Versos de Jorge de Sena como mote a chamada de trabalhos da revista ‘eLyra’

Revista eLyra

 

Num poema de Peregrinatio ad Loca Infecta, «Tentações do apocalipse», Jorge de Sena escreve: Que os sóis desabem. Que as estrelas morram. / Que tudo recomece desde quando a luz / não fora ainda separada às trevas / do espaço sem matéria. Nem havia um espírito / flanando ocioso sobre as águas quietas, / que pudesse mentir-se olhando a Criação. / (O mais seguro, porém, é não recomeçar.) Performativo trágico, a convocar o fim dos tempos, mas para pensar um recomeço de todas as coisas – ou nem isso: fim sem recomeço, fim do fim, coisa nenhuma.

Que relação existe entre a poesia e o fim de todas as coisas – convocação, exorcismo, desejo ou temor? Como pode o poema dizer os fins – Auschwitz, Vietnam, Kosovo – e reivindicar a resistência da esperança? Entre o culminar do tempo no Apocalipse joanino e a dissolução da fala em Paul Celan, como se enuncia o fim do mundo?

A revista eLyra, editada pela rede de investigação internacional LyraCompoetics, dedicará o seu número 5 ao tema «poesia e fim do mundo».

Aceitam-se propostas de artigos até 31 de março de 2015, para: lyracompoetics@letras.up.pt

Para mais informações, consultar: Elyra

Sessão de entrega do Prêmio Jorge de Sena/2013

No dia 11 de novembro de 2014, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi entregue a Gilda Santos o Prêmio Jorge de Sena/2013. Na ocasião, a responsável pelo então laureado site — este nosso “Ler Jorge de Sena” — proferiu a palestra “Memória e atualidade do ‘Discurso da Guarda'”.

Nas fotos, além de Gilda Santos, o Júri do Prêmio e alguns dos presentes à sessão.

 

 

Quatro Anos em Números

 

No dia em que o poeta completaria 95 anos, o Ler Jorge de Sena chega a seu quarto aniversário. Apesar de ter sido um ano com inúmeras dificuldades técnicas que impediram que mantivéssemos a regularidade desejada e o número de publicações habituais, ainda temos muito o que comemorar: atingimos a marca de 286.000 visitas, de 138 países, em nossas 513 postagens. Recebemos de diversos professores e pesquisadores, especialmente brasileiros e portugueses, a notícia de que nosso site tem sido uma frequente fonte bibliográfica e de pesquisa para alunos de várias universidades. E, como se não bastasse, fomos agraciados com o Prêmio Jorge de Sena, em sua quarta edição.

Entre as 50 matérias que publicamos ao longo dos últimos 12 meses, destacamos a edição de uma série de estudos dedicados a O Físico Prodigioso, escrito por Sena no Brasil há 50 anos. Com esses ensaios, chegamos à marca de 117 textos dedicados à obra seniana. Os depoimentos de amigos, estudiosos, leitores e ex-alunos de Jorge de Sena, a maioria em vídeos gravados especialmente para o site, já são mais de 60.

Esperamos expandir ainda mais esses números ao longo de 2015. Que tenhamos ainda mais parceiros, colaboradores e público até o quinto aniversário deste projeto. Seguimos determinados a divulgar a obra e a fortuna crítica de nosso autor, para que sejamos sempre muitos, cada vez mais leitores de Jorge de Sena.

