.

De Engenheiro a Engenheiro: nótula sobre a correspondência entre Eugénio Lisboa e Jorge de Sena, apres. Gilda Santos, Otília Pires MARTINS e Onésimo Teotónio de ALMEIDA (orgs.) Eugénio Lisboa, Vário, Intrépido e Fecundo, Guimarães: Opera Omnia, 143-149.

 

*2011b – Carta a Luís Amaro, Santa Barbara, CA, 17.06.1975.

Trecho epistolar inédito de Jorge de Sena, Luís AMARO, Diário Íntimo, Évora: Licorne, 138.

 

*2012 – Carta a José Fernandes Fafe, Araraquara, SP, 10.07.1962.

A proclamação do primado do Homem, apres. Gilda Santos, Metamorfoses 11.2, Alfragide, 115-121.

 

*2013 – Cartas de Mécia de Sena, Carrazeda de Ansiães, 13.09.1945, 15.09.1945, 17.09.1945, 18.09.1945 e 29.09.1945.

Maria Otília Pereira LAGE, Carrazeda, Shangri-la de Mécia de Sena (anos 40), Roteiro Artístico-Literário de Carrazeda de Ansiães, Carrazeda de Ansiães: Junta de Freguesia, 56-63.

 

*2013 – Correspondência com Ruy Belo.

1 – de Ruy Belo, Andorra, 13.11.1971.

2 – a Ruy Belo, Santa Barbara, CA, 18.11.1971.

Cartas de Sena e Ruy Belo, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 21.08, 10-11.

 

EDIÇÕES ONLINE


*Cartas aos pais, 1937-1938.

1 – à mãe, Navio-Escola Sagres 10.10.1937 e S. Vicente de Cabo Verde, 11.10.1937.

2 – à mãe, S. Vicente de Cabo Verde, 01.11.1937.

3 – aos pais, Santos, 25.11.1937.

4 – à mãe, Dakar, 12.02.1938.

 

*Carta a António Cândido, Madison, WI, 27.04.1968. (ver

 

*Carta a Murilo Mendes, Araraquara, SP, 10.05.1963. (ver)

 

*Carta inédita a José Saramago, Assis, SP, 18.05.1961. (ver)

 

*Correspondência inédita com Luciana Stegagno Picchio e Carlo Vittorio Cattaneo. (ver)

1 – a Luciana, Madison, WI, 08.02.1970.

2 – a Carlo Vittorio Cattaneo, Santa Barbara, CA, 05.01.1971.

3 – de Luciana, Roma, 12.01.1971.

4 – a Luciana, Santa Barbara, CA, 21.02.1971.

 

*Correspondência com Sarmento Pimentel. (ver

 

*Notas sobre regressos a Portugal: cartas inéditas de Sarmento Pimentel e Jorge de Sena. (ver

1 – de Sarmento Pimentel, São Paulo, SP, 05.04.1969.

2 – a Sarmento Pimentel, Madison, WI, 08.05.1969.

3 – de Sarmento Pimentel, Lisboa, 18.10.1974.

 

 ESTUDOS E RESENHAS


*1978 – Diogo Pires AURÉLIO, As cartas de Jorge de Sena, Expresso, Lisboa, 20.05, 23R.

 

*1981a – Agostinho F. ALMEIDA, Problemática da cultura portuguesa na América do Norte: uma carta de Jorge de Sena, 179-196.

Harvey L. Sharrer & Frederick G. Williams, eds., Studies on Jorge de Sena by His Colleagues and Friends: Proceedings of the Colloquium in Memory of Jorge de Sena, University of California, Santa Barbara April 6-7, 1979.

 

*1981b – Joaquim-Francisco COELHO, Sobre uma correspondência em verso com Jorge de Sena, 197-208.

Harvey L. Sharrer & Frederick G. Williams, eds., Studies on Jorge de Sena by His Colleagues and Friends: Proceedings of the Colloquium in Memory of Jorge de Sena, University of California, Santa Barbara April 6-7, 1979.

 

*1982 – João Gaspar SIMÕES, A epistolografia portuguesa: um género menor [Correspondência com Guilherme de Castilho], Diário de Noticias, Lisboa, 22.04, 15-16.

 

*1983a – Eugénio LISBOA, Sena: o primeiro volume da Correspondência, Colóquio/Letras 71, (jan.), 72-75; (1987) As Vinte e Cinco Notas do Texto, Lisboa: INCM, 51-57.

 

*1983b – Alessandra MAURO, Frammenti di un discorso epistolare: le lettere d’amore di Jorge e Mécia de Sena, Quaderni portoghesi 13-14, Pisa, 293-312.

 

*1987 – Jorge Fazenda LOURENÇO, [Correspondência Jorge de Sena/José Régio], Colóquio/Letras 95, (jan.), 106-108.

 

*1993 – Victor J. MENDES, [Correspondência Eduardo Lourenço/Jorge de Sena], Colóquio/Letras 129/130, (jul.) 269-271.

 

*1994 – Jorge Fazenda LOURENÇO & Frederick G. WILLIAMS, Uma bibliografia cronológica de Jorge de Sena, INCM [inventário parcial da édita 227-228 e inédita 207-209].

 

*2001 – Eugénio LISBOA, A mais imediata respiração da vida: sobre a correspondência de Jorge de Sena, Jorge de Sena: Vinte Anos Depois, Lisboa: Cosmos, 159-163.

 

*2002 – José Francisco COSTA, Jorge de Sena’s correspondence: Another space of his oeuvre, Doctoral Dissertation for U. Mass Amherst.

 

*2003 – José Francisco COSTA, A Correspondência de Jorge de Sena, Um Outro Espaço da sua Escrita, pref. Francisco Cota Fagundes, Lisboa: Salamandra.

 

*2007 – Maria Otília Pereira LAGE, Correspondência(s) Mécia/Jorge de Sena (Evocação de Carrazeda, anos 40), Guimarães: Universidade do Minho / ICS-NEPS.

 

*2011 – Gilda SANTOS, Espreitando uma correspondência inédita: Jorge de Sena/José Saramago, Ipotesi 15-1, Juiz de Fora, 225-233.

 

*2013 – Maria Graciete BESSE, Diálogo epistolar entre Jorge de Sena e Delfim Santos, Latitudes – Cahiers Lusophones, 87-89. (ver)

 

Leia mais:

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 10: Exorcismos, 1972

 

Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Exorcismos, publicado em 1972 e, desde 1978, incluído no volume Poesia III. Os títulos assinalados em azul contêm links para os poemas já publicados no site. 

 

 

 Título —– “Primeiro Verso” —– Data

 

Aviso de Porta de Livraria – “Não leiam delicados este livro” – 25/1/1972
I
Epigramas – “De que tristeza me farei liberto” – 21/02/1961, revisto em 1971
As Quatro Estações Eram Cinco – “O verão passa e o estio se anuncia” – 8/7/70
“Neste Silêncio Matinal…” – “Neste silêncio matinal da neve” – 1969
Arte de Amar – “Quem diz de amor fazer que os actos não são belos” – Janeiro, 71
Adivinha Dupla – “Sepalada em negras comas” – 1969
A Arquitectura dos Corpos – “Pendentes como frutos ou moluscos” – 17/03/70
Jogos na Sombra – “Na sombra, o tenso corpo se adivinha” – 27/01/71
Beijo – “Um beijo em lábios é que se demora” – 19/5/71
Glosa de um Antigo Mote Castelhano – “En la fuente del rosel” – 18/12/1969
Bilinguismo – “Sinal” – Novembro, 1969
Estátua Verde – “Havia qualquer coisa” – 10-15/07/1969
A Floresta – “Sem rostos a floresta as árvores e vivas” – 16/5/1971
Dia e Noite – “Como se engrossa a noite em laivos brancos” – 31/10/71
“Dos Acendidos Estranho…” – “Dos acendidos estranho rematado fulcros” – 1/9/71
O Duplo – “Alonga-se no chão como se a vida” – Junho, 1969
“Que Dizer…” – “Que dizer destas sombras” – Abril, 70
“Pouco a Pouco…” – “Pouco a pouco me esqueço, e não sei nada.” – 27/10/1971
“Esta Luz que se Esvai…” – “Esta luz que se esvai no céu que se acinzenta” – Outubro, 70

 

II
Música Ligeira – “Vulgar, ligeira, música sem nome” – 25/11/1971
Vita Brevis – “A vida é breve mas que a faz mais breve” – 5/1/1971
Em Des-louvor da Velhice – “Para viver-se longamente ou se é de ferro” – 18/12/1971
“Passando onde haja túmulos…” – “Passando onde haja túmulos” – 27/5/1971
Restos Mortais – “O que de nós mais dura: só esqueleto” – 18/12/1971
Aldeia dos Macacos – “Como a macacos na jaula os velhos deste mundo” – 29/10/71
Os Últimos Revolucionários – “Neste vil mundo que nos coube em sorte” – 24/11/71
Natal de 1971 – “Natal de quê? De quem?” – Novembro, 1971
Noções de Linguística – “Ouço os meus filhos a falar inglês” – Outubro, 1970
Os Perigos da Inocência – “Há poetas místicos de Deus as fêmeas” – 28/11/1971
O Recordar e Não – “Que se recorda não recorda nunca” – 23/9/1970
Homenagem ao Poeta Mário Faustino – “Em bola de fogo este poeta caiu” – Julho, 70
Homenagem a Sinistrari (1622-1701) Autor de “De Daemonialitate” – “Ó Belfagor Rutrem e Bafomet” – 1970
Sobre um Passo do Capítulo XLVIII do “Satíricon” de Petrónio – “Imbecil, vaidoso e bruto” – Maio, 1970

 

