Índices da Poesia de Jorge de Sena – 10: Exorcismos, 1972

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Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Exorcismos, publicado em 1972 e, desde 1978, incluído no volume Poesia III. Os títulos assinalados em azul contêm links para os poemas já publicados no site. 

 

 

 Título —– “Primeiro Verso” —– Data

 

Aviso de Porta de Livraria – “Não leiam delicados este livro” – 25/1/1972
I
Epigramas – “De que tristeza me farei liberto” – 21/02/1961, revisto em 1971
As Quatro Estações Eram Cinco – “O verão passa e o estio se anuncia” – 8/7/70
“Neste Silêncio Matinal…” – “Neste silêncio matinal da neve” – 1969
Arte de Amar – “Quem diz de amor fazer que os actos não são belos” – Janeiro, 71
Adivinha Dupla – “Sepalada em negras comas” – 1969
A Arquitectura dos Corpos – “Pendentes como frutos ou moluscos” – 17/03/70
Jogos na Sombra – “Na sombra, o tenso corpo se adivinha” – 27/01/71
Beijo – “Um beijo em lábios é que se demora” – 19/5/71
Glosa de um Antigo Mote Castelhano – “En la fuente del rosel” – 18/12/1969
Bilinguismo – “Sinal” – Novembro, 1969
Estátua Verde – “Havia qualquer coisa” – 10-15/07/1969
A Floresta – “Sem rostos a floresta as árvores e vivas” – 16/5/1971
Dia e Noite – “Como se engrossa a noite em laivos brancos” – 31/10/71
“Dos Acendidos Estranho…” – “Dos acendidos estranho rematado fulcros” – 1/9/71
O Duplo – “Alonga-se no chão como se a vida” – Junho, 1969
“Que Dizer…” – “Que dizer destas sombras” – Abril, 70
“Pouco a Pouco…” – “Pouco a pouco me esqueço, e não sei nada.” – 27/10/1971
“Esta Luz que se Esvai…” – “Esta luz que se esvai no céu que se acinzenta” – Outubro, 70

 

II
Música Ligeira – “Vulgar, ligeira, música sem nome” – 25/11/1971
Vita Brevis – “A vida é breve mas que a faz mais breve” – 5/1/1971
Em Des-louvor da Velhice – “Para viver-se longamente ou se é de ferro” – 18/12/1971
“Passando onde haja túmulos…” – “Passando onde haja túmulos” – 27/5/1971
Restos Mortais – “O que de nós mais dura: só esqueleto” – 18/12/1971
Aldeia dos Macacos – “Como a macacos na jaula os velhos deste mundo” – 29/10/71
Os Últimos Revolucionários – “Neste vil mundo que nos coube em sorte” – 24/11/71
Natal de 1971 – “Natal de quê? De quem?” – Novembro, 1971
Noções de Linguística – “Ouço os meus filhos a falar inglês” – Outubro, 1970
Os Perigos da Inocência – “Há poetas místicos de Deus as fêmeas” – 28/11/1971
O Recordar e Não – “Que se recorda não recorda nunca” – 23/9/1970
Homenagem ao Poeta Mário Faustino – “Em bola de fogo este poeta caiu” – Julho, 70
Homenagem a Sinistrari (1622-1701) Autor de “De Daemonialitate” – “Ó Belfagor Rutrem e Bafomet” – 1970
Sobre um Passo do Capítulo XLVIII do “Satíricon” de Petrónio – “Imbecil, vaidoso e bruto” – Maio, 1970

 

III
Duas Paisagens da Califórnia – “Tão lúcidas recorte no horizonte” – Janeiro, 1971
Bruges – “Dórmia cíndria canalívia” – 25/12/1969
Rotterdam – “De Rotterdam Erasmo nem o rasto resta” – 26/12/1969
Homenagem a Spinoza – “Lentes poliu para de Holanda os míopes” – 22/11/1970
Amsterdam – “Canais concêntricos e radiais – vermelho” – 1/1/1970
Helsingör – “Sim, é o castelo do Hamlet” – 1970
Köln – “Teófano Imperatriz filha de imperadores” – 26/12/1969
O Anjo-Músico de Viena – “Por trás do Dom em Viena” – 17/1/1971
Ravena – “Como pó de planura e ruas de Alentejo” – 24/5/1971
Escrito em Verona – “As coisas não se vêem por metade” – 17/7/1971
Verona e uma Trovoada de Verão – “Aída e frango assado nas Arenas” – 30/10/1971
Piazza Navona e Bernini – “Palácios com aquele ar que em Roma” – 27/2/1971
A uma Calista de Milão – “Sob uma carioca bruma seca” – 27/7/1971
Ampúrias – “Na tarde como Grécia imaginada” – 26/1/1970
Plaza Mayor de Salamanca – “De luz e sombra se recortam corpos” – 1/9/1971
Ano Santo em Santiago – “Que Espanha se me volve aqui” – 1/9/1971
Galiza – “Aires airinhos aires” – 1/9/1971
Ronda Europeia, Nada Sentimental – “Amor o sem palavras” – 8-31/10/1971

 

IV
O Ecumenismo Lusitano ou a Dupla Nacionalidade – “Pela porta lateral da catedral em Colónia” – 20/1/1970
O Douro Preso em Barragens – “Verde tão verde e as árvores no fundo” – 30/08/1971
Borras de Império – “Os impérios sempre se fizeram” – 8/6/1971
Lisboa – 1971 – “O chofer de taxi queixava-se da vida” – 5/8/1971
Os Ossos do Imperador e Outros Mais – “Dizia ele que deixara a vida” – Agosto, 1971
Balada do Roer dos Ossos – “Roer um osso – humano, se possível” – 22/1/1972
L’été Au Portugal – “Que esperar daqui? O que esta gente” – Agosto, 1971

 

Envoi
O Beco sem Saída, ou em Resumo… – “As mulheres são visceralmente burras” – 15/10/70