Jorge de Sena: Los trabajos y los días – Una antología

Los trabajos y los días es una antología -seleccionada por Jorge Fazenda Lourenço─ que ha resultado de un esfuerzo por registrar las diversas y prolíficas peregrinaciones literarias y culturales de Jorge de Sena (Lisboa, 1919-Santa Bárbara, California, 1978), «Los trabajos y los días» es el título de uno de sus poemas y también de esta selección de textos, porque cifra bien la dimensión épica y lírica de toda la obra de Sena. Incluye no sólo una sección bilingüe de poemas. sino también de cuentos y ensayos. A propósito, menciona Fazenda Lourenço en el prólogo: «En el terreno de los discursos y ensayos, las elecciones recayeron, mayoritareamente, en textos en que el poeta se presenta a sí mismo, en relación con el mundo y la literatura de su tiempo, ». La selección de los cuentos, dificilísima, buscó establecer un diálogo con aspectos importantes de la poesía: el testimonio como transmutación poética de una experiencia vivida, el erotismo, la centralidad de Camões en la vida y en la obra de Jorge de Sena, En lo que concierne a la poesía. busqué que sus ejes principales, antes mencionados ─erotismo y escatología, exilio y peregrinación. testimonio y lenguaje. humanidad divina y dignidad humana─, estuvieran representados. La poesía de Jorge de Sena es una poesía total, que toca y profundiza todos los géneros, en una especie de reactualización de la tradición poética y de toda la literatura ─entendida como un palimpsesto─ desde los tiempos de Gilgamesh al tiempo de los saberes y experiencias que con Jorge de Sena se construye. De cualquier modo. Como, dice en un verso de su poema “Espiral”, incluido en esta antología: “Un solo poema basta para alcanzar la tierra”.»

 

Novo título nas “Obras Completas de Jorge de Sena”

 

 

Sinopse (divulgada pela editora):

«Este volume reúne a ficção de Jorge de Sena escrita entre 1936 e 1940 (partes I e II) e outros tentames e projectos posteriores (parte III) que Mécia de Sena, por razões de oportunidade editorial, havia publicado, separadamente, em Génesis (1983) e Monte Cativo e Outros Projectos de Ficção(1994).

A reunião dos contos juvenis e projectos de ficção num único volume, pela ordem cronológica da escrita, permite acompanhar os primeiros passos do Jorge de Sena ficcionista, marcados pela experimentação genológica (da narrativa histórica ao «conto em moldes infantis») e de processos narrativos, com particular incidência na focalização, na construção das personagens, do tempo e do espaço. “A Personagem Total” é o texto mais ambicioso, e mais oficinal, com o seu jogo de níveis narrativos, o seu ludismo verbal, a sua indeterminação entre o sonho e a realidade, as suas notações metaficcionais e a sua questão do nome e do duplo.»
 

(Jorge Fazenda Lourenço in Prefácio).
Esta edição contém uma breve nota de introdução 
e notas bibliográficas de Mécia de Sena.

 

Jorge de Sena para o Panteão nacional & Literatura portuguesa de parabéns

Desde a trasladação dos restos mortais de Jorge de Sena, da California para Lisboa, em setembro de 2009, ouvem-se vozes a clamar pelo Panteão Nacional como derradeira morada do escritor. Com a recente transferência de sua amiga Sophia de Melo Breyner Andresen para o local, mais vozes adensaram o coro. E o tema permite outras considerações, outros passos em volta…

 

JORGE DE SENA PARA O PANTEÃO NACIONAL*

JULIO DE MAGALHÃES

 

A recente trasladação de uma poetisa (escrevo poetisa, porque é o feminino de poeta) para o Panteão Nacional, suscita, mais uma vez, a questão dos critérios a que deve obedecer a “selecção” das figuras públicas dignas do reconhecimento da nação.

Não parece que seja a Assembleia da República, cujos deputados são escolhidos pelas direcções partidárias, que se movem por interesses políticos e que não possuem, na generalidade, especiais creditações na matéria, o órgão mais habilitado a decidir quem deve, em função dos seus méritos, receber as honras de uma sepultura consagrada pela pátria. Não que a panteonização acrescente (ou retire) algo ao valor dos trasladados, mas porque, tratando-se de uma homenagem simbólica, e sendo o Panteão, por definição, um lugar de alojamento restrito, importa distinguir bem os maiores de entre os grandes. E não é certamente o Parlamento a sede própria para o efeito, ainda que se lhe possa atribuir o direito de ratificação.

