Índices da Poesia de Jorge de Sena – 8: Arte de Música, 1968

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Continuando a série de Índices da Poesia de Jorge de Sena, apresentamos os títulos, primeiros versos e datas de composição dos poemas de Arte de Música, publicado em 1968 e incluído em Poesia II desde 1978 (com o acréscimo dos poemas “Pobre Brückner”, de 1971, “Boris Godunov”, “Erik Satie para Piano” e “Ouvindo o “Sócrates” de Satie”, escritos em 1972,”A Criação, de Haydn”, “Mozart: Andante do Trio K 496”, “A Última Música de Liszt para Piano” e “Final da ‘Valquíria'” escritos em 1973, e “Canções de Schubert sobre Textos de Wilhelm Müller” e “Marcha Fúnebre de Siegfried, do ‘Crepúsculo dos Deuses'”, escritos em 1974). Os títulos assinalados em azul são links para poemas já publicados nas antologias e estudos do site.

 

Título – “Primeiro Verso” – Data de escritura

 

“La Cathédrale Engloutie”, de Debussy – “Creio que nunca perdoarei o que me fez esta
        música” – 31/12/64
Ouvindo Canções de Dowland – “Desta música não ouço mais do que a“ – 29/12/1960
Prelúdios e Fugas de J. S. Bach, para Órgão – “Esta conversa harmónica que inventa”
        – 19/12/1964
Concerto “Brandenburguês” No. 1, em Fá Menor, de J. S. Bach – 4/5/1963
Bach: Variações Goldberg – “A música é só música, eu sei. Não há” – 9/1/1966
Water Music, de Händel – “Sobre o rio descem” – 16/3/1964
Wanda Landowska Tocando Sonatas de Domenico Scarlatti – “Ouço-a tocar estas sonatas”
        – 7/4/64
Ainda as Sonatas de Doménico Scarlatti, para Cravo – “Nesta percussão tecladamente
        dedilhada como violas pensativas” – 10/5/1964
“Andante con Variazioni”, em Fá Menor, de Haydn – “Firmemente suave e docemente atenta
        vai seguindo em variações serenas” – 12/11/63
A Criação, de Haydn – “Felizes estes homens que podiam escrever da Criação” – 8/3/1973
Sonata No. 11, para Piano, K 331, de Mozart – “Sonata sim, mas variações que” – 26/9/1965
Concerto em Ré Menor, para Piano e Orquestra, de Mozart, K 466 – “Finíssima amargura
        recatada” – 24/2/1964
Mozart: Andante do Trio K 496 – “Esta frase emerge súbita no trio saltitado” – 23/1/73
Fantasias de Mozart, para Tecla – “Entre Haydn e Chopin, aberto para o que um foi”
        – 18/9/1965
“Requiem” de Mozart – “Ouço-te, ó música, subir aguda” – 15/10/1967
Missa Solene, Op. 123, de Beethoven – “Não é solene esta música” – 2/11/1964
Ouvindo o Quarteto Op. 131, de Beethoven – “A música é, diz-se, o indizível” – 10/10/64
Canções de Schubert sobre Textos de Wilhelm Müller – “Eram poemas para o
        sentimentalismo vácuo” – 20/4/1974
Sinfonia Fantástica, de Berlioz – “Programas, poetas, sonhos de ópio” – 23/10/64
Chopin: um Inventário – “Quase sessenta mazurcas; cerca de trinta estudos” – 19/12/66
Ouvindo Poemas de Heine como “Lieder” de Schuman – “Nunca talvez tão grande poesia
       encontrou sua grande música” – 27/4/64
A Última Música de Liszt para Piano – “Debussy? Scriábine? Bartok?” – 17/3/73
A Morte de Isolda – “Nesta fluidez contínua de um tecido vivo” – 8/3/64
Final da “Valquíria” – “Deuses podiam de um Valhala em chamas” – 4/7/73
Marcha Fúnebre de Siegfried, do “Crepúsculo dos Deuses” – “Na tarde que de névoas se
       escurece” – 13/1/74
Pobre Brückner – “Monumental, informe, derivante” – 19/11/71
Oitavas, Ouvindo a Primeira Sinfonia de Brahms – “Da música ao sentido, que palavra”
       – 8/4/63
“Má Vlast”, de Smetana – “Para se amar uma pátria assim, com tal pompa e tal doçura”
       – 1/10/64
“Boris Godunov” – “O velho honestamente escreve a História” – 8-9/1/72
“Romeu e Julieta”, de Tchaikowsky – “Ele era muito jovem quando imaginou este poema”
       – 24/5/64
“La Bohème”, de Puccini – “É ‘romântica’, sentimental, mesmo piegas” – 26/7/64
“Principessa di Morte” – “Foi quando Liu se matou para não revelar o nome do príncipe”
       – 7/8/64
“Festas”, de Debussy – “É como se as ruas de Florença se abrissem no espaço” – 6/12/64
“Das Lied von der Erde”, de Mahler – “São versos de poeta chinês. Depois de sabermos”
       – 8/5/63
Mahler: Sinfonia da Ressurreição – “Ante este ímpeto de sons e de silêncio” – 28/7/67
“Assim Falou Zaratustra”, de Richard Strauss – “Nem o Zaratustra de Zaratustra, nem”
       – 11/9/65
Final da Segunda Sinfonia de Sibelius – “Se alguma vez clamor pela grandeza” – 27/3/66
Erik Satie para Piano – “As notas vêm sós por harmonias” – 9/1/72
Ouvindo o “Sócrates” de Satie – “Tão sábio, sereno e calmo” – 8/1/72
Concerto para Orquestra, de Bela Bartok – “Como amargura leve brinca com a morte”
       – 29/5/64
“Noite Transfigurada”, de Schönberg – “Como tão tensas cordas” – 28/9/64
Concerto de Piano, Op. 42, de Schönberg – “Seria pouco dizer que é o desespero” – 21/10/63
A Piaf – “Esta voz que sabia fazer-se canalha e rouca” – 6/10/64
“Pot-Pourri” Final – “Chegou e disse: – Caríssimo!” – 29/2/62