Paixão, morte e redenção do Físico

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Pablo Picasso, "O beijo". 1969

Decerto não há na obra de Jorge de Sena outra personagem mais claramente “crística” que o seu “muito bem-amado filho” O Físico Prodigioso — criado “como símbolo da liberdade e do amor”, “sustentado pela força do amor que tudo manda, e pelo ímpeto da liberdade que tudo arrrasa”. Se dúvidas houvesse, os capítulos finais da novela as dissipariam. Destes, em alusão ao calendário pascal, recortamos os passos que demarcam a nítida via-crucis do protagonista e a sua simbólica ultrapassagem final.

 

Quando as grades se abriram rangendo, ele, como sempre, não se moveu. E, quando elas se fecharam sem que ninguém lhe falasse, é que levantou a cabeça. Os seus olhos, com o tempo de prisão, viam claramente à luz que vinha das grades. Mas sombras enormes se projectavam dentro, e eram dos frades que ele conhecia bem. Baixou outra vez a cabeça, e não se moveu quando o rato lhe tocou num pé. O rato subiu para o pé e apalpou-lhe o tornozelo. Era mão e não rato. Levantou a cabeça e viu diante de si uma sombra agachada, de cabelos caídos, cujas mãos ambas lhe subiam pelas pernas até aos joelhos. Estendeu os braços para ela, e deixou-se cair, alongado, num arrastar de correntes. Ela alongou-se contra ele, e assim ficaram quietos, abraçados. Os membros do tribunal registaram a imobilidade absoluta deles. De súbito, um estremecimento os percorreu e um estertor ecoou. E a confiança regimental nos cintos oficiais, na verdade infalíveis, não deu ao tribunal a ideia de que eles se haviam possuído. O silêncio e a imobilidade voltaram logo. E, como se não passava nada, as grades foram abertas e os frades entraram. As duas formas num novelo de correntes, continuavam alongadas, abraçadas, imóveis. Dois guardas se abaixaram para separá-las. Foi fácil destacar a que não estava acorrentada. Era um corpo flácido, que arrastaram para o corredor e os frades seguiram num tropel. Era mais do que um corpo flácido: um cadáver. Não era, porém, Dona Urraca. Ou era. Mas os longos cabelos estavam louros, e as feições defuntas eram as dele.

Os frades caíram todos de joelhos, benzendo-se, trémulos, gritando esconjuras, enquanto dos guardas se ouvia ecoar o correr da fuga.[1]

(…)

O tribunal torturou-o então. Começou por manter-lhe rapado o cabelo, e por tê-lo sem a longa barba que lhe crescera. Submeteu-o ao potro, à roda, aos tratos graduados da polé, às tenazes ardentes, ao chicote de ferro. O corpo dele, magro, chagado, com os membros deslocados, era uma ruína que se arrastava aos pés dos juízes, sem fala, babujando grunhidos. Toda a beleza e toda a juventude haviam desaparecido. Foi assim que o confrontaram com todos os outros acusados, um por um, e uma por uma, sem que sequer eles o reconhecessem. [2]

(…)

Ele seria enforcado, primeiro, eviscerado, depois, e tudo queimado logo na fogueira já acesa entretanto. A evisceração era fundamental, para impedir que houvesse possibilidades de ressurreição demoníaca, antes de consumido o corpo maldito. Seria enforcado tal qual estava, com as correntes, para o caso de ficar invisível de repente e as correntes até ajudariam com o seu peso, não sendo necessário que o carrasco se chegasse muito a ele antes de morto. Toda a gente usaria capuzes pela cabeça, menos o réu.

Tiveram de o trazer numa padiola até ao pátio, era já noite, porque o erguer da forca e a instalação da fogueira levaram tempo. Durante este tempo, os cinco se ocuparam freneticamente da remoção dos outros presos para longe do palácio. A luz de archotes, arrastaram o corpo para a plataforma da forca. Como não se aguentava de pé, o carrasco passou-lhe um laço pelos sovacos, que o ajudante puxou até ele ficar suspenso, com as longas correntes pendendo. Então, a cavalo no travessão da forca, o carrasco enfiou-lhe na cabeça o laço propriamente dito, e soltou uma exclamação.

