Índices da Poesia de Jorge de Sena – 15: Sequências

Finalizando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de Sequências, volume publicado postumamente, em 1980.

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 Título —– “Primeiro Verso” —– Data

 

I —INVENÇÕES «AU GOÛT DU JOUR»
Uma estrofe de Camões — “Alma minha gentil” — 18/1/70
Outra estrofe de Camões — “Erros meus má fortuna amor ardente” — 1970
Sobre um verso de Sophia de Mello Breyner — “Nunca mais servirei senhor que possa morrer” — 8/1/70
Sobre uma estrofe de Jorge de Sena — “Em Creta” — 18/1/70
Sá Soares de Miranda de Passos — “O sol é grande caem co’a alma as aves” — 18/1/70
Um verso de Bocage — “Saiba morrer o que viver não soube” — 18/1/70
Poema tirado de um poema de Ruy Cinatti — “Gritam todos venham” — 18/1/70
Poema concreto com uma estrofe de Echevarria — “Mão Deus fluvial” — 18/1/70
Poema sobre o começo do poema de J. C. de Melo Neto, chamado poema — “A tinta e a lápis escrevem-se todos os versos do mundo” — 18/1/70
Poema desentranhado de um poema de Manuel Bandeira — “Um gatinho faz pipi” — 18/1/70
Glosa de dois versos de C. D. de Andrade e mais um — “Preso vou” — 18/1/70
Glosa de um verso de Melo e Castro — “A força fere a face” — 18/1/70
Sobre uma estrofe de Maria Teresa Horta — “O grito que em tristeza” — 18/1/70
Glosa de um verso de Cristóvão Pavia — “Levanta-se da rocha a flor esmagada” — 18/1/70
Sobre um poema de M. S. Lourenço e uma espígrafe de Luciano — “Vamos…” — 18/1/70
Fuga sobre uma estrofe de Gastão Cruz — “Que farei no Outono quando ardem” — 18/1/70
Poema sobre um poema de Eugénio de Andrade — “No teu rosto começa a madrugada” — 18/1/70
Envoi — “Cucu” — 19/1/70
Sobre quatro versos de Álvaro de Brito Pestana, no Cancioneiro Geral — “Sem amizade” — 1/70
Vilancete sobre o poema «Ensina a cair» de Luísa Neto Jorge — “Ensina a cair” — 4/2/70
Écloga Lusitana — “Cabra” — 6/2/70
Breve história sócio-cultural da nação, incluindo um anglicanismo — “D. Tareja fundou” — 6/2/70
Invenção sobre a 4.” série das «Líricas Portuguesas» — “Belo belo poema” — 2/70
Ó-papa-o-pipo-apupo — “PAPA” — 14/7/70
«Contestários…» — “Contestatários” — 2/12/71

 

II —LOUVAÇÕES DAS LÍNGUAS E DAS NAÇÕES
Em louvor do Brasil — “Tal pai tal filho” — 7/12/70
Em louvor da boa linguagem — “Lendo asnos do seu tempo” — 7/12/70
Em louvor da Irlanda — “Embebedados pela Inglaterra, capados” — 7/12/70
Em louvor da língua portuguesa — “Tão forte e tão hipócrita que até” — 7/12/70
Em louvor da Itália — “Roma, Veneza, Florença, Nápoles, Spaghetti” — 7/12/70
Em louvor da França — “A maior glória de países como a França” — 7/12/70
Em louvor da Inglaterra — “Escota, céltica, saxona, e escandinávea” — 7/12/70
Em louvor da Alemanha — “Imperiais, burgueses, grosseria” — 7/12/70
Em louvor da Espanha … — “Há ou não há? E o vício solitário” — 7/12/70

 

III —TRÊS EPITÁFIOS IBÉRICOS
Epitáfio de Idanha-a-Velha — “Ainda jovem eu, Anceito, filho” — 30/8/74
Epitáfio de Arellano, Navarra — “Ó Apenino Júpiter, que sempre” — 30/8/74
Epitáfio de Beja — “Quem quer que sejas, caminhante, quando” — 30/8/74

 