Encontram-se sepultadas no Panteão Nacional figuras de nível muito desigual, mas isso também não deve estranhar-se, pois o mesmo acontece em congéneres estrangeiros. Basta olhar para o Panthéon de Paris para termos uma ideia. Todavia, essa realidade não deve confortar-nos, nem levar-nos a exageros ridículos como o protagonizado por um deputado socialista que, logo após a morte de Eusébio, pediu a panteonização do futebolista. Acho que o caso de Amália, por quem tenho, aliás, a maior admiração, foi já uma excepção evidente, para não falar da inconcebível trasladação de Humberto Delgado. É por isso que o prazo do reconhecimento dos “altos feitos” deveria ser sensivelmente alongado.

Entre os grandes nomes da cultura, Camões (se os seus despojos são autênticos) e Pessoa estão ausentes daquele templo cívico, o que não incomoda, uma vez que se encontram sepultados no Mosteiro dos Jerónimos. Já merece uma interrogação a ausência do famoso político Passos Manuel, a quem se deve a criação do Panteão Nacional, e cuja trasladação dos restos mortais foi recusada por falta de verba.

Pergunto-me porque não está Cesário Verde, um dos maiores poetas do século XIX, no Panteão Nacional? Ou porque não se trasladam para lá os restos mortais de Jorge de Sena, certamente o maior intelectual português da segunda metade do século XX?

Ignoro se Jorge de Sena, alheio a capelinhas, dispõe de “apoios” e de “conivências” bastantes para mobilizar as energias necessárias a desencadear uma operação nesse sentido, ou se tal movimento contaria com a aprovação da sua viúva, Mécia de Sena? Presumo que esta, que já autorizou a vinda do corpo do marido para Portugal, a tal não se oporia.

Assim sendo, deixo aqui o meu apelo: JORGE DE SENA PARA O PANTEÃO NACIONAL. JÁ!

 

[*] Blog “Do Médio-Oriente e afins”, de 11 de julho de 2014. Ver

 

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 LITERATURA PORTUGUESA DE PARABÉNS**

ANTÓNIO JACINTO PASCOAL

 

Não faz muito que demos passos em volta do caso Herberto, paradigma do país saloio em que vivemos, a começar pelos rebarbativos talentos que mitificam a sua existência nos exílios da imortalidade. Herberto escolheu entrar nas trevas, o que, paradoxalmente, lhe confere maior visibilidade do que supõe – aquilo que se encripta torna-se mais facilmente evocável, senão idolatrável. E, ainda que se diga “defendido contra as vertigens da dissipação”, o facto é que, na sua relação com a História, não controla o processo implacável da distribuição do livro, isto é, o resultado da sua própria criação.

Se, já com Servidões, o autor permitiu a servidão ao destino escandaloso e caprichoso da visão editorial que transformou a obra em fetiche e o leitor no seu trágico refém (também eu fiz parte daqueles que não encetaram a corrida à livraria mas receberam com moderada benevolência o “já esgotou” da ordem), com A Morte Sem Mestre esvaneceu-se, do meu ponto de vista, tudo aquilo que generosamente ligava Herberto “às fontes naturais do mundo” e o metamorfoseou, contra sua vontade, num vácuo fantasma da feira das vaidades, permeável a todo o tipo de especulações. Uma só palavra de Herberto Helder, se dela ainda fosse capaz, esmagaria o brilho das falsas pedrarias do circuito livreiro.

Nada contra o panteónico atributo a Sophia e a sua famosa “unanimidade” (seja lá o que isso for), ainda que mereça reflexão aferir critérios de selecção, lugar do arbítrio, silêncio de omissão e cedência à aporia – como estarão cotados Eugénio, António Ramos Rosa, Torga, Carlos de Oliveira, Cardoso Pires, O’ Neill (mesmo que com estrondosa gargalhada), Jorge de Sena (passe o paradoxo), David Mourão-Ferreira ou José Gomes Ferreira na bolsa de valores do luso Panteão? O que não deixa, porém, de constituir perplexidade é a declaração de Miguel Sousa Tavares sobre a escritora. Segundo ele, Sophia é uma autora “que não precisa nem de crítica nem de explicações”. Conhecemos o “complexo da crítica” a que se referiu Eduardo Lourenço, instituição que “sempre esteve desarmada diante da obra, [e que] foi sempre um corredor atrasado e impotente”. É, todavia, a crítica que legitima a obra, por mais que esta transporte no seu corpo “a única luz capaz de distinguir os vivos e os mortos” (E. Lourenço, O Canto do Signo). Porque não há obra sem leitor por mais autotélica que se queira, nem obra sem faculdade de renúncia para se submeter ao cepo. Aliás, não há obra incólume por natureza. Nem mesmo a da “unânime” Sophia.