III
Duas Paisagens da Califórnia – “Tão lúcidas recorte no horizonte” – Janeiro, 1971
Bruges – “Dórmia cíndria canalívia” – 25/12/1969
Rotterdam – “De Rotterdam Erasmo nem o rasto resta” – 26/12/1969
Homenagem a Spinoza – “Lentes poliu para de Holanda os míopes” – 22/11/1970
Amsterdam – “Canais concêntricos e radiais – vermelho” – 1/1/1970
Helsingör – “Sim, é o castelo do Hamlet” – 1970
Köln – “Teófano Imperatriz filha de imperadores” – 26/12/1969
O Anjo-Músico de Viena – “Por trás do Dom em Viena” – 17/1/1971
Ravena – “Como pó de planura e ruas de Alentejo” – 24/5/1971
Escrito em Verona – “As coisas não se vêem por metade” – 17/7/1971
Verona e uma Trovoada de Verão – “Aída e frango assado nas Arenas” – 30/10/1971
Piazza Navona e Bernini – “Palácios com aquele ar que em Roma” – 27/2/1971
A uma Calista de Milão – “Sob uma carioca bruma seca” – 27/7/1971
Ampúrias – “Na tarde como Grécia imaginada” – 26/1/1970
Plaza Mayor de Salamanca – “De luz e sombra se recortam corpos” – 1/9/1971
Ano Santo em Santiago – “Que Espanha se me volve aqui” – 1/9/1971
Galiza – “Aires airinhos aires” – 1/9/1971
Ronda Europeia, Nada Sentimental – “Amor o sem palavras” – 8-31/10/1971

 

IV
O Ecumenismo Lusitano ou a Dupla Nacionalidade – “Pela porta lateral da catedral em Colónia” – 20/1/1970
O Douro Preso em Barragens – “Verde tão verde e as árvores no fundo” – 30/08/1971
Borras de Império – “Os impérios sempre se fizeram” – 8/6/1971
Lisboa – 1971 – “O chofer de taxi queixava-se da vida” – 5/8/1971
Os Ossos do Imperador e Outros Mais – “Dizia ele que deixara a vida” – Agosto, 1971
Balada do Roer dos Ossos – “Roer um osso – humano, se possível” – 22/1/1972
L’été Au Portugal – “Que esperar daqui? O que esta gente” – Agosto, 1971

 

Envoi
O Beco sem Saída, ou em Resumo… – “As mulheres são visceralmente burras” – 15/10/70

Índices da Poesia de Jorge de Sena – 9: Peregrinatio ad loca infecta, 1969

Dando prosseguimento à série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Peregrinatio ad loca infecta, publicado em 1969 e, desde 1978, incluído no volume Poesia III. Os títulos assinalados em azul contêm links para os poemas já publicados nas antologias do site.

 

Título —– “Primeiro Verso” —– Data de escritura

 

Portugal (1950-59)
A Sophia de Mello Breyner Andresen enviando-lhe um exemplar de “Pedra Filosofal” – “Filhos e versos, como os dás ao mundo?” – 15/12/1950
Vampiro – “Ouço os gatos brincar. Saltam, perseguem-se.” – 9/12/1950
“Ave nocturna…” – “Ave nocturna ponte de cometas” – 1951
Dupla glosa – “Não passam, Poeta, os anos sobre ti” – 3/3/1952
Sabedoria de Calígula – “Mandei-o descascar batatas” – 9/3/1954
Velho fragmento, encontrado e completado – conselhos à juventude – “Se, quando consentires” – 11/7/1954
Poema manuscrito nas folhas brancas de um livro e lá esquecido – “Não teimes, não insistas, não repitas” – 1955
Dom Beltrão e Dona Ximena – “Morreram tristes as Ximenas todas” – 11/1/1956
Ronda – “Não sei de que alimento se sustenta” – 22/4/1959
“Respira docemente…” – “Respira docemente. Eu sei como respira” – 27/1/1959

 

Brasil (1959-65)
Vespertino do Rio de Janeiro – “Na noite as luzes furam treva, não” – 22/8/1959
Soneto ainda que não (son.) – “Como quando indiscreto às coisas me insinuo” – 9/9/1959
“De uma poesia…” – “De uma poesia esperam” – 7/2/1960
A Paul Fort – “Como se fosse homem de ficha e método, registo” – 27/4/1940
Alados idílios – “Alados idílios:” – 4/6/1960
Pan-Eros – “Entreabertas deusas, deuses penetrantes” – 20/7/1960
Heptarquia do mundo ocidental (7 sonetos) – “Como quando era ténue a minha esperança” – 1960
Colóquio sentimental em duas partes – “Tronchela adúvia corimata, …” – 1961
As cataratas do céu – “Água da vida, em memória” – 2/6/1961
O ter e o dar (son.) – “Não me peças, ó vida, o que não dás” – 23/6/1961
Homenagem à Grécia – “Os deuses, ladrões” – 11/6/1961
Fala do delegado do Ministério Público – “… Mas, meus senhores, nenhum de nós tal pensa” – 10/6/1961
“Quem muito viu…” (son.) – “Quem muito viu, sofreu, passou trabalhos” – 1961
Súplica final – “Senhor: não peço mais que silêncio” – 23/6/1961
“Na transtornância…” (son.) – “Na transtornância impiala da firmusa” – 5/8/1961
Glosa de Guido Cavalcanti (son.) – “Porque não espero de jamais voltar” – 11/6/1961
Vigília Cívica – “No planalto da Pérsia” – 4/9/196
Couraçado Potemkin – “Entre a esquadra que aclama” – 23/12/1961
Pequeno tratado de dermatologia – “De cada vez que um povo exige liberdade” – 30/1/1962
Glosa de Menandro – “‘Morrem jovens os que os deuses amam’, dizia o poeta” – 1962
A noite profunda – “É de repente que a noite profunda chega” – 18/5/1962
Close reading – “As flores, solícitas, desfolham-se” – 27/5/1962
Uma sepultura em Londres – “No frio e no nevoeiro de Londres” – 1962
A miséria das palavras – “Não: não me falem assim na miséria, nos pobres” – 5/8/1962
Noções de linguística – “Fumo névoa emanação” – 11/11/1962
Tempo de chuva – “Deste vento que sopra anunciando a chuva” – 25/1/1963
Os olhos das crianças – “Estes olhos vazios e brilhantes” – 4/5/1963
“Anflata cuanimene…” (son.) – “Anflata cuanimene ah como esgura” – 8/10/1963
Borboleta brasileira – “Patas de prata” – 5/3/1964
Os nocturnos merecem respeito ou a salvação do Brasil em 1o. de Abril – “Como podem chamar noite” – 7/4/1964
Tentações do apocalipse – Não é de poesia que precisa o mundo” – 21/5/1964
Homenagem a Tristan Tzara – “Que mundo este. Morre a Princesa do Traseiro-ao-Léu” – 1965
For whom the bell tolls, com incidências do “Cogito” cartesiano (7 son.) – “Nós que não somos naturais, porque” – 23-24/8/1965
In memoriam de Antero de Quental – “Desta altura vejo o amor, dizia ele” – 12/9/1965
Amor – “Amor, amor, amor, como não amam” – 16/6/1965
Em Creta, com o Minotauro – “Nascido em Portugal, de pais portugueses” – 5/7/1965
Sete sonetos da visão perpétua – “Anos sem fim, à luz do mar aceso” – 24-25/2/1965

 

Estados Unidos da América (1965-69)
Do Trópico de Capricórnio aos Grandes Lagos – “Deste Outono em árvores despidas” – 4/12/1965
“Frígido vento…” – “Frígido vento” – 4/12/1965
À memória de Kazantzakis, e a quantos fizeram o filme “Zorba the Greek” – “Deixa os gregos em paz, recomendou” – Janeiro/1966
Primavera no Wisconsin – “Na limpidez tranquila da manhã diáfana” – 15/3/1966
A casa em frente ou melancolias de um “voyeur” – “Propósito? Ciência? Distracção?” – 21/1/67
Noutros lugares – “Não é que ser possível ser feliz acabe” – 21/1/1967
To be or not to be – “De deuses alguns falam quanto sonham de homens” – 18/6/1967
La Dame à la licorne – “Dona Semifofa erguendo o dedo” – 18/6/1967
Lamento de Don Juan – “Não com saudade vos recordo, corpos” – 30/7/1967
Acerca dos anjos na Poesia – “Se eu quisesse mentir, imaginar purezas” – 5/8/1967
“Aflia…” (son.) – “Aflia antonimera pendistália” – 21/11/1967
“Deuses, quem mos dera…” – “Deuses, quem mos dera” – 21/11/1967
Envelhecer (2 son.) – “Nesta claridade silenciosa e pálida” – 6/11/1967
Homenagem a Tomás António Gonzaga – “Gonzaga: podias não ter dito mais nada” – 13/4/1968
Os vivos e os mortos ou Homenagem a Rilke – “Se entre mortos, se vivos, diz o poeta” – 26/1/68
Sobre a nudez – “Nus nascemos, nus” – 1968-69

 

Notas de um regresso à Europa (1968-69)
Travessia – “Após cinco dias de sonolenta travessia” – 5/5/1969
Encontro com Vermeer em Delft – “Fui deambulando pelas ruas” – 7/5/1969
Chartres ou as pazes com a Europa – “Em Chartres, ó Peguy, eu fiz as pazes” – 10/11/1968
Florença vista de San Miniato al Monte – “Abrigado na brancura multicor de um românico” – 10/5/1969
Roma – “A colunata de Bernini sim, mas o Vaticano” – 5/5/1969
Vila Adriana – “De súbito, entre as casas rústicas e a estrada” – 7/5/1969
La Tour de Carol, nos Pirinéus – “Nesta rotunda de nevados picos” – 14/12/1968
Relatório – “Sessenta cidades (com os museus, as ruas, castelos, catedrais, etc.) – 7/5/1969

 

Epílogo (1969)
Ganimedes – “Os pensamentos pastam na verdura” – 1969

Entrevistas

entrevistaEstão aqui listadas, em ordem cronológica, as entrevistas (editadas) de Jorge de Sena a diversos interlocutores, em Portugal, no Brasil e pelo mundo:

1) “Três perguntas e três respostas: uma entrevista com o poeta Jorge de Sena.” Entrevista a Vasco Miranda. Império 45/46. Jan./Fev. de 1955. Reproduzida em Diário do Norte, 6/03/1958. Reproduzida parcialmente em “Porque acima de tudo… (duas entrevistas, à guisa de Epílogo)”, O Reino da Estupidez (1961; 3a.ed., 1984, p. 161-163)

2) “‘Cultura é livre discussão e esclarecimento e conquista pessoal da liberdade de reflexão e expressão’ – Diz-nos o engenheiro Jorge de Sena, notável poeta e crítico literário”. Entrevista. República, 18/07/1956. p.1-2. Reproduzida parcialmente em “Porque acima de tudo… (duas entrevistas, à guisa de Epílogo)”, O Reino da Estupidez (1961; 3a.ed., 1984, p. 161-163)

3) “Aspectos da literatura actual: conversando com o poeta Jorge de Sena”. Entrevista. República, 23/10/1958. p.1-2.