O pequeno grupo de capuzes no sopé da forca agitou-se. Que seria? O carrasco encapuzado desceu e explicou. Não poderia enforcá-lo com a coleira de ferro da corrente do pescoço. Era preciso tirá-la primeiro.

Foi uma aflição, uma perplexidade. Saíram pela cidade à procura do ferreiro de serviço, que desaparecera. Entretanto, segurando o outro laço, o ajudante gritava se ia ficar ali a aguentar com o peso das correntes, que o corpo, por si, não pesava nada. Mandaram que o largasse, ele largou-o de repente, e o corpo, com um estrondo de correntes, desabou no tablado, e era um molho de carne e de anéis de ferro. Enfim, o ferreiro veio; e, no silêncio, apenas se ouvia o martelar tilintante, até que a coleira caiu.

Recomeçaram a operação de levantar o corpo com as correntes pendentes, e o carrasco enfiou-lhe o laço no pescoço. Ao mesmo tempo, e por um bater de palmas do meirinho, o ajudante largou a suspensão, e o carrasco saltou para os ombros do justiçado. O corpo rodopiou num balancear largo das correntes, e ficou rodando devagar. Um suspiro de alívio percorreu os capuzes.

Mas o carrasco, agarrado à corda, debruçava-se para a cabeça pendida que tinha entre os joelhos. Depois, levantou-se e sentou-se, várias vezes. E, por fim, passando para a forquilha da forca, desceu escorrendo em suor que brilhava no seu torso nu, e sentou-se na beira da plataforma, fazendo com as mãos abertas movimentos de confessada impotência.

Os capuzes correram para ele.
– Não está morto, não morre; quando calco para baixo, alguém – e benzeu-se – o levanta para cima.

Não precisaram entreolhar-se para entenderem claramente o que se passava. E Frei Antão tomou uma decisão suprema.[3]

(…)

Tudo estava nos mesmos lugares, à luz dos archotes. O corpo e as correntes no tablado. O carrasco sentado na beira. O ajudante, de pé, ao lado. O grupo dos capuzes entre a forca e a fogueira.

Frei Antão aproximou-se deles, que se ajoelharam, e disse: — Desacorrentem esse homem. Vistam-lhe uma roupa. Montem-no num cavalo. Ponham-no fora da cidade.

Os outros ficaram indecisos. Frei Antão declarou:
— Se assim fizermos, Deus nos fará um milagre. Eu o sei de ciência certa.

O ferreiro cortou (e parecia interminável o seu tilintar de martelo) os anéis dos pulsos e dos tornozelos, e o da cintura. Depois, tirou o cinto de castidade. O corpo estendido aos pés dos cinco frades era todo ele uma chaga e uma bostela de lixo nauseabundo.

Frei Antão mandou que o levassem e lhe pusessem unguento.

Assim foi feito.

Frei Antão voltou-se então para a assistência com a sua voz fininha e estridente:

— Em nome de Deus, declaro que este tribunal condena ao vazamento dos olhos e ao corte da língua e das mãos quem quer que seja, clérigo ou não, que jamais fale do que viu agora e aqui. Nós enforcámos este homem, nós arrancamos-lhe as vísceras, nós queimámo-lo. São todos testemunhas disso. Vistam-no e ponham-no sobre um cavalo.

Enfiaram pela cabeça rapada um saco com buracos, como os que dão aos leprosos, e tentaram em vão que ele se aguentasse na sela do cavalo que haviam trazido. Escorregava e caía.

Frei Antão mudou de ideias.

— Deixem-no aí. Vamos embora. — E quando, seguido pelos outros, ia a cruzar o grande arco da escada, voltou-se e disse: — Deixem as portas abertas.