Os exames (1.ª e 2.ª chamadas) de Português (9.º ano) esqueceram as obras de leitura obrigatória, a epopeia de Camões e um auto de Gil Vicente. Ora, neste ano decisivo, é comum os professores despenderem a quase totalidade do ano com os dois autores. Há uma obra narrativa (com frequência um conto de Eça) que passa também pelo escrutínio dos docentes. Mas nada. Em vez disso, uma entrevista ao grande Mário de Carvalho, um trecho de Machado de Assis, um texto de Gonçalo Cadilhe e outro trecho de Jorge de Sena. Nada a opor, não fosse o esquecimento do essencial. À saída da 1.ª chamada, os alunos diziam sentir-se defraudados, em “boa gíria”.

A juntar à pertinente preocupação de Maria Edviges Ferreira (PÚBLICO, 17 de Julho), talvez se possa reiniciar um diálogo sobre o que é canónico naquilo que, polidamente, se chama agora “Educação Literária”. Começando, por exemplo, por tentar perceber o que significa “unanimidade” (trinómioquantidade de leitores/qualidade literária/reserva moral (vulgo pudor)?). E, já agora, o que se entende por poesia, sobretudo poesia em contexto escolar, protegida, à boa maneira puritana, de todos os seus desvarios demoníacos.

 

[**] Jornal Público (Lisboa), de 22/7/2014. Ver

Leia mais:

Cerimônia de Trasladação

29. O Regresso do (In)Desejado

Prêmio Jorge de Sena/2013 – Divulgação do resultado

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Reunido no dia 28 de Maio de 2014, no CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), o Júri do Prémio Jorge de Sena 2013, composto por Isabel Rocheta, Margarida Braga Neves e Teresa Martins Marques, decidiu por unanimidade atribuir o Prémio a Gilda da Conceição Santos, responsável do site Ler Jorge de Sena.

 

Entendeu o Júri que este site se vem destacando de forma notável no âmbito dos estudos senianos, aprofundando e divulgando a obra deste escritor e contribuindo para a sua repercussão junto de um vastíssimo público, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

 

 ​O Júri do Prémio Jorge de Sena

CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa – PORTUGAL
Telef.: 00351 21 792 00 44

Jorge de Sena na web

É incontestavelmente volumosa a presença de Jorge de Sena na web.

No dia 02.08.2013, o Google registrava para a chamada “Jorge de Sena – obra” nada menos do que 2.480.000 resultados. Se descartarmos as inevitáveis repetições, as homonímias e as informações truncadas, só considerando como útil, de modo muito radical, 1% desse número, ainda assim o “saldo” impressiona — mesmo incluindo nessas “míseras” 24.800, as entradas que se reportam aos 419 arquivos do nosso “Ler Jorge de Sena”.

Foi tal constatação que nos levou a um “zapping” pela internet, oferecendo a nossos leitores uma pequena coletânea de links que decerto lhes interessará, em acréscimo aos muitos que já registramos neste nosso site.

 

Sobre a obra de JS:

==>Alexandre Dias Pinto – Movimento pendular: ‘O Balouço, de Fragonard’ de Jorge de Sena

 ==>Anônimo – Entre a Idade Média e Jorge de Sena, uma questão de língua

==>Carla Ribeiro – Super Flumina Babylonis: Camões e Sena nas margens do mesmo rio

==>Danilo Bueno – Jorge de Sena: o ser como a grande máscara

==>David Rodrigues – Em torno da interrogação na poesia de Jorge de Sena

==>Emanuel Morgado – O conceito de «Perfeição»: Platão, Edmund Burke e Jorge de Sena

==>Fabio Ruela de Oliveira – Portugueses no Brasil: as trajetórias intelectuais de Casais Monteiro, Jorge de Sena e Vítor Ramos (1954-1974)