4) “Jorge de Sena não crê em poesia concreta, só nos concretistas”. Entrevista a Paulo Carvalho. Tribuna da Imprensa, 26/09/1959

5) “Jorge de Sena (crítico e poeta) no Brasil”. Entrevista. Jornal de Letras, nov. de 1959. p. 8. Reproduzido parcialmente, como “Jorge de Sena no Brasil”, em Correio do Ceará, 18/11/1959.

6) “Sobre ‘teatro de vanguarda’”. Entrevista à Radio Difusora de Assis. São Paulo, 13/04/1960. Reproduzido em Do teatro em Portugal (1989, p. 387-388)

7) “Conversa com o escritor”. Entrevista a Laís Corrêa de Araújo. Estado de Minas, 27/08/1961. p. 3-4.

8) “Uma escola de liberdade e dignidade: Jorge de Sena fala sobre literatura inglesa”. Entrevista. Notícias literárias 14, julho de 1963.

9) “A Lírica de Camões será reeditada em novas bases pelo escritor Jorge de Sena”. Entrevista a Alexandre Eulalio. O Globo, 16/02/1965. p. 9

10) “Falando com Jorge de Sena”. Entrevista a Arnaldo Saraiva. Jorge de Sena. Número especial de O Tempo e o Modo, 59 (abril de 1968). p. 409-430. Reproduzido como “Jorge de Sena”, em Encontros des encontros, de Arnaldo Saraiva (Porto: Paisagem, 1973. p.47-74). Reproduzida parcialmente em Versos e alguma prosa de Jorge de Sena, edição de Eugénio Lisboa (Lisboa: Arcádia; Moraes, 1979. p. 137-144).

11) “Diálogo com Jorge de Sena”. Entrevista a Mário Alexandre. República, 31/12/1968.

12) “Camões é, para mim, um dos raros poetas portugueses que ainda estão vivos”. Entrevista a Nuno Rocha. Diário Popular, suplemento Quinta-feira à tarde, 02/01/1969. Reproduzido em O jornalismo como romance: pessoas e paisagens, de Nuno Rocha (Lisboa: Nova Nórdica, 1983. p. 35-39).

13) “Encontro de Óscar Lopes com Jorge de Sena”. Entrevista a Óscar Lopes. Diário de Lisboa, Suplemento Literário, 09/01/1969.

14) “Cinco minutos com o escritor Jorge de Sena”. Entrevista. O Primeiro de Janeiro, 22/01/1969. p.12

15) “Os problemas da política não são uma especialização. A política é a vida de todos os dias.” Entrevista a Fernando da Costa. Vida Mundial, 7/03/1969. p.31-35

16) “Jorge de Sena fala a VM”. Entrevista. A Voz de Moçambique, 3/05/1970. Reproduzida como “Raízes sociológicas e económicas da evolução do Português no Brasil e outros problemas”, em Notícias da Beira, 23/05/1970. p.8-9.

17) “Jorge de Sena: ‘Vivemos no mundo de hoje uma total revolução cultural'”. Entrevista a António Aragão. Comércio do Funchal, 05/07/1970. p. 3-5. 12/07/1970, p. 6

18) “Encontro com Jorge de Sena na sua casa de Santa Bárbara”. Entrevista a Nuno Rocha. Diário Popular, 30/06/1971. p.34-35. Reproduzido em O jornalismo como romance: pessoas e paisagens, de Nuno Rocha (Lisboa: Nova Nórdica, 1983. p.190-201)

19) “‘Os meus amigos morrem de cancro, de tédio, de páginas literárias’: Jorge de Sena”. Entrevista a Filipe Vieira. Notícias, 16/07/1972. p.10

20) Entrevista a Manuel Tomaz, para a Rádio Moçambique (Lourenço Marques). Gravada em 17-18/07/1972. Publicada em versão condensada como “Jorge de Sena fala a seus contemporâneos – uma entrevista inédita”, editada por Sebastião Edson Macedo, em Metamorfoses 8 (Rio de Janeiro; Lisboa: Cátedra Jorge de Sena; Caminho, 2008. p.235-257)

21) “Jorge de Sena: ‘É preciso saber em que consiste a autonomia da universidade americana!’”. Entrevista. Notícias da Beira, 24/07/1972. p. 2

22) “O governo norte-americano cortou quase todas as verbas para os cursos de português”. Entrevista. Diário Popular, 09/08/1972. p.12.

23) Entrevista com Jorge de Sena. De J. F. Jorge. Notícias da Beira, suplemento Revista, 20/08/1972. p. 5

24) “Jorge de Sena: uma longa história no reino dos equívocos”. Entrevista a João Carreira Bom. Vida Mundial, 25/08/1972. p. 6-14. Reproduzido parcialmente em Versos e alguma prosa de Jorge de Sena, edição de Eugénio Lisboa (Lisboa: Arcádia; Moraes, 1979. p.172-177)

25) Interviu cu Jorge de Sena. De Marian Papahagi. Steaua 22, nova série (16/30, nov. 1972). p.23-26

26) “A cultura não progride em linha recta mas em progressões e regressões de que se cria a tensão dialéctica em direcção ao futuro”. Entrevista a Baptista-Bastos. Diário Popular, suplemento Quinta-feira à tarde, 5/07/1973

27) “Jorge de Sena fala de educação e literatura”. Entrevista a Curtis Holguin e John Pérez. Jornal Português, 25/04/1974.

28) “Poet”. Entrevista a Ava Gutierrez. Herald Examiner, março de 1976.

29) “Jorge de Sena em Lisboa: ‘Portugal precisa apenas de confiar'”. Entrevista a Helder Pinho. A Capital, 20/09/1976. p.9

30) “De passagem em Lisboa para Itália: o poeta e ensaísta Jorge de Sena”. Entrevista a José Valentim Lemos. O Dia, 20/09/1976. p.10-11

31) “Jorge de Sena a propósito de Camões”. Entrevista. Diário de Notícias, 24/09/1976. p.8

32) “Jorge de Sena: ‘Parece-me que vejo em funcionamento os velhos hábitos do Estado Novo'”. Entrevista a Baptista-Bastos. Diário Popular, suplemento Letras e Artes, 30/09/1976. p. 4-5

33) “Jorge de Sena risponde a tre domande su Pessoa”. Entrevista de Luciana Stegagno Picchio. Quaderni Portoghesi 1 (primavera, 1977). p.137-158. Reproduzido como “Resposta a três perguntas de Luciana Stegagno Picchio sobre Fernando Pessoa”, em Fernando Pessoa e Ca. Heterónima (1984, p. 391-408)

34) “Jorge de Sena: ‘Ao aceitar a Comenda da Ordem do Infante'”. Entrevista a João Alves da Costa. Diário Popular, 06/05/1977. p.28

35) “Jorge de Sena, escritor portugués, en Salamanca: ‘La guerra civil española fue para nosotros un cambio tremendo'”. Entrevista a Ignacio Moneo. El Adelanto, 21/05/1977. p.3

36) “Jorge de Sena: ‘Continuo a considerar-me um escritor português'”. Entrevista a Manuel Poppe. Diário de Notícias, 02/06/1977. p.17-18. Reproduzido em Portugal Informação, 20/21, segunda série. Agosto/setembro 1977 (p.8-10). Reproduzido em Palavras no Tempo; vol. 2: Cultura (Lisboa: Diário de Notícias; INCM, 1991. p.71-78)

37) “Fui sempre um exilado mesmo antes de sair de Portugal”. Entrevista a João Camacho Costa e João Lopes. Abril, 3 (abril de 1978) p. 36-38. Reproduzido em Diário Popular, suplemento Letras e Artes, 27/04/1978.

38) “Jorge de Sena: ‘Não pedi, não peço e – mais – não aceito'”. Entrevista a Arnaldo Saraiva. O Jornal da Educação 11, abril de 1978. p. 26-31

39) “Jorge de Sena: ‘Tudo quanto é humano me interessa’”. Entrevista a Frederick G. Williams. Gravada em 04/05/78, na Universidade da Califórnia (Santa Bárbara). Trad. Mécia de Sena. Dossiê “Sena, de novo”, Edição Jorge Fazenda Lourenço. JL, 14/05/1985. p.18.

40) “Neste país somos julgados pelo que não escrevemos”. Entrevista a Fernando Dacosta. Diário de Notícias, 14/09/1978. p.17-18

 

* Levantamento e ordenação de Luciana Salles, a partir de Uma Bibliografia Cronológica de Jorge de Sena (1939-1994), de Jorge Fazenda Lourenço e Frederick G. Williams.

Jorge de Sena e Fernando Pessoa

Os ensaios e artigos que Jorge de Sena escreveu sobre Fernando Pessoa entre 1940 e 1978, que a seguir se transcrevem, estão repertoriados na minha Pessoana. Bibliografia passiva, selectiva e temática (Assírio & Alvim, 2008). Os textos marcados com asterisco encontram-se reunidos in Fernando Pessoa & Cª. Heterónima (Estudos Coligidos 1940-1978) Lisboa: Edições 70, 1982, 2 vols; 2ª. edição, 1983; 3ª, edição num volume, 2000):

 
 
1. [Carta à Direcção da "Presença"]. In Presença., XII, Série II, 2, 2/1940, pp. 138-139. *
Carta datada de 8 Janeiro 1940 e publicada sob o pseudónimo Teles de Abreu. O poema "Apostila", de Álvaro de Campos, publicado pela "Presença" como inédito, não o era: tinha sido publicado no "Notícias Ilustrado" de 27 de Maio de 1928, com algumas variantes, que se comentam.