E, no pátio deserto e escuro, o vulto ficou estendido no chão, ao pé da forca.[4]

(…)

Frei Demétrios murmurou: – Que vamos fazer? Deixá-lo ali, à espera que seja dia e o movimento do palácio comece?

Frei Antão endireitou-se e meditou. Depois disse:

– Reverendos irmãos: Vossas Reverências vão levantá-lo por debaixo dos braços, de modo que ele possa andar, e atentem no mínimo movimento dele, para levarem-no onde queira ir.

Os outros olhavam-no, apavorados, ou percebeu Frei Antão que assim o olhavam de sob os capuzes.

Frei Antão acrescentou: — Eu segui-los-ei, com a minha cruz na mão.

Os outros hesitaram, mas Frei Antão empurrou-os com um gesto imperioso. Foram-se até ao corpo, e levantaram-no de repente, porque ele estava muito mais leve do que tinham pensado. E avançaram pelo túnel até à saída do palácio. Os guardas, sonolentos, ao verem o grupo, agitaram-se assustados nos seus capuzes. Mas reconheceram logo principalmente Frei Antão, pela sua pequenez, e que os mandou afastar erguendo a cruz peitoral.

No grande adro em frente, o grupo parou. E que os transportadores não sentiam que, daquele corpo desfeito cujos pés se arrastavam deslocados pelo chão, viesse a mínima indicação de para onde ele queria ir.

Consultaram-se os três sobre o que fazerem. E decidiram experimentar sucessivamente várias direcções, a ver se ele reagia. E, assim, avançaram aos ziguezagues, apontando de cada vez a uma das quatro saídas da praça. Mas ele não reagiu a nenhuma. Pararam.

Frei Antão mandou que o pousassem no chão. E ficaram os três, atrás dele, à espera que se movesse. A luz que raiava da manhã, uma luz muito branca e rosada, que fazia brilhar numa poalha dourada os negros e altos prédios da praça e punha pelo chão dela uma aragem rasteira, o corpo ali estendido, e mesmo de bruços como estava, era horrível de ver-se. A cabeça rapada tinha livores e pústulas, e a chaga do pescoço era como uma degolaçao incompletada que mal deixara que a segurasse ao corpo. Este, no burel do saco em que estava enfiado, não se via. Mas adivinhava-se pelos braços e pelas pernas de que os ossos apontavam de uma pele esticada, cheia de rasgões purulentos. As mãos, sobretudo, só tendões e ossos protuberantes, eram horríveis, com uns dedos compridíssimos pelas unhas retorcidas e longas, mas quebradas. E tanto as mãos como os pés, separados dos braços e das pernas pelo círculo chagado que os anéis de ferro haviam feito, pareciam semidecepados. [5]

(…)

O sol começou a entrar na praça pelas ruas do lado nascente e, de súbito, emergindo sobre os prédios, iluminou-a de uma luz que era alaranjada e prata. As sombras dos três frades, muito longas, cruzavam-se sobre o corpo. Frei Antão desviou-se e os outros dois imitaram-no. E continuaram à espera. O corpo, em que o sol batia, persistia imóvel. Em certo momento, pareceu aos frades que ele gemia. E esticaram-se à escuta. Mas teria sido ilusão. Depois, pareceu-lhes que se movera ligeiramente, que percorrera um tremor como o da pele de cavalos picados por moscas. Mas a imobilidade era tanta que não deveria ter tremido. Mesmo a respiração dele era imperceptível. Seria que estava morto?

Foi quando as mãos se moveram. Os dedos encolheram-se e esticaram-se, encolheram-se e esticaram-se, e ficaram parados. Depois, com um esforço infinito, um dos joelhos dobrou-se, e o corpo rolou um pouco, ficando meio de lado. Os frades soltaram todos uma exclamação contida, que reboou na praça como uma praça como uma onda que rebenta. Voltaram-se assustados. A praça estava cheia de gente, por trás deles. Era uma massa compacta e silenciosa e imóvel. Frei Antão ergueu a cruz peitoral, e gritou:

— É um pestífero, fujam! – e benzeu-se.