==>Fernando J.B. Martinho – A poesia portuguesa depois de Pessoa

==>Francisco Cota Fagundes – Do amor na poesia de Jorge de Sena: ‘A morte de Isolda’ revisitada

==>George Monteiro – In quest of Jorge de Sena

==>George Monteiro – Jorge de Sena’s ‘Eichmann Story’

==>Gregório Dantas – O diabo enamorado

==>Joana Prada Silvério – Jorge de Sena: para uma primeira leitura

==>Joana Prada Silvério, Maria Lúcia Outeiro Fernandes – Coroa da Terra: a poesia como (re)criação do mundo

==>João Barrento – A língua portuguesa na poesia portuguesa de hoje

==>Jorge Fazenda Lourenço – Lendo Jorge de Sena leitor de Fernando Pessoa

==>Jorge Fernandes da Silveira – Era uma vez Camões na Ilha de Moçambique

==>José Manuel de Vasconcelos – Caminhos da tradução: Cavafy, Montale e Jorge de Sena

==>Julielson Albernaz de Oliveira – O reflexo social do amor na poesia de Camões e Jorge de Sena

==>Júlio Conrado – Jorge de Sena: um exílio em cólera

==>Luís Adriano Carlos – Epistola aos realistas que se ignoram – Jorge de Sena e a Estética

==>Luís Adriano Carlos – Poesia moderna e dissolução

==>Márcia Vieira Maia – Sobre Brasil e Portugal: um percurso na crítica literária, do século XIX a Jorge de Sena

==>Mário Avelar – As Metamorfoses de Jorge de Sena

==>Patrícia Cardoso – Um rei não morre. Poder e justiça em duas tragédias portuguesas (O Indesejado e A Castro)

==>Paulo Mendes de Matos – Ensaio sobre a questão dum cenário medieval para o que é de facto uma obra sobre a sociedade portuguesa no século XX, referente à narrativa O Físico Prodigioso de Jorge de Sena

==>Rui Carlos Morais Lage – A elegia portuguesa nos séculos XX e XXI

==>Sebastião Edson Macedo – Uma ética da existência em Arte de Música, de Jorge de Sena

==>Silva Carvalho – A posição de Jorge de Sena na poesia portuguesa do século XX

==> Teresa Carvalho – Ut photographia poesis? (I)

==>Teresa Cristina Cerdeira – Jorge de Sena e Miguel Torga: o discurso bíblico na biblioteca do artesão

 

Comentários/ recensões a livros de JS:

==>Sobre Rever Portugal
==>Sobre América, América

 

Depoimentos sobre JS:

==>Baptista Bastos: Memória de Jorge de Sena
==>Baptista Bastos: Resistir é combater
==>Baptista Bastos: Mécia e Jorge

 

JS traduzido:

==>Em inglês, apresentação do autor, seguida de alguns poemas traduzidos:

 

Desserviços a Jorge de Sena:

Também não faltam na internet itens em desfavor de Jorge de Sena, que aqui omitimos. Porém, tanto quanto nos foi possível averiguar, a maioria deve-se a julgamentos apressados, inconsistência de informações, ou investigações sem rigor, e somente uma ínfima parte pode ser efetivamente atribuída à calúnia de má-fé.

Mas há “desserviços” de difícil classificação, como a espantosa “pérola” que se lê em http://goo.gl/yPM8Ic e que não resistimos a transcrever:

My idea was that this might include some of my favorite poetry, curiously all of it non-English; books like Paveses’s Lavorare Stancathe Portuguese poet Jorge de Sena’s book about the Brazilian salt mines, Conheço o sal… e outros poemas (Moraes, Lisbon, 1974), or Nazim Hikmet’s Things I Didn’t Know I Loved. Whitman, in all of his rolling grandeur, was driven to document his times; and yet Soviet social realism and the dictates of the writer’s unions bowdlerized the poet’s natural impulse to “report.” The poetry that I called “documentary” didn’t give up aesthetic criteria. That is, it remained, first and foremost, poetry. Was “documentary” a useful term, or did it fail as so many others before it: “confessional,” “language,” or “beat”.