2. "Carta ao Poeta". In O Primeiro de Janeiro, 9/8/1944. [Rep. sob o título "Carta a Fernando Pessoa", in DA POESIA PORTUGUESA. Lisboa: Ática, 1959, pp. 165-169; em tradução castelhana de Ángel Campos Pámpano, sob o título "Carta a Fernando Pessoa", in ABC, Madrid, 30 de Novembro de 1985] *
A tendência de FP para a despersonalização, com a criação de poetas e escritores heterónimos, significa uma desesperada defesa contra o vácuo que ele sentia sem si próprio e à sua volta. FP não foi um mistificador, nem foi contraditório: foi complexo; não foi tão-pouco um poeta do Nada mas, pelo contrário, um poeta do excessivamente tudo, do excessivamente virtual.

3. "Prefácio" e "Notas". In FERNANDO PESSOA. PÁGINAS DE DOUTRINA ESTÉTICA. Selecção, Prefácio e Notas de (…). Lisboa: Editorial Inquérito, 1946, pp. 7-16 e 303-365. [2ª. reimpr., não autorizada, s.d. (1964] *
Reúnem-se escritos de FP em prosa, que dão uma imagem do que foi, no campo da especulação e da acção, o seu enorme labor intelectual, servido por um estilo multímodo e inconfundível, cuja "encenação" é levada até à ortografia. Na sua generalidade, os textos aqui coligidos, se algum defeito têm é a excessiva clareza lógica de um raciocínio implacável, sempre a dois passos do esquematismo. Há em FP uma ironia latente (e muitas vezes ostensiva) que permite erros de interpretação e avaliação: ele desejava, certamente, a salutar descida ao subconsciente nacional da maior parte dos seus escritos. A propósito da "Nota ao acaso", de Álvaro de Campos, sublinha-se que toda a obra de FP, poética ou não, patenteia que o "problema gnoseológico do conhecimento" foi problema fundamental de FP: toda essa obra coloca, em primeiro plano, a questão da sinceridade, mas da sinceridade metafísica (e não a sinceridade ética).

4. "Sobre um artigo esquecido de Fernando Pessoa". In Mundo Literário, 19/10/1946, pp. 7-8. [Ensaio parcialmente integrado no Prefácio e numa Nota in FERNANDO PESSOA. PÁGINAS DE DOUTRINA ESTÉTICA] *
O texto de FP "À memória de António Nobre", inspirado na pura tradição do ensaísmo inglês, é escrito numa prosa absolutamente poética, sem a abstracção lógica, tão implacável como irónica, dos seus artigos. Nele perpassa uma profunda melancolia.

5. "Fernando Pessoa e a literatura inglesa". In O Comércio do Porto, Supl. "Cultura e Arte", 11/8/1953. [Acompanhado da trad. dos "Sonnets" XV (por Jorge de Sena), XXVIII (por Adolfo Casais Monteiro) e XXXV (por Jorge de Sena e Adolfo Casais Monteiro. Rep. in ESTRADA LARGA. Porto: Porto Editora, s.d. (1958), I, pp. 192-197] *
O problema das relações de FP com o Inglês e indirectamente com a cultura britânica é da maior importância, na medida em que ajuda a explicar a formação intelectual e artística em que, como grande poeta português, sempre se comprazeu: a cultura britânica, adquirida em Durban, deu-lhe a possibilidade de usar a língua portuguesa com uma virgindade de quem a contempla pela primeira vez. Os "35 Sonnets" sintetizam o neoplatonismo integral que é subjacente ao pensamento profundo de FP, devendo muito à doutrinação de Walter Pater. "Antinous" e "Epithalamium" são dos mais belos poemas raiando a obscenidade que jamais escreveu um poeta português.

6. "Maugham, Mestre Therion e Fernando Pessoa". In Diário de Notícias., 3/21/1957. *
A figura de Aleister Crowley, cuja personalidade se descreve através de citações do romance de Sommerset Maugham "The Magician", é interessante para a "petite histoire" de FP.

7. "'Inscriptions' de Fernando Pessoa. Algumas notas para a sua compreensão". In O Comércio do Porto, Supl. "Cultura e Arte", 9/9/1958. [Com a tradução do Epitáfio II. Texto utilizado, em grande parte, in "O heterónimo Fernando Pessoa e os Poemas Ingleses que publicou" . Rep. in ESTRADA LARGA. Porto: Porto Editora, s.d. (1958), I, pp. 187-191] *
Descontado um certo requinte indispensável à simplicidade e concisão lapidares (também utilizadas em poemas da "Mensagem") e inerente ao estilo alusivo que é o das literaturas da antiguidade, as "Inscriptions" de FP são de uma sóbria e correcta singeleza, longe da complexidade conceptual dos "35 Sonnets". É errado dizer-se que Ricardo Reis é o heterónimo mais afim destes poemas em Inglês.

8. "Fernando Pessoa, indisciplinador de almas. (Uma introdução à sua obra em prosa)". In DA POESIA PORTUGUESA. Lisboa: Ática, 1959, pp. 171-192. [Conferência proferida em 12 de Dezembro 1946 no Ateneu Comercial do Porto.] *
A obra de FP que, embora variada, é extremamente una, caracteriza-se pela preocupação nacional, a irreverência propositada, a consciência do próprio valor, a qualidade luciferina do seu espírito e a inexcedível perfeição da sua linguagem. De certo modo um pós-simbolista e cujo génio integra as tendências europeias do seu tempo, FP dedicou a vida inteira à subversão, em si mesmo, nos seus amigos, nos seus contemporâneos e na posteridade (sobretudo nesta): é um dos maiores mestres de liberdade e de tolerância que jamais houve.

9. "ORPHEU". In DA POESIA PORTUGUESA. Lisboa: Ática, 1959, pp. 145-163. [Palestra lida em 25 Novembro 1954 no Restaurante Irmãos Unidos, em Lisboa, por ocasião do descerramento do retrato de FP por Almada Negreiros] *
Descrevem-se e comentam-se as personalidades do grupo do "Orpheu" que significa, acima de tudo, uma crise, magistralmente superada em FP, que a viveu através da criação dos heterónimos. Nestes realiza FP a objectivação da expressão poética e, ao mesmo tempo, procura a dissolução da personalidade corrente e indivisível das estruturas psicológicas clássicas da sociedade tradicional

10. "Cartas de Sá-Carneiro a Fernando Pessoa". In O Estado de S. Paulo, 19/3/1960, pp. 1. [Rep. in O POETA É UM FINGIDOR. Lisboa: Ática, 1961, pp. 61-77] *
Ninguém como FP compreendeu Mário de Sá-Carneiro, porque se estava compreendendo a si próprio na pessoa do outro, cuja intimidade de espírito e cujas declarações escritas são sinal de uma identidade de contrários, sublimada pelo suicídio de Sá-Carneiro.

11. "Vinte e cinco anos de Fernando Pessoa". In O Estado de S. Paulo, 3/12/1960. [Rep. in O POETA É UM FINGIDOR. Lisboa: Ática, 1961, pp. 79-95] *
Relato do relacionamento da Tia-Avó de Jorge de Sena com FP, na Rua Coelho de Rocha e recordações pessoais: Sena lembra-se, adolescente, de FP como um "senhor suavemente simpático, muito bem vestido, que escondia no beiço de cima o riso discretamente casquinado", com um ar de estrangeiro, distante no tempo e no espaço". A publicação da "Obra Poética" (Aguilar), marca uma data nos estudos "fernandinos" : Maria Aliete Galhoz vem tomar um lugar proeminente entre "os donos encartados" de FP.

12. "O poeta é um fingidor (Nietzsche, Pessoa e outras coisas mais)". In O POETA É UM FINGIDOR. Lisboa: Ática, 1961, pp. 21-60. [Comun. ao IV Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, Salvador, 1959.] *
Verifica-se, coteja-se e explora-se o nexo entre o pensamento de FP e o de Nietzsche, aspecto decisivo para a interpretação do Poeta: para Nietzsche, o poeta, para dizer a verdade, precisa de, em consciência e vontade, ser capaz de mentir. Esta capacidade de mentir não significará o "criar ficções", nem o pura e simplesmente "fingir" que os detractores de FP leram no primeiro verso de "Autopsicografia", antes se refere especificamente à ordem do conhecimento ou, mais exactamente, à ordem da "expressão autêntica" de um conhecimento do mundo. Está por fazer o estudo sistemático do elemento erótico em toda a obra de FP.

13. “Pessoa e a Besta". In O Estado de S. Paulo, 30/3/1963. [Rep. in O Comércio do Porto, 14 Janeiro 1964] *
A propósito da personalidade de Aleister Crowley, historiam-se as suas relações com FP, incluindo o "Caso da Boca do Inferno". O capítulo das relações e convicções esotéricas de FP, embora fundamental, é ainda um dos menos compreendidos.

14. "21 dos '35 Sonnets' de Fernando Pessoa. Apresentação em português". In Alfa, 10, Marília: Departamento de Letras, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília: 9/1966, pp. 7-24. [Texto parcialmente utilizado in "O heterónimo Fernando Pessoa e os Poemas Ingleses que publicou"] *
Apresentação e justificação da tradução para português de 21 dos "35 Sonnets" de FP, feita por Jorge de Sena (16), Adolfo Casais Monteiro (4) e José Blanc de Portugal (1). As traduções não são livres: são, talvez, a busca do compromisso possível entre a literalidade e a transposição poeticamente livre. Assim como a tradução literal não é a mais fiel, será um pecado fazer belas poesias com as poesias dos outros.

15. [Verbete sobre Fernando Pessoa]. In GREAT ENCYCLOPEDIA OF WORLD LITERATURE IN THE 20TH CENTURY III. Nova York, 1971. [Rep. Em trad. portuguesa in Jorge de Sena, AMOR E OUTROS VERBETES. Lisboa: Edições 70, 1992, pp. 227-231] Como "caso", FP seria um pasmo, se o não fosse pela excepcional qualidade da sua poesia: é um dos maiores poetas deste século em qualquer língua.

16. "Literatura Portuguesa (Europeia e do Brasil Colonial". In ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA. 15ª. ed., 1974. [Rep. em trad. portuguesa in Jorge de Sena, AMOR E OUTROS VERBETES. Lisboa: Edições 70, 1992, pp. 253] FP está a tornar-se internacionalmente conhecido como um dos grandes poetas do século.