Mas a multidão não se moveu.

— Não ouvem que é um pestífero? Fujam. Saiam daqui. Voltem para as suas casas. É uma ordem. Em nome do Santo Padre, cujo legado sou, voltem para as suas casas, sob pena de excomunhão maior!

A multidão continuou silenciosa e, depois toda junta, avançou um passo, que Frei Antão recuou gritando: – É um pestífero, fujam!

Mas a multidão, e ouvia-se agora o respirar dela como um rio correndo, avançou outro passo, que também Frei Antão recuou, dizendo com a voz trémula e sumida: – Estais excomungados. Que a maldição de Deus caia sobre vós e sobre os vossos filhos!

A multidão deu outro passo para a frente, e começou a caminhar em passos muito lentos. Foi então que Frei Antão lhe voltou as costas, com medo de tropeçar, e viu que o corpo, cuja cabeça pendida entre os ombros ele não via, avançava devagar, e de gatas, para uma das saídas da praça, seguido pelos outros dois frades.

Assim saíram da praça e entraram na rua que descia. O corpo gatinhando e deixando um rastro de sangue, os dois frades atrás, depois Frei Antão que ora os seguia, ora se voltava para a multidão que era um mar como de lava comprimida, espessa e lenta, entre as paredes da rua. Mas das casas da rua saía mais gente, e o cortejo ia descendo por entre alas de povo, que o mar de lava absorvia. A onda espessa e lenta respirava, rumorejava dos passos pelas lajes, mas era silenciosa. A única voz que se ouvia era a de Frei Antão, numa estridência rouca, que de vez em quando, mecanicamente, gritava: – É um pestífero, um pestífero, fujam!

Nos cruzamentos com outras ruas, novas multidões esperavam em silêncio, e juntavam-se ao cortejo. Este, todavia, não era só a massa que escorria por aquela rua. Nos cruzamentos se apercebia que, pelas outras ruas mais ou menos paralelas, desciam rios iguais, também silenciosos e lentos, cujo suave estrondo pairava por sobre as cabeças e por sobre a cidade. Só à frente não havia ninguém. E o corpo ia gatinhando devagar, ora uma das mãos, ora um joelho.

De vez em quando, de uma porta ou de uma massa de gente, uma mulher corria, agachava-se entre o corpo e os dois frades, que logo o seguiam, e, com um pano, limpava os pingos de sangue, que ficavam nas lajes.

Às vezes, a procissão parava, quando o corpo parava. E foi num desses altos que Frei Bermudo vacilou e caiu. Mas o corpo recomeçou a sua marcha. Frei Demétrios seguiu atrás dele. E Frei Antão, nas voltas que dava para trás, pôde ver o caído vulto de Frei Bermudo ser absorvido sob os pés da multidão.

E o cortejo ia caminhando sempre, e chegou às portas da cidade, que o corpo, sempre gatinhando, cruzou. Fora das muralhas, enquanto ele descia a encosta, as multidões espraiaram-se como água represada que encontra leito livre. Mas não era livre inteiramente, porque as beiras do caminho já formigavam de gente que viera por certo dos arrabaldes e das aldeias mais próximas, e que se fundia com o mar que descia das portas da cidade.

O corpo continuava a avançar, tendo-se desviado para um caminho estreito. Então, e um murmúrio sobrevoou os campos negros de povo, endireitou-se e ficou de joelhos. Depois, pousou uma das mãos no chão, e avançou a outra perna que não a desse lado, fimmando o pé. E levantou-se. Oscilava lentamente, e parecia que ia cair inteiro. Mas não. Arrastando os pés, e como se o estar sempre caindo para a frente o ajudasse, foi dando passos sucessivos, até cair de borco à beira de uma grande vala que ali havia.