IV — CICLO DA BRETANHA
Calvários — “Calvários de Bretanha são cruzeiros” — 9/10/74
Nantes — “Cidade de Setecentos fria e recta” — 9/10/74
De Quimper a Bénodet — “De Quimper, com suas pontes” — 9/10/74
Vannes — “Desta cidade — velho porto” — 5/10/74
Mont Saint-Michel — “Piramidal e pétrea, cor de aurora” — 9/10/74
St. Malo — “Reconstituída toda em compromisso” — 1/10/74
Auray, com St. Goustan na outra margem — “Sant’Ana d’Auray, Santana” — 9/10/74

 

V — CICLO «CLÁSSICOS»
Hecatombe — “Como o nome indica não era senão o sacrifício” — 1/12/74
Efebos — “Eram na Grécia todos os jovens entre” — 1/12/74
Firmino Materno — “Há dois, e para mais contemporâneos” — 1/12/74
Polidoro — “Há vários. Um foi bisavô de Édipo.” — 1/12/74
Ovação — “Hoje é muito corrente quando as pessoas” — 2/12/74
Hieroscopia — “Não era medicina, nem coisa de raio X” — 1/12/74
Apoteose — “Não era o final do acto das revistas” –1/12/74
Aracne — “O nome quer dizer aranha como toda a gente” — 1/12/74
Aqualício — “Quando ainda hoje se fazem preces” — 1/12/74
Sótades, poeta grego — “Sótades, poeta grego, era de origem trácia” — 1/12/74
Styx — “A filha mais velha de Oceano e Téthis” — 2/12/74
Alcmena — “Esposa de Anfitrião cuja imagem Zeus” — 2/12/74
Laodâmia — “Filha de Acasto, esposa” — 2/12/74
Festa dos tolos — “Havia em Roma uma stultorum feria” — 2/12/74
Anquises — “Membro da família real de Tróia” — 2/12/74

 

VI — AMÉRICA, AMÉRICA, I LOVE YOU
A valsa da democracia — “Instalada a justiça, distribuída equitativamente a liberdade” — 1961
Ray Charles — “Cego e negro, quem mais americano?” 15/3/64
Os germes — “Foram à lua desinfectados” — 12/8/69
Capote anglaise: french letter — “Neste Estado os contraceptivos são todos proibidos” — 12/8/69
Hino dos cocos — “Nós os Cocos” — 12/8/69
Cidadão — “O emigrante chegou” — 12/8/69
Inocência — “No pórtico da casa, entre os lilases” — 12/8/69
Sabedoria — “Tarde da noite, o “party” terminava — 12/8/69
Pavloviana ou os reflexos condicionais — “Parqueavam o carro à porta dela” — 12/8/69
Doença urgente — “Sentes uma dor?” — 12/8/69
Marido e mulher — “Sofriam terrivelmente. Porque” — 13/10/69
Cadastrado — “Uma vez, aos sete anos” — 12/8/69
“Um enterro…” — “Um enterro é das coisas mais caras” — 12/8/69
“É impossível discutir…” — “É impossível discutir seja o que for” — 13/10/69
Do it your self — “Não há quem faça um pequeno serviço” — 13/10/69
Obsolescência — “Nada é feito para durar. Um automóvel” — 13/10/69
“Ser tratado pelo nome…” — “Ser tratado pelo nome, com calor de afecto” — 13/10/69
Os prazeres da juventude — “Ao fim de 24 jogos perdidos” — 13/10/69
O culto da virgindade — “Aquela já fodeu com os rapazes todos.” — 13/10/69
As peúgas — “Depois que o party acabara e foram saindo todos” — 13/10/69
Mens sana in corpore sano — “Discretamente, os companheiros de quarto” — 13/10/69
O correio — “O correio, com um carrinho, transporta dezenas de cartas” — 13/10/69
“Pelo buraco aberto pacientemente…” — “Pelo buraco aberto pacientemente por antecessores curiosos” — 13/10/69
A torre e a metralhadora ou Freud na prática — “Era um bom menino” — 1/70
“Uma vez numa festa…” — “Uma vez numa festa convinha sair” — 1/70
A vida e a morte como investimento segundo as áreas geográficas — “O menino ia de bicicleta pela rua” — 1/70
O velho que não gostava de gatos — “O velho meu vizinho odeia gatos” — 28/5/70
O direito sagrado — “Com a barriga a sair das calças descaídas” — 20/5/70