17. "O heterónimo Fernando Pessoa e os poemas ingleses que publicou". In POEMAS INGLESES PUBLICADOS POR FERNANDO PESSOA. Obras Completas de Fernando Pessoa XI. Edição bilingue com prefácio, traduções, variantes e notas de (…), e traduções também de Adolfo Casais Monteiro e José Blanc de Portugal. Lisboa: Ática, 1974, pp. 13-87. *
Apresentação e justificação da edição, incluindo os critérios seguidos na tradução para Português e a história completa da génese dos poemas. Os poemas em Inglês publicados por FP não são, à parte excelentes passos, da sua melhor poesia, mas são indubitavelmente da maior importância pelo que revelam do que ele menos revelou de si mesmo na sua poesia em Português e pelo que, por outro lado, mostram de uma fixação de temas e expressões suas, como de muitos jeitos sintácticos ou estilísticos da sua língua poética que, em português, se criou da tradução mental de construções correntes, ou menos correntes, que a língua inglesa possui e permite. Um tão completo processo de despersonalização lírica como é a heteronímia não poderia efectivar-se tão perfeitamente senão em alguém cuja dualidade linguística lhe desse a linguagem como um sistema de signos e relações destituído de outro valor que o de serem equivalentes de um sistema para o outro, como da conceptualização à verbalização.

18. "'Sim, é o Estado Novo, e o povo' – Um inédito de Fernando Pessoa apresentado por Jorge de Sena". In Diário Popular, 30/5/1974. *
Apresentação do poema, que prova que FP, se não era "um modelo de ideais socialistas que não eram os seus", era "anti-autoritário e adversário do antigo regime".

19. "Um triplo poema de Fernando Pessoa sobre António de Oliveira Salazar apresentado e comentado por Jorge de Sena". In Diário Popular, 5/30/1974 e 6/6/1974. *
Estes três poemas descobertos quinze anos antes, no espólio de FP, mostram que o Poeta não só mantinha as suas distâncias, como enveredava por uma atitude de franca resistência relativamente a Salazar e ao Estado Novo. Jorge de Sena esclarecem as condições em que os descobriu no espólio de FP e fez publicar em O Estado de S. Paulo.

20. "Os Poemas de Fernando Pessoa contra Salazar". In O Comércio do Porto, 9/7/1974. *
A propósito da publicação por Joaquim de Montezuma de Carvalho em "O Comércio do Porto" (em 28 de Maio de 1984) do poema "António de Oliveira Salazar", Jorge de Sena historia e esclarece a sua anterior publicação em "O Estado de São Paulo" e no "Diário Popular".

21. "Amor". In GRANDE DICIONÁRIO DE LITERATURA PORTUGUESA E DE TEORIA LITERÁRIA. Dirigido por João José Cochofel. Vol. I. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1977 . [Rep. In Jorge de Sena, AMOR E OUTROS VERBETES. Lisboa: Edições 70, 1992, pp. 60-63] Ricardo Reis proclama polemicamente um erotismo livre das limitações cristãs tradicionais; Alberto Caeiro é um amoroso ainda mais tradicional e Álvaro de Campos é o mais erótico dos heterónimos. "Antinous" é a mais intensa afirmação de erotismo composta por um poeta português desde a poesia clandestina dos sécs. XVII e XVIII.

22. "Jorge de Sena rispondi a tre domande su Pessoa". In Quaderni portoghesi, 1, Giardini Editori e Stampatori, Primavera 1977, pp. 137-158. [Entrevista conduzida e transcrita por Luciana Stegagno-Picchio em Abril de 1977] *
Interpretação dos poemas em Inglês – que não são grande poesia, mas em que há momentos de grande poesia – como chave para a compreensão do pensamento poético de FP e análise da questão da sinceridade do Poeta: o "fingimento" pessoano é uma "arte poética" que FP partilha com grande número dos seus pares modernistas de várias línguas e culturas: aliás, o verbo latino fingo, quando aplicado à criação poética, significava muito simplesmente, "compor".

23. "Fernando Pessoa : O Homem que Nunca Foi". In Persona 2, Porto, C.E.P., 7/1978, pp. 27-41. [Trad. portuguesa, pelo Autor, da comunicação original em inglês por ele apresentada no Simpósio Internacional sobre Fernando Pessoa, Brown University (Providence, E.U.A.), 8 Outubro; rep. do texto original sob o título "Fernando Pessoa. The Man Who Never Was", in THE MAN WHO NEVER WAS. Essays on Fernando pessoa. Edited and with an introduction by George Monteiro, Providence, Rhode Island: Gávea-Brown, 1982, 19-31; rep. em trad. francesa in "Po&sie", nº. 75, Paris, 1º. trimestre 1996, pp. 40-50] *
Tendo como "fonte de inspiração" as suas recordações de adolescente (FP era "um senhor, distinto e simpático", que "falava ocasionalmente em inglês com a minha tia-avó, permutava com ela livros em inglês, objectos raríssimos e invulgares naquele tempo em Portugal, e fazia uso do telefone dela (outro objecto então tremendamente incomum em casas de família, nesse tempo"), Jorge de Sena analisa a vida e a obra "daquela pessoa real chamada Fernando Pessoa, que era realmente um fantasma, ou, se quisermos, um cabide para a multidão de seres inexistentes muito mais reais do que ele mesmo queria ser". Ninguém, como ele, levou a despersonalização dos autores modernos a tão acabados extremos de conseguida e magnífica realização: os heterónimos são a mais mortalmente séria criação poética de todos os tempos.

24. "O 'meu mestre Caeiro' de Fernando Pessoa e outros mais". In ACTAS DO I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ESTUDOS PESSOANOS, Porto: Brasília Editora, 1979, pp. 341-364. [Comun. ao I C.I.E.P., Porto] *
Estudo comparativo biográfico-crítico dos participantes no fenómeno heteronímico, com especial incidência no caso de Alberto Caeiro, e das suas incidências e correlações com a vida real de FP ele-mesmo: Caeiro vivia com uma tia-avó (a tia materna de FP, Maria Xavier Pinheiro?), "viveu" exactamente o mesmo tempo que Mário de Sá-Carneiro (1889-1915) e "morreu" tuberculoso como o próprio pai de Pessoa. O poeta quinhentista inglês Sir Philip Sidney será um Alberto Caeiro avant la lettre.

25. "Inédito de Jorge de Sena sobre o 'Livro do Desassossego'". In Persona 3, Porto, C.E.P., 7/1979, pp. 3-40. [Com uma introdução de Arnaldo Saraiva] *
Ensaio que seria o prefácio da edição do "Livro do Desassossego", pela Ática, de que Jorge de Sena teve de desistir, em 1969, por insuperáveis dificuldades em obter, de Lisboa, cópias e informações rigorosas sobre os fragmentos. Historia-se, minuciosa e exaustivamente, a génese do "Livro", incluindo os diversos planos em que ele é mencionado, inventaria-se rigorosamente a volumosa produção de FP em prosa e em verso, publicada entre 1915-1929 e 1930-1935 (para concluir que FP "não era o desconhecido que fizeram dele"), analisam-se as implicações da carta a Adolfo Casais Monteiro sobre a génese dos heterónimos e distingue-se entre Bernardo Soares e o Barão de Teive. Se nem todos os trechos do "Livro" são de igual valor, alguns serão da mais bela e mais penetrante prosa da língua portuguesa. Neles perpassam os temas dos poemas de todos os heterónimos e ortónimos: o racionalismo transcendental e o misticismo irónico e frio de FP ele-mesmo, a meditação existencial de Álvaro de Campos, o empírio-criticismo de Alberto Caeiro, a consciência da fugacidade de tudo de Ricardo Reis, o anarquismo paradoxal de "O Banqueiro Anarquista", o neo-positivismo espiritualista dos "35 Sonnets", a lascívia reprimida do autor do "Antinous", etc., etc. Sob tudo isto, como uma maldição, a terrível incapacidade de amar, a medonha demonstração de que o homem existe pelos seus actos e não é outro senão eles e que não existe, senão como ficção, quando, em lugar de aceitar "ir sendo", escolhe fixar-se na pedagogia monstruosa de ser por conta alheia, de se perder "na floresta do alheamento".

26. [Verbete sobre Fernando Pessoa]. In COLUMBIA DICTIONARY OF MODERN EUROPEAN LITERATURE. Nova York: Columbia University Press, 1980. [Rep. em trad. portuguesa in Jorge de Sena, AMOR E OUTROS VERBETES. Lisboa: Edições 70, 1992, pp. 214-215] Resumo biográfico-crítico de FP.

27. [Carta à Direcção da "Presença"]. In FERNANDO PESSOA & Cª. HETERÓNIMA (ESTUDOS COLIGIDOS 1940-1978). Lisboa: Edições 70, 1982, pp. 23-24 (Vol. I). [Rep. in 3ª. ed., pp. 17-18] Carta datada de 6 Abril 1940. Post-scriptum (não publicado) à carta de 8 de Janeiro 1940, com indicação de mais uma variante do poema "Apostila", de Álvaro de Campos.

28. "Ela canta pobre ceifeira". In FERNANDO PESSOA & Cª. HETERÓNIMA (ESTUDOS COLIGIDOS 1940-1978). Lisboa: Edições 70, 1982, pp. 7-65 (Vol. II). [Rep. in 3ª. ed., pp. 207-253] Ensaio sobre a poética do FP ortónimo. Entre o enorme número de poemas por ele publicados em vida, "Ela canta pobre ceifeira" ocupa lugar de relevo; a seu propósito, analisa-se exaustivamente a produção poética ortónima entre 1914 e 1934, nos aspectos da métrica, da rima e da organização estrófica, verificando a recorrência de poemas octossilábicos, o que revela um gosto incomum por essa medida (contrariamente à ideia generalizada de que o FP ortónimo era quase uniformemente heptassilábico). Historia-se a génese daquele poema e estudam-se em pormenor sete dos poemas enviados por FP a Armando Côrtes-Rodrigues em 1915. Para Jorge de Sena, a obra dita ortónima não é menos heteronímica que a dos heterónimos propriamente ditos: apenas muitas vezes ela participa sinultaneamente dessa criação "em nome de outrém" (ainda que assinada FP), que imita uma maneira de estilo, e de uma consciência crítica do não-eu que a assinatura ortónima civilmente representava.