Então, de novo rastejando, desequilibrou-se e rebolou para o fundo, onde ficou de costas, descomposto, exibindo as chagas que o anel da cintura e o cinto de castidade lhe haviam feito. E o rosto, que o Sol já alto iluminava, era horrível de ver-se e, se possível ainda mais que o resto: os olhos muito encovados arregalavam-se, o nariz estava quebrado, a boca hiante mostrava uma língua inchada e o vazio dos dentes, e toda a testa era, como as faces, protuberâncias roxas e negras.

Assim ficou largo tempo, com a multidão comprimindo-se ao longo da vala, que todos conheciam. Frei Antão e Frei Demétrios, na borda da vala, sentiam atrás de si uma pressão contida, e tinham do outro lado um mar igual de gente.

Então, do corpo estendido e descomposto, começaram a sair gemidos e soluços. Frei Antão ergueu mais a sua cruz peitoral por sobre a vala, e sentiu que lha arrebatavam das mãos com uma violência que lhe rebentou o cordão de ouro, que a sustinha. O choro subia de tom, era uma lamentação sem palavras, uma gritada cantilena que se propagou à turba imensa.

Dois homens, e logo mais outros, saltaram para a cova, e, com as mãos começaram a escavar. Como que os gritos os guiavam, cada vez mais agudos. Até que, de súbito, fez-se um grande silêncio. Uma madeixa de cabelos louros surgira da terra, e depois uma cabeça apodrecida que, no afã de a desenterrarem, quase destacavam do corpo que ia surgindo também.

Os homens afastaram-se. E ele rebolou novamente, e arrastou-se para o cadáver exposto e que devia ter sido de mulher. Quando o tocou, com uma das mãos que para tanto se fazia compridíssima, todos viram que os cabelos da caveira ficavam negros, e o cadáver era uma mulher de espantosa beleza.

Ele caiu de costas a seu lado e, pouco a pouco, à medida que o seu estertor se tornava mais nítido, as chagas iam desaparecendo, o cabelo crescendo louro, as feições recuperando os traços desaparecidos. Era como um deus, quando todos viram que expirara.

E todos ficaram imóveis longo tempo. Então, os homens abaixaram-se e tentaram levantar os dois cadáveres para transportá-los. Não foi possível. Via-se que suavam, que os músculos se retesavam – mas não foi possível. Tentaram então, passando as camisas sob eles, levantar ambos em conjunto. Também não foi possível.

Uma mulher, do outro lado da vala, atirou um punhado de terra. Os homens saltaram para fora. Não tardou que a vala estivesse nivelada, e desaparecidas as alturas de terra que iam ao longo dela.

Tudo estava terminado, pensou Frei Antão. Mas a multidão permanecia imóvel, esperando alguma coisa.

E, com efeito, no lugar que seria aquele em que jaziam, começou a brotar uma pequenina erva que, a olhos vistos, crescia. Teria já uma vara de altura, quando, por sua vez, os botões se abriram, saudados por um grande clamor da multidão. Eram rosas enormes, redondas, rosadas, cujo perfume entontecia. Era um perfume estranho, não bem de rosa: não… um perfume de… Frei Antão atirou-se à planta e tentou arrancá-la. Apenas quebrou um galho, de cuja quebra escorriam dois fios líquidos. Um, de uma resina esbranquiçada; outro, de uma seiva vermelha. Frei Antão ficou olhando, tão desvairado, que nem notou que a sua mão, ainda estendida, enegrecia e mirrava.

E não teve mais tempo de notar, porque, com o crânio despedaçado, a multidão o arrastava, e a Frei Demétrios, pelos pés, num tumulto que voltava à cidade.[6]

1. cap. VII – p. 100-1
2. cap. VIII – p.103
3. cap. VIII – p. 105-7
4. cap. IX – p. 114-5
5. cap. X – p. 121-3
6. cap. XI, na íntegra.

* De O Físico Prodigioso. Rio de Janeiro: 7Letras, 2009.