Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya


 

A 7 de agosto de 1959 chega Jorge de Sena ao Brasil, desembarcando no Recife a caminho de Salvador e do congresso que justificou sua saída de Portugal.

Prestes a deixar para trás família e amigos, escreveu a 25 de junho seu último poema antes do longo exílio que adivinhava: “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya”, insuperável testemunho/testamento sobre a “fiel dedicação à honra de estar vivo”.

Como emblema desse salto entre dois tempos e dois continentes, aqui retomamos o poema-legado, na voz da grande Eunice Muñoz, sua afilhada de casamento e amiga da vida toda, comovidamente lido na cerimônia que selou o regresso definitivo do exilado ao cais da partida — a recepção dos restos mortais de Jorge de Sena pela terra que o viu nascer.

Nossos especiais agradecimentos a Eunice Muñoz pela gentileza em nos facultar estas imagens.

 

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