A obra pessoana de Sena é paradigma de uma atitude crítica de incomparáveis scholarship, profundidade, inteligência e intuição: não se pode compreender a obra de Fernando Pessoa se não se conhecer o que sobre ela escreveu Jorge de Sena.

 

 

* Licenciado em Direito ligado à Fundação Calouste Gulbenkian durante décadas (1961-2004), José Blanco é "pessoano" apaixonado desde longa data e vem realizando detido trabalho de investigação e de divulgação internacional da obra do poeta. Além de numerosa participação em encontros científicos, foi curador das exposições pessoanas de 1985, em Paris e Londres, e de 1988, em Lisboa. A sua portentosa Pessoana (Bibliografia passiva, selectiva e temática e Índices), em 2 vols., registra mais de 6.000 verbetes comentados e constitui indispensável instrumento de estudo para quem se debruce sobre Fernando Pessoa.


 

As Crônicas Senianas

* 1961 – O Reino da Estupidez (1979 – 2a.ed aumentada, como O Reino da Estupidez-I )

* 1978 – O Reino da Estupidez – II

* 1986 – Inglaterra Revisitada (Duas palestras e Seis cartas de Londres)

O Teatro de Jorge de Sena

* 1951O Indesejado  (António, Rei)

* 1974Amparo de Mãe e Mais 5 Peças em 1 Acto

* 1990Mater Imperialis: Amparo de Mãe e Mais 5 Peças em 1 Acto seguido de um Apêndice

=> As peças em 1 ato:

  • Amparo de mãe
  • Ulisseia adúltera
  • A morte do Papa
  • O império do Oriente
  • O banquete de Diónisos
  • Epimeteu, ou o homem que pensava depois

 

=> No “Apêndice” a esta edição, Mécia de Sena recupera do espólio do autor alguns esboços teatrais, ou “tentativas” deixadas inconclusas, em diferentes estágios de criação:

     

  • Luto
  • [Sem indicação de título]
  • Origem (1ª. versão)
  • Origem ou a 4a. pessoa (2ª. versão)
  • O arcanjo e as abóboras
  • Bajazeto e a revolução
  • A demolição

 

=> Para um sólido conhecimento do teatro seniano, é imprescindível consultar o livro de Eugénia Vasques, Jorge de Sena – uma ideia de teatro (1938-71), Lisboa: Cosmos, 1998.

=> A crítica teatral, exercida por Sena ao longo de vários anos, e publicada em periódicos, sobretudo em Gazeta Musical e de Todas as Artes, encontra-se reunida no volume Do Teatro em Portugal (vide A produção ensaística de Jorge de Sena).

A prosa ficcional de Jorge de Sena

* 1960Andanças do Demónio (contos)
* 1966Novas Andanças do Demónio (contos)
* 1976Os Grão-Capitães: uma sequência de contos (contos)
* 1977O Físico Prodigioso (novela)
* 1978Antigas e Novas Andanças do Demónio (contos)
* 1979Sinais de Fogo (romance)
* 1983Génesis (contos)
* 1994Monte Cativo e outros projectos de ficção (juvenilia e fragmentos)

 
=> A bibliografia crítica sobre a prosa ficcional seniana encontra-se sobretudo em trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e monografias) ainda não editados comercialmente, ou em ensaios dispersos por coletâneas e anais de congressos. Em volume publicado, refira-se a visão de conjunto empreendida por Francisco Cota Fagundes em Metamorfoses do Amor: Estudos sobre a ficção breve de Jorge de Sena (Lisboa: Salamandra, 1999).

 

Leia mais:

Obra: Ficção

Ressonâncias: UFRJ

Ressonâncias: Estudos

Antologias: Ficção e Teatro

A produção ensaística de Jorge de Sena

OBRA-Ensaios* 1959Da Poesia Portuguesa

* 1961 “O Poeta é um Fingidor”

* 1963 A Literatura Inglesa: Ensaio de Interpretação e História (editado em São Paulo. A edição portuguesa é de 1989)

* 1965Teixeira de Pascoaes: Poesia. Selecção, introdução e notas. (editado no Rio de Janeiro. A edição portuguesa é de 1982)

* 1966Uma Canção de Camões: Interpretação Estrutural de uma Tripla Canção Camoniana, precedida de um Estudo Geral sobre a Canção Petrarquista Peninsular, e sobre as Canções e as Odes de Camões, envolvendo a Questão das Apócrifas.

* 1967 Estudos de História e de Cultura (1a. Série)

* 1969Os Sonetos de Camões e o Soneto Quinhentista Peninsular: As Questões de Autoria, nas Edições da Obra Lírica até às de Álvares da Cunha e de Faria e Sousa, revistas à luz de um Inquérito Estrutural à Forma Externa e da Evolução do Soneto Quinhentista Ibérico, com Apêndices sobre as Redondilhas em 1595-98, e sobre as Emendas Introduzidas pela Edição de 1598.

* 1970A Estrutura de Os Lusíadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do Século XVI.

* 1973 Dialécticas da Literatura. (1978 – 2a. ed. revista e aumentada, como Dialécticas Teóricas da Literatura)

* 1974 Maquiavel e Outros Estudos. (1991 – 2a. ed., Maquiavel, Marx e Outros Estudos)

* 1974 Francisco de la Torre e D. João de Almeida (editado em Paris)

* 1974Poemas Ingleses, de Fernando Pessoa. Edição bilíngue, prefácio, traduções, variantes e notas.

* 1977Régio, Casais, a presença e Outros Afins.

* 1978Dialécticas Aplicadas da Literatura.

* 1980 Trinta Anos de Camões, 1948-1978 (Estudos Camonianos e Correlatos). 2 vols.

* 1982 Estudos de Literatura Portuguesa – I

* 1982Fernando Pessoa & Ca. Heterónima (Estudos Coligidos 1940-1978). 2 vols.

* 1982 Estudos sobre o Vocabulário de Os Lusíadas: Com Notas sobre o Humanismo e o Exoterismo de Camões.

* 1986 Sobre o Romance (Ingleses, Norte-americanos e Outros).

* 1988 Estudos de Literatura Portuguesa – II

* 1988 Estudos de Literatura Portuguesa – III

* 1988 Estudos de Cultura e Literatura Brasileira

* 1988Sobre Cinema

* 1989 Do Teatro em Portugal

* 1992 Amor e Outros Verbetes.

* 1994O Dogma da Trindade Poética (Rimbaud) e Outros Ensaios.

* 2005Sobre Literatura e Cultura Britânicas

* 2005 Poesia e Cultura

* 2008 Sobre Teoria e Crítica Literária

 

Prefácios Críticos a:

  • Poema do Mar, de António de Navarro. Lisboa, 1957.
  • Poesias Escolhidas, de Adolfo Casais Monteiro. Salvador, 1960.
  • Teclado Universal e Outros Poemas, de Fernando Lemos. Lisboa, 1963.
  • Poesias Completas, de António Gedeão. Lisboa, 1964.
  • Confissões, de Jean-Jacques Rousseau. 3a. ed., Lisboa, 1968.
  • Poesia (1957-1968), de Helder Macedo. Lisboa, 1969.
  • Manifestos do Surrealismo, de André Breton. Lisboa, 1969.
  • Cantos de Maldoror, de Lautréamont. Lisboa, 1969.
  • A Terra de Meu Pai, de Alexandre Pinheiro Torres. Lisboa, 1972.
  • As Qvybyrycas, de Frey Ioannes Garabatus. Lourenço Marques, 1972.
  • Distruzioni per l’uso, de Carlo Vittorio Cattaneo. Roma, 1974.
  • Camões: Some Poems, trad. de Jonathan Griffin. Londres, 1976.

 

=> Da obra ensaística seniana, sem dúvida alguma, têm sido os seus estudos camonianos o principal objeto de inúmeras avaliações, por parte da crítica especializada, estampadas dispersamente em livros, periódicos e anais de congressos. No entanto, reunindo reflexões desenvolvidas ao longo de vários anos, Vítor Aguiar e Silva dedicou a tais estudos o volume Jorge de Sena e Camões – Trinta Anos de Amor e Melancolia (Coimbra: Angelus Novus, 2009), logo aquinhoado, por unanimidade, com o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, instituído em 2010 pela Associação Portuguesa de Escritores.

 

Leia mais:

Cronologia da Ficção de Jorge de Sena

Abaixo, a listagem cronológica da produção ficcional de Jorge de Sena, com as datas de escritura dos textos e a indicação dos livros em que se encontram publicados.

 

Contos:

1. Paraíso perdido: escrito em 7/9/37 – revisto: 15 e 16/4/38. Publicado em Génesis

2. Caim: acab. de comp. 28/4/38, acab. de rever 4/5/38. Publicado em Génesis

3. Razão de o Pai Natal ter barbas brancas: escrito em 1944. Publicado em ANAD-1

4. A comemoração: escrito em 1946. Publicado em  ANAD-1

5. A campanha da Rússia: escrito entre 1946-1960. Publicado em ANAD-1

6. O comboio das onze: escrito entre 1948-1960. Publicado em ANAD-1

7. História do peixe-pato: escrito em 1959. Publicado em ANAD-1

8. A janela da esquina: escrito em 3/9/1960. Publicado em ANAD-1

9. Duas medalhas imperiais com Atlântico: escrito em 8/9/1960. Publicado em ANAD-1

10. Os amantes: escrito em Assis, 12/9/1960. Publicado em ANAD-2

11. Mar de pedras: escrito em 15/11/1960. Publicado em ANAD-1

12. As ites e o regulamento: escrito em Assis, 17/3/1961. Publicado em GC

13. O “Bom Pastor”: escrito em Assis, 30/4/1961. Publicado em GC

14. Os salteadores: escrito em Assis, 4/5/1961. Publicado em GC

15. Conto brevíssimo: escrito em Assis, 6/5/1961. Publicado em ANAD-2

16. Defesa e justificação de um ex-criminoso de guerra: escrito em Assis, 7/5/1961. Publicado em  ANAD-2

17. A Grã-Canária: escrito em Assis, 16/5/1961. Publicado em GC

18. Homenagem ao papagaio verde: escrito entre Assis, 3/6/1961 e Araraquara, 25/6/1962. Publicado em GC

19. Os irmãos: escrito em Assis, 9/6/1961. Publicado em GC

20. Capangala não responde: escrito em Assis, 25/6/1961. Publicado em GC

21. Boa noite: escrito em Araraquara, entre 29/8 e 3/9/1961. Publicado em GC

22. O urso, a pantufa, o quadro e o coronel: escrito em Araraquara, 30/8/1961. Publicado em ANAD-2

23. O grande segredo: escrito em Araraquara, 2/9/1961. Publicado em ANAD-2

24. A noite que fora de Natal: escrito em Araraquara, Dez. 1961. Publicado em ANAD-2

25. Choro de criança: escrito em Araraquara, 20-22 / 5/1962. Publicado em GC

26. Super flumina Babylonis: escrito em Araraquara, 27/3/1964. Publicado em ANAD-2

27. Kama e o génio: escrito em Araraquara, Jul. 1964. Publicado em ANAD-2

 

O Físico Prodigioso (novela): escrito em Araraquara, Maio de 1964

Sinais de Fogo (romance): escrito a partir de Dez. de 1964, Araraquara (inconcluso)

 

Legenda:
GC => Os Grão-Capitães
ANAD 1=> contos de Andanças do Demônio, integrados em Antigas e Novas Andanças do Demónio
ANAD 2=> contos de Novas Andanças do Demônio, integrados em Antigas e Novas Andanças do Demónio

Nota sobre os estudos camonianos e inesianos de Jorge de Sena

Numa concessão ao gosto seniano das contagens, listamos abaixo o número de páginas ao lado de cada título completo, para que melhor se evidencie a extensão de seus estudos sobre Camões (buscando maior uniformidade, seguimos as publicações das Edições 70, 1980/1984):

 

1) Uma canção de Camões. Interpretação estrutural de uma tripla canção camoniana, precedida de um estudo geral sobre a canção pretarquista peninsular e sobre as canções e as odes de Camões, envolvendo a questão das apócrifas. (1ª ed. 1966) – 479 p.

2) Os sonetos de Camões e o soneto quinhentista peninsular. (1ª ed. 1969) – 301 p.

3) A estrutura de Os Lusíadas e outros estudos camonianos e de poesia peninsular do século XVI. (1ª ed. 1970) – 315 p.

4) Trinta anos de Camões. 1948-1978 Estudos camonianos e correlatos – 2 vols. (1ª ed. 1980) – 357 p. (I) e 279 p. (II)

5) Estudos sobre o vocabulário de Os Lusíadas. Com notas sobre o humanismo e o esoterismo de Camões. (1ª ed. 1982) – 427 p.

TOTAL: 2.158 páginas

Convém lembrar que além dessas ponderosas 2000 páginas (arredonde-se o número descartando folhas de rosto, sumários, divisórias de capítulos etc.), há ainda textos de Sena que se encontram dispersos (como o é o caso da conferência “Camões: quelques vues nouvelles sur son epopée et sa pensée”, proferida em 1972 no Centro Gulbenkian de Paris) e outros textos de interesse colateral para os estudos camonianos (como é o caso do livro Francisco de La Torre e D. João de Almeida, e dos segmentos do livro O Reino da Estupidez II “O Fantasma de Camões (uma entrevista sensacional)” e “Um imenso inédito semi-camoneano e o menos que adiante se verá”. Neste último – originariamente prefácio de As Quybyrycas, de Frey Joannes Garabatus /António Quadros – encontra-se mordaz ironia a ilustres investigadores e seus eruditos métodos analíticos, não faltando mesmo a paródia a certo camonista preocupado com números e estatísticas n’Os Lusíadas…).

Mas, enquanto os estudos camonianos de Sena são frequentemente citados, quer para endossos, quer para revisões críticas de suas propostas (tal como faz Vítor Aguiar e Silva, no seu já indispensável Jorge de Sena e Camões – Trinta Anos de Amor e Melancolia), o mesmo não se passa com os também alentados, e algo correlatos, estudos sobre Inês de Castro a que se dedicou. Encontram-se eles inseridos nos monumentais Estudos de História e de Cultura, cuja publicação em fascículos tem início em fevereiro de 1963 (quando Sena ainda se encontrava no Brasil) e cessa em novembro de 1969 (já nos Estados Unidos), sempre pela revista Ocidente.

Deste conjunto, os 29 fascículos iniciais ganharam formato de livro em 1967, mas jazem nas páginas do periódico os restantes 15 vindos à luz, numa publicação tão abruptamente interrompida que nem sequer se completa a última frase impressa. E, até hoje, ainda estamos à espera do prometido segundo volume, que conteria, como anunciado ao fim do volume I, “além da conclusão do estudo sobre Inês de Castro, a Adenda e Corrigenda e o Índice Onomástico referente aos dois volumes”. A coletânea em livro é composta por quatro ensaios: “A família de Afonso Henriques”, “O Vitorianismo de Dona Filipa de Lencastre”, “Os painéis ditos de ‘Nuno Gonçalves’” e o colossal, porque se estende por 495 páginas, “Inês de Castro, ou literatura portuguesa desde Fernão Lopes a Camões, e história político-social de D. Afonso IV a D. Sebastião, e compreendendo especialmente a análise estrutural da Castro de Ferreira e do episódio camoniano de Inês”, cujo longo título auto-explicativo soa como proposição e bem dimensiona o ambicioso projeto de Sena, começado a publicar na Ocidente em outubro de 1963. Projeto que se espraia – inconcluso, sublinhe-se – por todas as 365 páginas dos demais fascículos editados. Ou seja, o estudo de Sena sobre Inês de Castro mereceu-lhe irrefutáveis e compactas 860 páginas impressas (tanto como cerca de 43% das dedicadas a Camões…), ao longo das quais examina as obras literárias peninsulares que, da Idade Média ao século XVIII, elegeram como alvo “aquela que depois de morta foi rainha”, e faz entremear a leitura analítica com espantosa erudição histórica e genealógica, adensada em transbordantes notas de rodapé. Segue abaixo a transcrição dos títulos dos 84 “capítulos” inesianos, e a indicação de suas páginas, caminho seguro, não só para situar o leitor diante da magnitude da empreitada, do encadeamento temático e do espaço concedido a cada tópico, como também para suprir uma lacuna no que concerne à sua 2ª. parte:

 

                                  Jorge de Sena: Estudos de História e de Cultura

 

INÊS DE CASTRO, ou literatura portuguesa desde Fernão Lopes a Camões, e história político-social de D. Afonso IV a D. Sebastião, e compreendendo especialmente a análise estrutural da Castro de Ferreira e do episódio camoniano de Inês

 

Índice do volume I (1967):

Nota prévia  (pág. 123)

Introdução (128)

1) Inês e o Romanceiro (130)

2) Algumas considerações sobre o Romanceiro (143)

3) Floresta de Inês e de Isabel (151)

4) Dona Isabel de Liar e a vingança da sua morte (165)

5) Ainda algumas considerações sobre o Romanceiro castelhano (176)

6) Conceituação preliminar do problema literário de Inês (180)

7) Inês de Castro nos reinados de Afonso IV e Pedro I (183)

8) O casamento de Pedro e Inês (197)

9) Os túmulos de Alcobaça (204)

10) Inês de Castro no reinado de D. Fernando, na crise de 1383-85 e na primeira metade do século XV: Fernão Lopes (219)

11) Digressão sobre Menezes, Castros e outros (245)

12) Lucena e Rui de Pina (250)

13) Rui de Pina e Garcia de Resende (259)

14) Inês vista por Lopes e por Pina (263)

15) Inês de Castro e a Crónica Geral de Espanha (269)

16) Data das Trovas de Resende (272)

17) Análise estrutural das Trovas de Resende (277)

18) Gil Vicente e Inês de Castro (303)

19) Gil Vicente e o Romanceiro (315)

20) A Crónica de Acenheiro (323)

21) A Eufrósina de Jorge Ferreira de Vasconcelos (340)

22) O reinado de D. João III (348)

23) O teatro post-vicentino (360)

24) O teatro de Séneca (375)

25) As poéticas do “Cinquecento” (380)

26) Algumas observações ainda sobre o teatro néo-clássico: Aires Vitória e outros (385)

27) António Ferreira: aspectosda sua vida e da sua obra (413)

28) Data provável da Castro (433)

29) O soneto e quem fez a elegia de Dona Inês (439)

30) Observações estruturais acerca da Castro de Ferreira (442)

31) A Castro de 1587 e a Castro de 1598 (447)

32) As duas Castros e as duas Nises (451)

33) Os Confidentes, os Mensageiros e o Coro (468)

34) O duplo Coro, e a primeira comparação entre a Castro e a Octávia de Séneca (472)

35) A Castro, a Sofonisba e a Cléopatre captive (481)

36) Observações sobre a composição métrica da Castro (486)

37) As personagens da Castro em relação às obras anteriores (489)

38) Digressões sobre Pachecos, Coelhos e Resendes (494)

39) Análise estrutural da Castro (506)

40) Camões, Inês de Castro e Os Lusíadas (570)

41) Alguns aspectos de episódio camoniano (579)

42) As “fontes” do episódio camoniano (Faria e Sousa e J.M.Rodrigues): algumas observações (591)

43) Anrique da Mota ou Inês em prosa e verso (604-618)

Total do volume I: 495 páginas

 

Índice do volume II, em fascículos (Revista Ocidente, set.1967 a nov.1969):

1) O Códice Manizola, D. Afonso IV, e outras obras (pág. 3)

2) Conspecto geral das referências a Inês de Castro e da evolução do seu mito (10)

3) Visão geral das obras sobre Inês, desde c.1575 a c.1640 (23)

4) Os condes de Lemos e Inês de Castro (29)

5) Bermudez e a tragediografia castelhana dos fins do século XVI (43)

6) Observações sobre as “Nises”, em especial a “Laureada” (51)

7) As teses de Rey Soto (56)

8) A “Nise Laureada” e “Os Lusíadas” (59)

9) Outras fontes de Bermudez (60)

10) Gabriel Lobo Lasso de la Vega e Inês de Castro (62)

11) Duarte Nunes de Leão (63)

12) O soneto de Lope de Vega, e uma peça ou não (66)

13) João Soares de Alarcão e a sua Infanta Coronada (72)

14) Os poemas narrativos publicados durante a ocupação castelhana (77)

15) As obras de João Soares de Alarcão, e análise de “La Infanta Coronada” (93)

16) A “Tragédia famosa de Dona Inés de Castro, reina de Portugal” (109)

17) Lugar de Alarcón, Guevara e Tirso no teatro espanhol do século XVII (123)

18) “Siempre ayuda la verdad” e a questão da sua autoria (132)

19) Inês de Castro em “Siempre ayuda la verdad” (149)

20) Matos Fragoso e a “Segunda Parte de Doña Inés de Castro” (165)

21) Alarcóns de Espanha e Alarcões de Portugal (173)

22) Uma alusão de Guillén de Castro a Inês, e o romance do “Palmero” (184)

23) Juan de Grajales e José de Valdivieso ocuparam-se de Inês de Castro? (196)

24) Mateus Pinheiro e D. Francisco Manuel de Melo (201)

25) Os sonetos de D. Francisco Manuel de Melo a Inês de Castro (206)

26) Manuel de Faria e Sousa (215)

27) Um curioso problema de fontes e de tópicos suscitado por Faria e Sousa (223)

28) Vélez de Guevara e “Reinar después de morir” (227)

29) Algumas observações sobre “Reinar después de morir” (237)

30) Análise de “Reinar después de morir” (243)

31) Análise de “Reinar después de morir” e vários problemas correlatos (246)

32) O Fradinho da Rainha e o Cano dos Amores (282)

33) O Cancioneiro Fernandes Tomás (289)

34) Fernão Correia de Lacerda e o “Cancioneiro Fernandes Tomás” (295)

35) Alguns dados sobre Fernão Correia de Lacerda; e Inês de Castro na família (305)

36) O “Império Lusitano”, de Fernão Correia de Lacerda (309)

37) “Saudades de D. Inês de Castro” (e também o Cancioneiro de Faria e Sousa) (313)

38) O Cancioneiro Manuel de Faria (e Sousa) (320)

39) Visão de Inês de Castro na segunda metade do século XVII em Portugal (350)

40) Inês no século XVIII (353)

41) O soneto ao representar-se no teatro de Lisboa a tragédia “Reinar depois de morrer: ou D. Inês de Castro” (360)

42) Heloisa e Abelardo, Pedro e Inês (363-368)

 

E no espólio de Jorge de Sena, em Santa Barbara, há ainda inéditos relevantes, além de numerosos apontamentos relativos a estes estudos inesianos…

Os Diários de Jorge de Sena

A publicação em volume dos Diários de Jorge de Sena (Porto, Caixotim, 2004), com esclarecedora introdução de Mécia de Sena, reúne os seguintes textos:

 

  • Relatório da VDiariosiagem de Adaptação do Curso do Condestável apresentado pelo cadete Jorge Cândido de Sena
  • Diário da “Sagres”: Prefácio (1938) e Nota (1943), precedidos de quatro cartas (1937/38)
  • Diário e Recordações da Vida Literária (1946)
  • Diário (1953/54)
  • Breve Diário (1964)
  • Agenda de 1966 (extracto)
  • Diário de Viagem (1968)
  • Diário de Viagem (1971)

 

=> Sobre os diários, ver: Jorge de Sena : «meu diário feito poesia que o escrever poemas me é desde sempre» / Gilda Santos. In: Revista Colóquio/Letras. Ensaio, n.º 172, Set. 2009, p. 78-91. http://coloquio.gulbenkian.pt/bib/sirius.exe/issue?n=172

Jorge de Sena em outros idiomas

* 1975Esorcismi (antologia – port./italiano). Org., intro. e trad. de Carlo Vittorio Cattaneo.

* 1979Over this Shore… Eight Meditations on the Coast of the Pacific (port./inglês). Trad. de Jonathan Griffin.

* 1980 The Poetry of Jorge de Sena (antologia – port./inglês). Org. de Frederick G. Williams.

* 1980In Crete, with the Minotaur, and Other Poems (antologia – port./inglês). Org., trad. e prefácio de George Monteiro.

* 1984 Su questa spiaggia (com antologia – port./italiano). Org. e trad. de Carlo Vittorio Cattaneo e Ruggero Jacobbi. Prefácio de Jorge de Sena e introdução de Luciana Stegagno Picchio.

* 1985 Le physicien prodigieux (francês). Trad. de Michelle Giudicelli. Posfácio de Luciana Stegagno Picchio.

* 1986 The Wondrous Physician (inglês). Trad. de Mary Fitton.

* 1986Génesis (port./chinês). Trad. de Wu Zhiliang.

* 1986 Signes de feu (francês). Trad. e prefácio de Michelle Giudicelli.

* 1986 Senyals de foc (catalão). Trad. de Xavier Moral. Prefácio de Basílio Losada.

* 1987 Metamorfosi (port./italiano). Trad. e prefácio de Carlo Vittorio Cattaneo.

* 1987 Il medico prodigioso (italiano). Trad. e pref. de Luciana Stegagno Picchio.

* 1987 El Físico prodigioso (castelhano). Trad. de Sara Cide Cabido e A. R. Reixa.

* 1987Storia del peixe-pato (italiano). Trad. de Carlo Vittorio Cattaneo.

* 1988O Físico Prodigioso (port./chinês). Trad. de Jin Guo Ping.

* 1988 Art of Music (inglês). Trad. de Francisco Cota Fagundes e James Houlihan.

* 1988 La Gran Canaria e altri raconti (italiano). Trad. de Vincenzo Barca. Prefácio de Luciana Stegagno Picchio.

* 1989 Frihetens Färg [A Cor da Liberdade] (antologia – sueco). Org., trad. e prefácio de Marianne Sandels.

* 1989 Sobre esta playa (antologia – port./castelhano). Org., trad. e prefácio de Cesar Antonio Molina.

* 1989 Der wundertätige Physicus (alemão). Trad. de Curt Meyer-Clason.

* 1989 By the Rivers of Babylon and Other Stories (antologia – inglês). Org. e introdução de Daphne Patai.

* 1990 La notte che era stata di Natale (antologia – italiano). Trad. de Carlo Vittorio Cattaneo.

* 1991La finestra d'angolo [A Janela da Esquina] (italiano). Trad. de Vincenzo Barca.

* 1991Metamorphoses (inglês). Trad. de Francisco Cota Fagundes e James Houlihan.

* 1991 Genesis (inglês). Trad. de Francisco Cota Fagundes, em In the Beginning There Was Jorge de Sena's Genesis: The Birth of a Writer.

* 1992Les Grands capitaines (francês). Trad. e prefácio de Michelle Giudicelli.

* 1993Arte musicale (port./italiano). Trad. e prefácio de Carlo Vittorio Cattaneo.

* 1993 Peregrinatio ad loca infecta (antologia – francês). Sel., trad. e pref. de Michelle Giudicelli.

* 1993 Au nom du diable (francês). Trad. e prefácio de Michelle Giudicelli.

* 1994 The Evidences (port./inglês). Trad. e introdução de Phyllis Sterling Smith. Prefácio de George Monteiro.

* 1994 De wonderdokter [O Físico Prodigioso] (holandês). Trad. e posfácio de Arie Pos.

* 1995 Tekens van wuur [Sinais de Fogo] (holandês). Trad. e posfácio de Arie Pos.

* 1997Feuerzeichen [Sinais de Fogo] (alemão). Trad. de Frank Heibert.

* 1998 Señales de fuego (castelhano). Trad. e prólogo de Basílio Losada. Introdução de Mécia de Sena.

* 1999Signs of Fire (inglês). Trad. de John Byrne.

* 1999 De Grootkpiteins (holandês). Trad. e posfácio de Arie Pos.

* 2000Antología poética (antologia – castelhano). Sel., trad. e notas de José Ángel Cilleruelo, José Luís Puerto e José Luís García Martín. 

* 2006Segni di fuoco (italiano). Trad. de Vincenzo Barca.

* 2006 Scorribande del demonio (antologia – italiano). Trad. de Carlo Vittorio Cattaneo e Vincenzo Barca. Introdução de Luciana Stegagno Picchio.

* 2008Die Grosskapitäne: Erzählungen [Os Grão-Capitães: Contos] (alemão). Trad. de Marcus Sahr.

Jorge de Sena, tradutor

condicao+humana* 1953O Fim da Aventura [The End of the Affair], de Graham Greene.

* 1954 A Casa de Jalna [The Building of Jalna], de Mazo de La Roche.

* 1954 Fiesta [The Sun Also Rises], de Ernest Hemingway.

* 1954 Um rapaz da Geórgia [Georgia Boy], de Erskine Caldwell.

* 1955 Oriente-Expresso [Stamboul Train], de Graham Greene.

* 1956 O Velho e o Mar [The Old Man and the Sea], de Ernest Hemingway.

* 1958 A Abadia do Pesadelo [Nightmare Abbey], de Thomas Love Peacock.

* 1958A Condição Humana [La Condition humaine], de André Malraux.

* 1960 As Revelações da Morte [Les Revelations de la mort], de Léon Chestov.

* 1960História da Literatura Inglesa, de A. C. Ward. Revisão da tradução (de Rogério Fernandes), tradução, notas, prefácio e aditamentos (“Antes e Depois de Ward”).

* 1961 Palmeiras Bravas [The Wild Palms], de William Faulkner.

* 197090 e Mais Quatro Poemas de Constantino Cavafy. Tradução, prefácio, comentários e notas.

* 1971-72Poesia de 26 Séculos: I – De Arquíloco a Calderón; II – De Bashô a Nietzsche. Tradução, prefácio e notas.

* 1978 Poesia do Século XX: De Thomas Hardy a C. V. Cattaneo. Tradução, prefácio e notas.

* 1979 80 Poemas de Emily Dickinson. Tradução e apresentação.

* 1992Jornada para a Noite [Long Day’s Journey into Night], de Eugene O’Neill.